Uma menina iemenita de 13 anos de idade morreu de hemorragia interna três dias depois de ter sido obrigada a casar, informaram grupos de defesa dos direitos humanos do Iêmen.

Segundo agências de notícias, o sangramento teria ocorrido depois de uma relação sexual.

O caso ocorre em meio ao debate sobre a determinação de uma idade mínima para que as meninas se casem no Iêmen, onde mais de um quarto delas se casam com menos de 15 anos de idade.

Uma lei de 2009 determinou a idade mínima como 17 anos, mas foi rejeitada depois que legisladores afirmaram que ela é anti-islâmica. Uma decisão final deverá ser tomada ainda neste mês.

As autoridades do Iêmen não confirmaram a morte.

A menina, que teria se casado com um homem na faixa dos 20 anos de idade, morreu no oeste do país, na semana passada, segundo o grupo de defesa dos direitos humanos Fórum das Irmãs Árabes (SAF, na sigla em inglês).

Em uma declaração obtida pela agência de notícias Reuters, a diretora regional do Unicef, Sigrid Kaag, disse que a agência da ONU está ?horrorizada com a morte de mais uma menina noiva no Iêmen?.

Grupos de defesa dos direitos humanos vêm pressionando as autoridades para proibir o casamento de crianças arranjado pelas famílias no Iêmen, que tem uma estrutura social tribal.