O território Guarani compreende partes da região de Misisones na Argentina, do leste do Paraguai, norte do Uruguai, das regiões sudeste, sul e centro-oeste do Brasil. A rede de parentesco e as relações de reciprocidade entre as várias comunidades Guarani é responsável pela comunicação e pelos intercâmbios econômicos.

O controle desse amplo território Guarani, fragmentado em razão da ocupação e do modelo de desenvolvimento das diferentes sociedades nacionais incidentes, acontece através das dinâmicas sociais e políticas e dos movimentos migratórios realizados ainda hoje por famílias do subgrupo Mbya.

Por constituírem uma população diferenciada etnicamente, e minoritária nos diversos contextos regionais, as pressões e as tentativas de controle de suas dinâmicas sociais e territoriais são uma constante.

Os Guaranis entendem o litoral, com suas serras, a mata Atlântica e o mar, como parte de seu território "original" conforme mencionam relatos míticos da criação do Mundo. As espécies vegetais, a fauna, a hidrografia, o relevo que compõem a Mata Atlântica fazem parte do universo cultural Guarani. Ainda que a literatura histórica considere a costa Atlântica como território ocupado pelos Guarani antes da Conquista, via de regra, a presença Guarani no litoral é considerada "recente" pelo fato da região receber famílias Guarani procedentes de outras regiões.

Atualmente são os Guarani-Mbya que constituem a maioria da população indígena do litoral sul e sudeste do país, vivendo em cerca de ciqüenta aldeias situadas junto a Mata Atlântica, entre os estados do RS e ES. Em toda a extenção geográfica, somente 6 áreas estão homologadas somando um total de apenas 19 mil hectares de área.

Veja fotos dos guaranis

 http://www.trabalhoindigenista.org.br/galeria/guarani/fotos.asp?f=3