Quando o mundo estava pautado pelo pensamento único da globalização, o professor Milton Santos foi a voz discordante, denunciando as perversidades do que chamou de globalitarismo, sistema econômico que provoca a concentração de riqueza entre os ricos e que distribui mais pobreza para os desfavorecidos.

O filme ?Encontro com Milton Santos ou Mundo global visto do lado de cá? apresenta a última entrevista do geógrafo Milton Santos, no qual ele traça um painel das desigualdades entre o norte rico e o mundo do sul saqueado, apresentando alternativas e um prognóstico otimista sobre o futuro da humanidade.

Neto de escravos, Milton Santos nasceu em 1926 e foi alfabetizado em casa. Anos de estudo depois, acabaria por se tornar um dos mais importantes e influentes intelectuais brasileiros. O geógrafo, que faleceu em 2001, era formado em direito, havia trabalhado como jornalista e se tornou doutor em geografia após um curso na França, na década de 50.


Dia de Mobilização e Ação Global em Goiânia

Além do debate promovido pelo Curso de Pós-Graduação em Adolescência e Juventude no Mundo Contemporâneo, na Casa da Juventude, em Goiânia foram realizadas outras atividades no Dia de Mobilização e Ação Global.

A Central Única dos Trabalhadores ? CUT organizou uma manifestação na Praça do Bandeirante, no centro da cidade, contando com a participação de várias entidades, movimentos sociais e pessoas, dentre elas o Fórum Goiano de Mulheres, que se manifestou em favor dos direitos humanos das mulheres e contra o neoliberalismo.

O Colégio Classe também realizou um passeio ciclístico em favor do meio ambiente, nas ruas e parques da região sul da cidade, com o slogan: mais uma bicicleta é igual a menos um carro.


Mobilização em todos os continentes

Mobilizar-se dentro das particularidades de cada cidade, para construir um outro mundo possível é o principal objetivo do Dia de Mobilização e Ação Global. As atividades carregam consigo os princípios do Fórum Social Mundial - que promove a iniciativa - para desenvolver em todos os continentes as estratégias e articulações frente ao sistema neoliberal.

Entre as principais pautas de discussão estão: as novas ameaças de criminalização do protesto, as lutas contra as bases militares e a militarização, a insustentabilidade do modelo neoliberal e suas implicações para as regiões mais pobres e a necessidade de construir modelos alternativos de consumo.

O dia 26 de janeiro foi escolhido como forma de manter o confronto, assim como os do FSM em anos anteriores, com o Fórum Econômico Mundial de Davos. A data comum com a reunião das potências neoliberais nos Alpes suíços é para aprofundar a teoria e a prática da dominação do mundo pelo capital.


O FSM "é um espaço aberto de encontro para o aprofundamento da reflexão, o debate democrático de idéias, a formulação de propostas, a troca livre de experiências e a articulação para ações eficazes, de entidades e movimentos da sociedade civil que se opõem ao neoliberalismo e ao domínio do mundo pelo capital e por qualquer forma de imperialismo, e estão empenhadas na construção de uma sociedade planetária orientada a uma relação fecunda entre os seres humanos e destes com a Terra", diz a Carta de Princípios do FSM.

A programação das atividades por todo o planeta, com notícias e imagens, pode ser encontrada no sítio do Fórum Social Mundial:  http://www.forumsocialmundial.org.br/