Por Rafael Gomes


Nesta terça-feira, 28 de fevereiro, os trabalhadores da Índia realizaram uma greve geral de 24 horas convocada pelas maiores centrais sindicais do país. Os indianos protestaram contra as violações dos direitos do povo, contra a carestia e o alto custo de vida, pelo aumento do salário mínimo e contra a miséria, que chega a níveis alarmantes. Essa foi a maior greve geral na Índia desde a sua "independência", em 1947.

Na cidade de Calcutá a paralisação foi quase total. Em Hyderabab, no sudeste do Índia, houveram confrontos entre os manifestantes e a tropa de choque da polícia. Em Chhattisgarh, que recentemente recebeu um grande afluxo de mineradoras, as reivindicações têm sido pelos mais básicos direitos trabalhistas, que têm sido violados diariamente pelas grandes empresas. Na capital Nova Delhi o movimento grevista também teve grande adesão. Entre as exigências dos trabalhadores está a instituição de um salário mínimo nacional.

Eles também exigem o fim da contratação tercerizada de mão de obra, melhora no pagamento de benefícios, a criação de redes de segurança social universal para os trabalhadores do setor informal e criação de um fundo nacional de segurança social e a adoção de medidas punitivas contra pessoas jurídicas ou naturais que violem as leis trabalhistas.

O governo indiano tem sido alvo de constantes denúncias de corrupção e tem desencadeado uma feroz repressão contra os camponeses e povos tribais da Índia que vêm sendo expulsos de suas terras por mineradoras e que, há anos, vêm travando uma guerra popular, dirigida pelo Partido Comunista da Índia (maoísta), contra o Estado indiano.





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