No final da semana passada, assistimos mais uma vez, um confronto entre policiais e traficantes, na favela da Rocinha, localizada à Zona Sul do Rio de Janeiro, que resultou na morte do traficante conhecido por Bem-te-vi. Nas ruas do morro da capital fluminense, o desespero das pessoas, habituadas a conviver com seus dramas e a inércia do poder público, que demonstra ter incapacidade de resolver a questão como deve ser resolvida.
Em linhas gerais, o problema do tráfico de drogas no Rio de Janeiro, não afetam tão somente as favelas e bairros pobres, como tratam certas linhas ideológicas estereotipadas, afetam também a Zona Sul, a Barra da Tijuca e o Recreio dos Bandeirantes (áreas nobres da Cidade do Rio de Janeiro).Vários integrantes desta classe, pelo seu poder financeiro, compram as drogas, muitas vezes à luz do dia, como é provado nos registros fílmicos ocultos, mais conhecidos por câmeras escondidas.
O panorama das drogas no Rio de Janeiro se desenha em linhas que não querem interligar, isso é provado, quando analisamos a arrumação geográfica da cidade, favelas e bairros pobres circundando áreas nobres, favelas com poucas saídas e favelas que não recebem uma verba de melhorias sociais, as verbas vem do dinheiro macabro do tráfico de drogas.
Os especialistas em segurança pública e os cientistas sociais, chamam isso de cidade partida, onde o poder paralelo – o poder oriundo do submundo das drogas, impera nos morros, ditando regras, regendo medo num compasso acelerado que insiste em não frear.Isso é provado por três situações, quando Bem-Te-Vi morreu, todos os estabelecimentos comerciais da favela da Rocinha tiveram que fechar as portas, 48 horas depois da morte já havia outro traficante liderando o tráfico (este também foi morto) e o silêncio dos moradores que nada tem a dizer a imprensa para não sofrer represálias. Fica claro também, que há um erro, em acreditar que o problema está somente localizado somente na capital fluminense, tendo em vista, nas grandes, médias e em até algumas pequenas cidades do Brasil, com as suas nuances e particularidades que diferem do Rio de Janeiro.
A questão rompeu as fronteiras das discussões estritamente sociais, ela agora chegou ao campo da patologia social, induzindo-nos a acreditar que o poder público não está conduzindo o problema como deveria.Segundo Foucault, em seu livro Vigiar e Punir, a política de segurança pública, em algumas cidades do mundo é, encarada e enfrentada, através de suas conseqüências e não, pelas suas causas.
A prova disso pode ser visto, nas cadeias e presídios, quando os chefes do tráfico conseguem comandar sua “área”, de dentro de suas celas, através do celular.Os poucos bloqueadores de sinal, não tem resolvido o problema com se deve.O envolvimento de policiais e alguns delegados com o trafico, vêm deixando os secretários estaduais de segurança pública de todo o Brasil, em um labirinto sem fim e numa falta aparente de saída.
Para complicar a situação, os formadores de opinião têm ajudado muito pouco e quando ajuda, oferece hipocrisia.Recentemente, o autor desse texto, escreveu uma série de artigos e textos, falando exatamente sobre essa questão.Nos escritos, feitos a partir da declaração do Ministro da Cultura Gilberto Gil, que afirmou ter usado drogas até os 50 anos, não houve a preocupação se isso iria ou não, render processo.Até mesmo porque, acredita-se que seja possível, nos dias de hoje, ser honesto e sincero.Para reforçar essa idéia, houve uma partida de pensamento de que se fosse uma pessoa comum, já teria sido presa sem pestanejar. O Ministro pelos privilégios conferidos pelo cargo, é protegido por ter foro especial e por ser artista conceituado, a clemência e o “deixa disso”, de certos órgãos de imprensa, fãs-clubes e alguns sindicatos representativos dos artistas.Um crime, não é possível numa sociedade tão marcada e entorpecida pelas drogas, não se pode admitir tamanha hipocrisia e tanta vergonha.
A proposta dos artigos, não foi a de mudar o mundo, mas o autor desses textos, acredita que como aquele beija-flor, cuja iniciativa era tentar apagar o fogo com uma gota de água, tenta fazer a sua parte, coisa que os agnósticos não fazem e atrapalham quem quer fazer com suas ideologias marxistas. E nem de tentar empurrar Jesus, para as pessoas, até mesmo porque, ele já foi consagrado, pela Revista Veja, de circulação nacional, como o homem mais carismático da historia e como tal, atrai milhões de pessoas em todo o mundo, até os dias de hoje.E como todos aqueles que acreditam nele, o autor se reserva no direito de usar as palavras de Cristo, embora o objetivo não seja evangelizador.
E para finalizar, quando sete assassinos do jornalista da Rede Globo de Televisão, Tim Lopes, foram sentenciados pagar pelos seus crimes, mostrou que a Justiça Brasileira consegue agir positivamente, na maioria dos casos notórios.