| CAPITALISMO E RACISMO Por CELIP 15/01/2002 às 00:19 Num país como o Brasil, composto por uma grande maioria de afro-descendentes, e onde o próprio país (entendido enquanto totalidade sócio-cultural)está fundado sobre bases africanas, não dá para nós anarquistas nos furtarmos a pensar o aspecto central da negritude no processo de libertação popular. O neoliberalismo cumpre hoje a mesma função ideológica que as teorias racistas, durante a transição do século XIX para o século XX: serve para justificar a exclusão de grande parte da mão-de-obra. No caso das teorias racistas, que também se apresentaram como verdade absoluta, quando se questionou (antes mesmo da abolição) o destino da escravidão do negro no Brasil, os "intelectuais" apelavam para o darwinismo social e sustentavam que o papel da raça negra já havia sido cumprido, sendo assim necessária a importação de mão-de-obra branca, que, com o tempo, iria " limpar racialmente" o Brasil. Através do embranquecimento, segundo o historiador Sílvio Romero, "o tipo branco irá tomando a preponderância, até mostrar-se puro e belo, como no Velho Mundo". E essa mentalidade não teve repercussão apenas no Brasil. Após visita ao Brasil no início do século, Theodore Roosevelt escreve: "o ideal principal é o desaparecimento da questão negra pelo desaparecimento do próprio negro, gradualmente absorvido pelos brancos." Havia, também, o pavor de uma insurreição generalizada dos escravos. Padre Antônio Vieira, no século XVII, já alertava que a história do Quilombo dos Palmares seria o estímulo para o surgimento de outros, transformando a Brasil "num mundo quilombo". Duque de Caxias, em carta a Dom Pedro II, mostrava a sua preocupação com os negros retornados da guerra do Paraguai. A insatisfação desses negros poderia muita bem iniciar uma revolta "como a do Haiti", onde a massa enfurecida eliminou a minoria branca. A não-incorporação da imensa massa negra (que, antes mesmo da abolição, já havia conseguido a própria liberdade - a lei Áurea libertou apenas 5% dos negros do Brasil; os demais, de uma forma ou de outra, já estavam em "liberdade") gerou problemas que até hoje não têm solução. O processo de imigração retirou o negro do mercado de trabalho. Na época, já existia o que poderíamos chamar de protocampesinato, formado por quilombos). Além disso, havia negros em número reduzido na indústria, e até mesmo micro-empresários negros. O capitalismo lançou na "informalidade" a maioria da população negra. Tudo em nome de uma "nova ordem mundial", da entrada do Brasil no 1º mundo. Mas o povo do Brasil só encontra a miséria sempre que a elite procura a modernidade.
URL:: http://www.celip.cjb.net >>Adicione um comentário Muito bem lembrado. A questão do negro na história do Brasil deve ser melhor discutida não apenas pelos anarquistas, mas por todo o conjunto da sociedade, desde acadêmicos, até os operários e pequenos agricultores. portugueses e espanhois, sao descendentes de barbaros visigodos que ate serem dominados pelos muculmanos, proclamavam a superioridade da raca ariana e perseguiam judeus. os arias invadiram o norte da india a 5000 anos atras e fundaram o sistema de castas, onde a cor negra e a cor das castas inferiores, as cores intermediarias a das seguintes ate culminar na cor branca das castas superiores. estes povos tambem foram a persia e europa, dai o termo indo-europeu. fonte: enciclopedia delta larousse(cf:arias, mouros.) movimento da consciencia de krishna (movimento hare krishna), do livro srimad bhagavatam, canto 4.  | el racismo definitivamente es estupido, desde el momento en que es enarbolado por gente seca, muerta, insensible, superficial por sobre todas las cosas... esa gente es la gente de casta baja. la gente de baja casta es materialista, egoista, tirana.. en definitiva gente de casta baja son los padres (por ejemplo), esos que lo unico que desean es vender a sus hijos al mismo materialismo que a ellos los mato, que mato su pureza de niño, tan solo para hacerlos extension suya y proteccion de su orgullo (el cual no pueden lograr de otra manera que en la opinion de los demas). la sociedad basada en los vedas como la hindu y la aria (la cual los nazis mal interpretaron completamente) declaraba casta alta a los valores totalmente opuestos a esos, a la niñez, a la pureza, a la bondad. todos sus dioses, y sus ideales son en general niños (krishna, siva, kalimaa, prahlada maharaj, etc), personas tan no-materialistas y de casta tan elevada que por el estado elevado de la vida (libertad, amor, extasis, trances de conocimiento, etc) dejaban la comida, la sociedad, incluso su propio cuerpo./por favor no confundan los verdaderos valores que son la unica esperanza de las personas con el bajo racismo rencoroso
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