![]() | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| | MANIFESTO MASCULINISTA
"... como ficamos nós, que não somos mulheres, nem homosexuais, nem bi, e rejeitamos o modelo machista que nos é imposto desde criancinhas como a marca da masculinidade? A resposta está no masculinismo – uma movimentação crítico-autocrítica, reivindicativa, desfrutativa, solidarista e convivencial."
Nas questões ligadas à discriminação e aos papéis sexuais, as mulheres já estão na sua, os homosexuais idem, os bi também, e até os machões se organizam e se solidarizam, como se viu no caso daquele cara que ferrou a mulher no rosto e teve apoio da Associação dos Maridos Traídos, fundada no Ceará. Todos os setores se mobilizam. E como ficamos nós, que não somos mulheres, nem homosexuais, nem bi, e rejeitamos o modelo machista que nos é imposto desde criancinhas como a marca da masculinidade? A resposta está no masculinismo – uma movimentação crítico-autocrítica, reivindicativa, desfrutativa, solidarista e convivencial. Sabendo que de carta de princípio e discursos generosos a humanidade já está de sacos e ovários repletíssimos, colocamos os dedos nas feridas através de um manifesto e proclamamos, indicativamente, o que rejeitamos e pretendemos transformar para viver melhor. 2. COMEÇO DE PENETRAÇÃO MMN - Movimentação Masculina Nordestina. Símbolo: um cacto ereto ou em repouso. Observação: um cacto sem espinhos. - contra o terror machista. – contra a ditadura clitoriana. – contra o homossexualismo autoritário. – pela reconciliação do espermatozóide com o óvulo. Renunciamos a todas as prerrogativas do poder machista. Que omem seja escrito sem "H". Não nos consideramos superiores nem inferiores às mulheres, aos homosexuais e aos bi: somos diferentes e iguais. Rejeitamos todos os modelos pré-fabricados de sexualidade, caretosos ou vanguardeiros, partindo de três princípios: 1) carência não se inventa; 2) receita, somente de bolo; 3) vanguarda também é massa. Somos solidários com qualquer saída (ou entrada) sexual que a humanidade venha a inventar e curtir, desde que não haja imposição e violência. E exigimos que se respeite a nossa opção fundamental: gostamos é de mulher. 3. APROFUNDANDO A ENTRADA – Abaixo o guarda-chuva preto. Não somos urubus. – Abaixo as exigências do paletó e da gravata. – Contra o relógio bolachão. – Pelo direito de mijar sentado. – Pelo respeito ao pudor masculino: mictórios privativos. – Pelo amparo aos pais solteiros e abandonados pelas mulheres amadas desalmadas: creches nos bares. – Queremos pensão por viuvez, auxílio-alimentação e licença-paternidade. – Não amamentamos, mas podemos trocar fraldinha. – Pela liberação da lágrima masculina – Contra o fechamento do mercado de trabalho aos homens: queremos ser secretários, telefonistas, babás, etc. – Não queremos ser "chefes" de família nem regentes sexuais. Igualdade fora e em cima da cama. – Queremos trepar mais por baixo. – Queremos ser tirados pra dançar. – Queremos ser cantados e comidos. – Pelo nosso direito de dizer não sem grilos nem questionamentos da nossa masculinidade. – Pelo direito de brochar sem explicação. Mulher também brocha. Aquele ou aquela que nunca brochou que atire a primeira pedra. – Abaixo a máscara da fortaleza masculina. Queremos ter o direito de assumir nossas fragilidades. – Abaixo o complexo de corno. Por que mulher não é corna? Fidelidade ou infidelidade recíproca. – Cavalheirismo é cansativo e custoso. Delicadeza é unissex. Que seja extinto o cavalheirismo ou se instaure, também, o damismo. – Queremos receber flores. – Exigimos a modificação do Pai Nosso: a) Pai e Mãe nossos que estais no céu...; b) bendito seja o fruto do vosso ventre, do nosso sêmen. – Pela capacitação dos homens, desde a infância, para as tarefas tidas como "essencialmente feministas". Reciclagem geral. Queremos aprender corte e costura, culinária, cuidado de crianças, etc. Em contrapartida, ensinaremos às mulheres: trocar pneu de carro, bujão e fusível; dar porrada, atirar e espantar ladrão; matar barata e rato. – Pela paternidade responsável e contra a gravidez e os filhos serem utilizados como elementos de chantagem sentimental sobre nós. – Pelo respeito à intuição masculina. – Denunciamos a utilização depreciativa das expressões "cacete", "caralho", "pra cacete", "pra caralho". Exigimos que cada um ou cada uma se posicione: cacete/caralho é bom ou não é? Se é bom, respeitem como ao seu pai ou a sua mãe. – Protestamos contra o fato do nosso órgão do amor ser representado, simbolicamente, por espadas, canhões, porretes, e outros instrumentos de agressão e guerra. Só aceitamos a simbolização a partir de coisas gostosas e sadias: chocolates, biscoitos, bananas, batons, picolés, pirulitos, etc. – Denunciamos como principais vias condutoras do machismo: as vovozinhas cândidas, as mulherezinhas dondocas, as mãezinhas possessivas e as professoronas assexuadas. 4. EMPURRADINHA FINAL Considerando que muitos masculinistas trabalham dois expedientes, estudam e frequentam um milhão de reuniões e eventos, sem falar das poligamias possíveis, não iríamos incorrer na atitude fascista de inventar mais uma reunião para a comunidade masculinista. Portanto, o nosso princípio de organização é o seguinte: grupos de um, cada grupo obedece a seu chefe. Assembléias gerais com ego, id e superego. Voto de minerva para ego. Convencidos de que a perfeição não é uma meta e é um mito, procuramos fazer um esforço no sentido de romper com 70% do nosso machismo atual e acrescentar sempre novos itens neste manifesto, aceitando a contribuição crítica e propositiva de todos os masculinistas e outros segmentos sexuais, preservada a nossa opção fundamental pelas mulheres. Denunciamos os machões enrustidos, que utilizando o discurso masculinista, pretendem apenas dar os anéis para não perder os dedos: recuam em 30% de machismo para manter os 70%. É a Nova República do machismo. Somos todos oprimidos. E sendo os homens, estatisticamente, minoritários diante das mulheres, isto já nos caracteriza como minoria oprimida. Nós, homens masculinistas, sofremos a pressão dos machões, das feministas sectárias e dos homossexuais autoritários – o que nos caracteriza como a menor minoria oprimida. Requeremos, portanto, o apoio extremo e a solidariedade máxima por parte da sociedade inservil.
É isso aí hehehe Irreverência na luta. Abaixo o sisudismo burro e estéril!!! Pela emancipação do amor para um mundo realmente livre. Após nossa assembléia decidimos Nossa assembléia, constante do meu ego, Id, superego, ego alternativo, Id alternativo e superego alternativo (considerando q tenho dupla personalidade) aprovamos com aplausos o documento supra escrito. E criamos a filial gaucha, com a bomba (do chimarrão) ereta ou em repouso. Também queremos fazer colocar claro que o ideal de gaúcho machão é um falso esteriotipo que traz conjuntamente a generelização equivocada ao povo de pelotas. Fazemos comunicar isso em publico. Grato pela atenção. Valdomiro Freitas, vulgo Valdão Genial Um dos meus prazeres mais sórdidos é mandar comentários irônicos contra as asneiras que vejo publicadas na internet. Mas dessa vez, tiro o chapéu. Ótimo texto...engraçado, inteligente, oportuno. Parabéns!!! À luta, companheiros!!! Finalmente, consigo encontrar uma luz no final do túnel e percebo que não sou o único! Esse manifesto resolve muitos de meus traumas! Avante, irmãos masculinistas! Vamos dominar o mundo! Adorei.... Adorei!!!!!!! Simplesmente o maximo o manifesto masculinista... Para o alto e avante gatinhos, é isso aí, pelo amor livre e fim da repressão machista! Um grande beijo para os gênios que o escreveram...
|