A sobrevivência da aldeia guarani Rio Branco, localizada em Itanhaém, SP, está ameaçada por uma jazida de cascalho recém-implantada no rio que corta a região. Os efeitos da exploração realizada pela Companhia Mineradora Rio Branco já começam a afetar o ecossistema local.
O Rio Branco é a única fonte de pesca e água potável da aldeia. Com a devastação das margens causada pela retirada de areia e cascalho, a subsistência dos guaranis tornou-se ainda mais frágil: a pesca está cada vez mais escassa e o leito do rio diminuiu em alguns pontos. Uma criança da aldeia morreu devido a um deslizamento numa das margens, causado pela erosão.
A exploração foi autorizada pelo próprio Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), junto com o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) e a Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb), por um período de 10 anos. Tal autorização ignora o parecer técnico do Centro de Tecnologia Hidráulica da Universidade de São Paulo (CTH - USP). De acordo com o CTH, a validade para esse tipo de extração mineral deve ter no máximo o prazo de um ano.
Os indígenas, junto com grupos ambientalistas como o CAVE (Coletivo Alternativa Verde), começam a se mobilizar para pressionar a Cetesb, o DAEE, o DNPM e outros órgãos contra a extração de cascalho da área.
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