(ficou confuso, outro dia ajeitamos isso)

Foi nos abatedouros que Henry Ford se inspirou para aplicar a linha de montagem em série nas indústrias("era fordista"). Os resultados foram uma maior produção em massa da forma mercadoria, entretanto, para os trabalhadores o tripalium sequencial e repetitivo deixou sequelas profundas, como são bem demonstradas em "Tempos Modernos" de Chaplin. A sociedade passa por um período que alguns chamam de pós-fordismo, quando a indústria de produção em massa já não é tão lucrativa: o mercado já chegou ao seu termo. É por isso que trabalhadores são jogados no "aterro sanitário social", postos a rua. Muitas dessas empresas sobrevivem com o velho e bom capital especulativo(fictício) do mercado de ações, mesmo elas tendo prejuízos em suas filiais localmente. Entretanto, o fordismo ainda respira com bom subsídios estatais e imploração de governos locais.

Da mesma forma que haviam erros na produção fordista, nessa "linha de produção em série" de animais há também um erro, e em termos "geneticista": uma anomalia. Animais não rentáveis, por não produzirem as condições especificadas pelas normas dos órgãos da saúde pública, são jogados na lata de lixo. Não produzem valor por serem anomalias...anomalias determinadas/criadas por esse próprio modo de produção de exploração que eleva ao máximo a reprodução e ao mínimo o tempo de vida, o resultado não poderia ser diferente.

Esse é o processo humano, civilizador de nossa sociedade...jogar na lata de lixo, cortar cabeças de animais vivos e derramar sangue. E a transparência(tornar de conhecimento público) de todo esse processo, de toda a tortura animal que ocorre nas granjas, nos pastos e nos abatedouros? As empresas temem isso, preferem ocultar do que revelar as facetas daquilo que a sustenta("o mercado pode reagir mal"), pois sabem o quão perverso e cruel é esse processo todo.

Uma alimentação baseada no sofrimento só pode ser o hábito de uma civilização baseada e sustentada nele.
De Cristo à esses frangos, o sofrimento está em todas as esferas do cotidiano: da opressão das mulheres(seja em casa ou no local de trabalho), das atordoantes e humilhantes "pegadinhas" do joão kléber e dos programas televisivos, a brutal determinação do trabalho nos trabalhadores ou por uma vida mediada por relações mercantis.
A revolução social/do cotidiano precisa e só será uma revolução se eliminar todas as facetas, toda a rede capilar de hábitos e (re)produções do capitalismo atual na esfera do cotidiano.

Há também uma crítica ao modo de produção das plantações em larga escala em máxima quantidade em menor período de tempo, a tal chamada revolução verde. mas essa fica para outra...
por z.

Da linha de produção

Basicamente o processo ocorre da seguinte maneira: os animais são transportados em caixas plásticas nas quais contém de 8 a 10 frangos: para não haver problemas como super lotação(= asfixia) e de poucos frangos, pois eles poderiam se debater e com isso se machucariam.
Chegando no abatedouro eles são pendurados pelas patas(vivos), onde passam primeiramente por um local chamado "câmara de atordoamento", onde água com corrente elétrica dá um choque nos animais, no intuito de "anestesiar". É interessante ressaltar que os frangos não pareciam estar completamente anestesiados para a morte e muito menos esbojavam aquele sorriso do "frango Sadia".
Após isso eles, mortos, passavam em uma água quente (60ºC) para poder ser depenados. Depois disso a cabeça e as patas são retiradas do corpo e uma broca fura a traseira deles para retirar suas vísceras. O corpo passa por processos de embalagem inteiro ou em pedaços...