A homossexualidade é apenas um dos aspectos da diversidade humana e por extensão uma das possibilidades na existência de qualquer pessoa. Não existe nada de excepcional, incomum ou fora de regra no ser, entre tantas outras coisas, homossexual.
Nenhuma qualidade em particular define a pessoa por inteiro, nem a raça, a cor, a idade, o gênero, ou a orientação sexual. Somos tudo o que somos e mais. Esse mais é o que nos iguala; dimensão onde todos os seres se encontram como expressão perfeita do pensamento de Deus. As diferenças nos distinguem como indivíduos e possibilita a criação da Comunidade, onde vivemos o prazer da diversidade.
Tentar explicar essas diferenças usando como instrumento categorias doutrinárias tais como pecado, carma, processo reencarnatório é uma violência indesculpável. A maioria das religiões fez isso através dos séculos e ainda hoje o faz para sua vergonha e infelicidade geral.
O triste caso do Paulo Lafon, discriminado pelo ou por causa do Pe. Marcelo Rossi é um exemplo recente do mal que esse velho defeito da religião causa ao ser humano.
A discriminação mata, mas muito antes de matar fisicamente ela faz infeliz o que se sente pecador, impossibilita a vida do que é excluído do convívio social, descaracteriza os que são empurrados para o gueto, enfim, cria um verdadeiro inferno para os diferentes da norma aceita.
A discriminação dá munição ao que quer matar o diferente, anima-o a desconsiderar os sentimentos do outro e justifica a sua irracionalidade dando-lhe o nome de vontade de Deus.
A mãe de todos os preconceitos é a religião patriarcal, senhorial e excludente. Quando chamamos Deus de Pai e de Senhor reafirmamos as estruturas machistas, escravistas e hierárquicas que sempre constroem a infelicidade de milhões.
Algumas opções que almejam uma espiritualidade mais amiga existem a milhares de anos e outras estão nascendo agora. Seria bom cultivarmos essas opções, fazer delas a oficina de um mundo melhor, onde o prazer da diversidade seja apreciado como expressão do Sorriso de Deus.