O estudante de Engenharia Mecânica, Alex, está na ocupação desde o início, participou da marcha que saiu do campus Centro Politécnico e acabou no campus da Reitoria, com a ocupação. Ele contou que apesar da diretoria do Centro Acadêmico de seu curso apoiar o Reuni, ele achou importante participar do protesto. "Temos turmas com mais de 100 alunos, em dia de prova, quando todos aparecem, é preciso colocar carteiras até em cima do tablado", falou ainda que isto acontece em disciplinas que exigem concentração e têm um ?ndice de reprovação grande. O Reuni pode piorar esta situação já que o projeto prevê mais alunos sem a contratação de novos professores.

Outro fato revelado por Alex, é a falta de manutenção dos laboratórios. "Os tornos estão velhos e não funcionam direito". Disse também que um dos argumentos de quem defende o Reuni é o de que os recursos ajudariam a manutenção dos laboratórios, mas rebateu: "A manutenção da Universidade é obrigação do governo, o Reuni é uma chantagem".

O estudante de Psicologia, Luiz, que participa da ocupação desde esta manhã, têm a mesma preocupação. "A relação hoje de aluno/professor na psicologia é de 1/9 e a situação já não é boa, imagine quando aumentar para 1/16 com o Reuni". Além disso, ele reclama da falta de preparação de alguns professores e do número excessivo de professores sustitutos. Outro problema apontado por Luiz é o índice de conclusões de curso de 90%, sem o qual os recursos do programa não serão liberados. Ele acha que isto vai descambar para a aprovação automática, formando profissionais mal preparados.