Falou sobre o monopólio que a indústria dos carros e da vida cotidiana exercem sobre todos nós, nos obrigando a comprar carros. A necessidade de comprar carros aparece quando as cidades são construídas de forma fragmentada, distante de onde se mora. Da mesma forma que as cidades são construídas assim para que se possa expandir a produção e o consumo de carros.
“O automóvel não dá oportunidade, ele acaba virando a única opção”, resume Ned.
Novidade para alguns, a crítica ao carro já existe no mundo inteiro e agora começa a tomar proporções no Brasil. Em Florianópolis, São Paulo, Brasília, Campinas, Osasco, Rio de Janeiro e Porto Alegre acontece a Bicicletada. Versão brasileira da Massa Crítica, manifestação de ciclistas, pedestres e críticos ao carro, iniciada em São Francisco há 10 anos. Nestes atos pacíficos, os manifestantes tomam a rua, reclamando o seu espaço.
Ned sugere que os movimentos sociais coloquem essa discussão no seu calendário, pois é uma luta que está ligada a todas as outras. “O automóvel carrega consigo significações burguesas, valores que levam a uma sociedade desigual”, afirma, chegando a conclusão que o automóvel não poderia existir em uma sociedade que não esta, capitalista individualista. Pelo menos não do jeito que existe hoje.
www.bicicletada.org
