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| | Redução temporária não desmobiliza movimento
Desde segunda-feira, 28 de junho, um grande movimento popular surgiu em Florianópolis contra o aumento da tarifa de ônibus autorizado pelo Conselho Municipal de Transportes na terça-feira, 22 de julho - que passou a valer no domingo, dia 27, e tornou a passagem da cidade a mais cara do Brasil. Os atos estão sendo organizados por associações de moradores, organizações estudantis e independentes. Do dia 28 de junho até 2 de julho, os terminais de Canasvieiras, Santo Antônio de Lisboa, Trindade, Rio Tavares e do Centro foram fechados por aproximadamente 5 mil pessoas. A manifestação ainda parou as pontes Colombo Salles e Pedro Ivo Campos e ocupou a Câmara dos Vereadores, para exigir uma CPI dos transportes. No dia 30 de junho a Polícia Militar, com ajuda da Tropa de Choque, dispersou violentamente manifestação de 3 mil pessoas com gás de pimenta e bombas de gás lacrimogêneo. Há vários relatos de infiltração policial nas manifestações e nas listas de e-mails criadas pelos manifestantes, e também estudantes sendo ameaçados de morte para que saiam do movimento. Após duas reuniões entre os manifestantes e a Prefeitura mediadas pela Ordem dos Advogados do Brasil de Santa Catarina, o juiz federal Jurandi Borges Pinheiro deferiu liminar contra a prefeitura de Florianópolis, Cotisa e empresas de ônibus, revogando o aumento de 15,6% nas passagens. Mas o Movimento Pela Redução das Passagens continua as manifestações até a redução permanente das tarifas. Dia 8 de julho, quinta-feira, todas as entidades que formam o Movimento Contra o Aumento da Passagem estarão presentes num enorme ato, no Largo da Alfândega. O governo do Estado já declarou ponto facultativo nesta data, e há inclusive uma manifestação simultânea para acontecer em Fortaleza contra a portaria 13-C (passe estudantil). 28 e 29 de julho | Quinta-feira, 01 de julho | Sexta-feira, 02 de julho Comentários técnicos sobre as tarifas de transporte em Florianópolis | Reflexões sobre a revolta em Florianópolis | NOTA DE ESCLARECIMENTO PÚBLICO - Sintraturb | Floripa NO STRESSE | Floripa: uma cidade em ebulição | Queremos um transporte eficiente e acessível CMI na Rua: Editoriais anteriores:
</b>Tem mais é que ir a luta mesmo! É isso aí! Apesas da repressão e das ameaçadas sofridas tanto por parte dos políticos quanto por parte dos truculentos policiais, a única maneira de se conseguir algo nesse país pseudodemocrático, é indo pra porta das prefeituras, fazendo as pessoas pararem para ver o que realmente está acontecendo na sociedade! Ação Direta! Ação permanente! Ação sempre! www.photoblog.be/passelivre VAMOS RESISTIR ATÉ O FIM! ATENÇAO PESSOAL DA LUTA DO PASSE LIVRE Ae pessoal, tava pensando e tive uma ideia, precisamos fechar as tres garagens dos onibus , transol, canasvieiras e insular, fechando as garagens de manha ebm cedo e resistindo a presao a cidade para, ai sim vamos poder chamar a atensao, sem onibus a cidade para pensem nisso, é melhor que fechar terminal de onibus, tem que fechar s tres garagems...se liag ai e a luta continua até o fim Reação justa Sou mãe de dois estudantes que durante toda a semana participaram das manifestações contra o aumento abusivo das passagens do transporte coletivo de Flp. Eles me contam exatamente o que acontece, a violência policial, as provocações, jogam bombas de gás pimenta sobre o corpo dos manifestantes, soltaram os cachorros rotwailer, bateram muito. E tudo isso para proteger a decisão do município de aumentar a passagem dessa forma - a mais alta do Brasil - em São Paulo a mais alta é R$ 1,70. Enquanto isso eu assisto na televisão jornalistas falando barbaridades acerca da manifestação, tentando, claramente, colocar a população contra os manifestantes, ignorando o abuso de se ter de pagar R$ 6,00 por dia para percorrer os 30 km que separam Canasvieira do Centro e voltar. Eu estou concluindo que há algo errado com as faculdades de comunicação pois estão formando pelegos, robôs que são capazes de dizer qualquer bobagem em troca de um emprego na televisão. Nâo é desse tipo de profissional que o país precisa para ter acesso à informação, pois desse jeito teremos sempre, somente, a opinião dos empresários e dos governos. Um observador de Salvador Gente, sendo de Salvador e tendo participado da Revolta do Buzu, é óbvio que meus parabéns ficam subentendidos, não precisava nem dizer. O que eu queria mesmo era estar aí participando das paralisações. Mas, da distância que nos separa, tenho algumas sugestões e observações ao movimento, baseado no que ocorreu aqui em Salvador em agosto e setembro do ano passado. Coisas para se discutir, ou serem abandonadas caso não se apliquem ao caso de vocês. Lá vão: 1 - É importante perceber que o movimento pelo passe livre não parou de crescer desde setembro do ano passado e se espalhou pelo Brasil inteiro. Basta fazer uma pesquisa na base de dados do CMI para ter uma idéia do fio de continuidade entre as manifestações que se intensificaram desde a Revolta do Buzu: Belém (PA), João Pessoa (PB), Rio de Janeiro (SP), São Paulo (SP)... É importante ressaltar esse "fio da meada" e mostrar a todas as pessoas que o problema não é só de Floripa, mas se trata de uma crise que atinge todo o Brasil: as pessoas estão tão empobrecidas que não têm dinheiro nem sequer para andar de ônibus. 2 - É importante preparar algum material de divulgação que tenha telefones de organizações de direitos humanos aí de Floripa. Se houverem estas entidades por aí, seguem algumas sugestões: Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa e da Ordem dos Advogados, grupo Tortura Nunca Mais, Corregedoria da Polícia Militar, grupos de defesa dos direitos da criança e do adolescente. Todos estes com nome e telefone. 3 - Da mesma forma, é importante preparar panfletos que dêem algumas orientações básicas para o caso de repressão policial. Como agir, para onde correr, como reagrupar, o que realmente temer da polícia, o que fazer em caso de agressão, como fazer um exame de corpo de delito, a quem dirigir a queixa etc. De preferência vejam isso com um ou vários advogados "simpatizantes", e coloquem-nos de plantão para cuidar de qualquer coisa que aconteça. 4 - Nunca confiem na mídia corporativa. Aqui em Salvador tivemos a duvidosa "sorte" de contar com um jornal de grande circulação (A Tarde) que faz oposição ao grupo de Antonio Carlos Magalhães, que ainda domina a Bahia. O jornal apoiou o movimento no começo, mas depois de um tempo passou a queimar nosso filme, dizendo que os estudantes "não tinham liderança"; que os estudantes "deixaram o prefeito esperando" quando estávamos elegendo nossos representantes em assembléia e ele se aproveitou disso para sair pelos fundos da prefeitura, em 10 de setembro; que "os estudantes quase nunca chegam a um consenso" quando nosso consenso óbvio era baixar a passagem ou parar tudo; dentre outras coisas. Produzam sua própria informação, criem algum tipo de boletim informativo xerocado do movimento, usem e abusem do CMI, criem canais de chat (aqui houve um na rede BrasNET chamado #contratarifa), e de preferência expulsem dos locais de manifestação as reportagens da rede de comunicação politicamente ligada ao grupo político dominante. Dá para contar com as cotas de xerox dos grêmios, CAs e DAs para isso, mas é preciso ser muito rápidos com a informação. Gravadores tipo walkman também servem, câmeras VHS, tudo que possa registrar sons e imagens. O importante é não deixar que a versão da mídia corporativa seja a versão oficial a ser encontrada por historiadores daqui a cinco, dez anos. 5 - Prossigam com a liberação das portas para todo mundo, os rodoviários só reclamam se alguma passagem for registrada e não for paga. Aqui em Salvador eles estavam ansiosos para que a paralisação durasse mais para poderem rediscutir questões salariais - era como se nós estivéssemos fazendo a paralisação para eles. Chamem-nos para a discussão das tarifas, do rodoviário encostado na porta do ônibus parado à direção do sindicato, eles podem ter informações muito interessantes e com certeza têm interesse nisso tudo, porque qualquer alteração nas tarifas pode mexer no bolso deles mais adiante. Era mais ou menos o que eu tinha a dizer, daqui do alto do meu entusiasmo. Ver manifestações como essa me fazem sentir que ninguém daqui de Salvador apanhou à toa. Força sempre!! Manoel 2 de julho o mais legal desta manifestaçao foi ver como o movimento foi aumentando, o que antes soh contava com meia duzia de gatos pingados hoje conta com milhares de estudantes florianópolitanos, e cada vez mais e mais pessoas se aderem a nós. o ruim eh que uma grande parte da populaçao ainda nao se conscientizou do quão importante ela eh e fica chamando a gente de vagabundo sem saber que nao lutamos soh por nos mesmos mas tbm por eles. ontem estive presente no protesto das 11:30 da manha ateh as 22 e pouco, o movimento foi quase totalmente pacífico tirando o finalzinho quando teve treta com a policia, chegamos a presenciar uma cena odiosa onde uns 5 policiais espancavam com cessetetes um unico rapaz indefeso!!eh de dar nojo tanta covardia!!! "polícia eh pra ladrão, pra estudante nao!!!" e vou acabando por aki com uma ultima convocação: "quem nao vem, quem nao vem,quem nao vem nao vem por que?vou lutar ate morrer, vou invadir o terminal, vou quebrar muito busão, segurança da cotisa sai do lado do patrao!!!" Não pague pela crise!!! é isso aí camaradas! É com muito ânimo que recebemos estas notícias aqui em fortaleza! Fico realmente feliz em saber que manifestações ocorreram em floripa, principalmente sabendo a forma como ocorreram. Isto prova que a crise do capitalismo afeta a tudo e todos. O imperialismo, seja na forma de Bush seja na forma de prefeituras corruptas, apelam pra repressão violenta aos movimentos populares! A Prefeitura DE Fortaleza publicou uma nota de repúdio chamando-nos de marginais e vandalos, mas marginal e vagabundo é quem rouba a merenda escolar das crianças(Prefeito Juracy Magalhães) ABAIXO A PORTARIA 13-C!!! ABAIXO A REPRESSÃO!!! FORA JÁ, FORA JÁ DAQUI, FORA SINDIÔNIBUS, ETTUSA E JURACY!!! ESTUDANTE, ESTUDANTE, NÃO PAGUE PELA CRISE, A MEIA JÁ NÃO BASTA NÓS QUEREMOS PASSE-LIVRE!!! e-amil de um amigo de floripa Oi Rafa. como líder do movimento, tenho acompanhado os fatos pela mídia. entre um gole de johnnie walker e outro, movo o joystick de minhas câmeras espalhadas pela praça xv, mercado público e cabeceira das pontes. posiciono meus soldadinhos de carne, suas almas, sorrisos e cartazes contra os soldadinhos de democracia do governo palavras de ordem viajam 15,6% mais rápido no ar. mas esbarram em escudos e cacetetes. caninos de rottweilers despedaçam pernas. braços amordaçam bocas. pedras estilhaçam janelas e uma mulher ofereceu flores para um guarda. ---------------------------- eu ando pouco, seja a pé, de carro ou de ônibus :-) em sp mesmo eu e o ander fizemos uns 3km pela av. santo amaro e eu fiquei "todo assado" ehehehe mas qto a mané_revolution é o seguinte: a garotada (que a polícia diz ser 3000) mas parece ser bem mais parece estar chateada com o friozinho, as praias desertas e o mar muito mexido. a prefeita finaliza seu segundo mandato fiel ao monopólio dos ônibus --- em floripa o cara duro anda de ônibus ou não anda (nao tem trem, nem metrô e nem BARCAS) e tudo é muito longe de tudo --- houve um aumento de 15,6% no preço das passagens. é um aumento maior do a inflação e maior do que o aumento dos salários. e é a passagem mais cara deste país caro. nos primeiros 4 dias a prefeita se negou a receber os manifestantes. sexta-feira a noite monopolizou dois intervalos comerciais inteiros na globo. o engraçado foi ver um jornalista mané engravatado do sbt dizer que os estudantes não tinham o "biotipo" do catarinense, não tinham o "tipo físico" e a "conduta" do manezinho. que eram com certeza estudantes de são paulo e de porto alegre inflitrados nas manifestações. o mais curioso é que o argumento de que os manifestantes eram de outros estados foi repetido pela prefeita 3 horas após eu ter visto o telejornal do sbt. foi como se ela tivesse dizendo: "os meus bois, as minhas vacas, o meu curral eleitoral NAO pode se rebelar. isso só pode ser coisa das ovelhas negras paulistas e do gado aftoso gaúcho!" hoje e amanhã os protestos estão suspensos, afinal tem CAFE CANCUN, azaração na Lagoa e - se abrir um sol - a rapeize vai dar um rolê na mole. segunda-feira a luta continua, companheiro. abraços Rôcki rodrigoec@brturbo.com Trabalho Porque nao vao trabalhar em vez de encher o saco dos outros. Quem paga a p... do passe é papai e mamae. O Povo cansou de ser roubado! Mais uma vez vemos a populaçao ficar à mercê dos governantes e empresários que tem todas as facilidades asseguradas pelos que outrora pleitearam pelo voto popular. Cansados de tanta exploraçao, os cidadaos decidem fazer o que nao ocorria na "Ilha da Magia" desde a Novembrada: Manifestar-se, mesmo com o boicote da prefeita Angela Amim (que nao anda de ônibus), que alega que sao apenas meia dúzia de estudantes que estao à procura de baderna e que logo o movimento de dissobilizará. É o que vamos ver! Por fim, os jornalecos e as emissoras de baixaria terao de admitir que esta luta foi vencida pelo povo da Ilha de Santa Catarina, nao por estudantes politiqueiros que visam utilizar-se da indignaçao da populacao para dar ênfase ao projeto que já está na Câmara: o passe livre estudantil, mas que no momento foi deixado de lado por aqueles que somente nao querem pagar um absurdo em passagens de ônibus. Estudantes estão virando arruaceiros!!! SOU ESTUDANTE DA REDE PÚBLICA, E SOU A FAVOR DAS MANIFESTAÇÕES CONTRA O AUMENTO DAS TARIFAS DE ÔNIBUS. MAS RECENTEMENTE OS ESTUDANTES, OU PESSOAS INFILTRADAS SE PASSANDO POR, ESTÃO DESTRUINDO A NOSSA MORAL. ESTÃO PIXANDO MUROS, DESTRUINDO OS PONTOS E QUEIMANDOS OS ÔNIBUS. O CASO MAIS RECENTE FOI O COQUETEL MOLOTOV JOGADO CONTRA UM ONIBUS, FERINDO OS PASSAGEIROS QUE NEM SEQUER ESTÃO CONTRA A GREVE, OU ATÉ MESMO A FAVOR. ESSAS PESSOAS QUE FIZERAM ISSO DEVERIAM PENSAR QUE SE FOSSEM OS PAIS OU PARENTES DELES, COMO ELES REAGIRIAM? TENHO CERTEZA QUE FICARIAM FURIOSOS, E COM ISSO SE VOLTASSEM CONTRA A MANIFESTAÇÕES. DEIXO ESSA MENSAGEM COM A ESPERANÇA DE QUE A NOSSA PREFEITA ARRUME ESSA BAGUNÇA, ABAIXANDO OS PREÇOS DOS ÔNIBUS. E QUE ESSA "GUERRA" NA RUA ACABE. AMANHA, 8 de JULHO TEM MAIS!! querem trancar a ilha!! É pessoal, o clima la no centro ta sinistro,, tem um pessoal acampado na frente do terminal do centro, estáo na boa,,, to sabendo aí que vários movimentos prestarão solidariedade ao movimento da redução da tarifa,, dizem que vão ter barreiras policiais tentaráo IMPEDIR OS ONIBUS de atravessar a ponte para juntar-se a massa esperada (10mil) A Cotisa, Setuf, e as lojinhas ja estão todas cobertas de compensados para defesa de um possível QUEBRA,, pois AMANHA sai a decisao do governo sobre a tarifa,, no caso de descontentamento o povo deve se rebelar, os militares devem estar se preparando desde já, Venha vc também fazer volume!! Um conselho Só uma recomendação: Porque vcs não queimam "O Capital" numa fogueira. Com isso talvez vocês separem sociologia utópica de administração pública, baderna de disciplina e lutem por uma outra causa melhor , tal como a melhoria do ensino? Não vejo problema algum de protestar por uma causa justa, como é o caso de fato. Porém quando há conotação política envolvendo a dita causa aí a história muda... passa a ser falso moralismo!!! Mas deixe estar... a febre marxista acaba juntamente com a adolescência!!! saudações neo-liberais Quando um não quer, dois não brigam... "Companheiros", "continuemos a luta", "estamos fazendo a história", são expressões muito utilizadas por quem parece sentir saudades da ditadura militar. Como se não bastasse termos vivido tempos tão terríveis, agora surgem movimentos estudantis à frente de reivindicações populares, nos moldes dos que ocorreram no Brasil nos tempos de AI-5. O que muitos se esquecem é que o Brasil é regido por uma Constituição Federal, e Leis que regem o Estado de Direito. Existem maneiras de reclamar seus direitos, sem que isso afete o dos outros. Concordo plenamente que os valores cobrados por serviços de transporte são abusivos. E que eles sempre alimentam caixa de campanha e a corrupção endêmica nas esperas políticas. O Ministério Público tem instrumentos pra auxiliar nas reivindicações e deve ser procurado. Alguém se manifestou à respeito, não. E, importante, quando se reclama da brutalidade policial, lembre-se que não é a polícia quem aumenta a passagem. E a culpa não é, também, dos funcionários das empresas ou das instalações depredadas. O quebra-quebra mostrado pela televisão não é criticado porquê? Arrmessar objetos ou xingar policiais, transeuntes, funcionários das empresas de transportes ajuda em quê, também? O que se viu foi um grupo de desordeiros, que não tinham o que fazer e se infiltraram, esses sim, no manifestação. Garanto que se ninguém provocar, não acontece nada. Aqui em SP fizeram uma manifestação na porta do Palácio do Governo. Em dado momento, jogaram uma caixa de papelão em chamas, sobre os policiais no portão. Em seguida, começaram a forçar a entrada pelos portões, quase o derrubando-o, sendo dispersados por jatos d'água. Lembrem do seguinte, o emprego de várias pessoas pode ser prejudicado por atitudes impensadas. Policiais são pagos para fazerem o que fizeram: impedir que a manifestação perdesse o controle. Enquanto não houve abuso, não houve confronto e isso vocês não podem negar. E quando a situação se complica, todos jogam a culpa na polícia, como se ela sempre começasse a violência. Sou policial e sei que a história não é sempre como vocês contam. Na maioria das vezes em que existe confronto, a culpa é nossa. E essa história de "repressão", "policiais infiltrados" e outras coisas, nada mais são do que uma maneira de aumentar o impacto da situação sobre quem lê. Sempre haverão pessoas infiltradas e sempre haverá a tal "repressão", que, traduzindo, significa patrulhamento ostensivo e preventivo. Repressão é nem deixar falar e sair dando bordoadas, é não permitir nem mesmo o ajuntamento. É colocar escutas e espiões no encalço dos lideres de movimentos populares. Tomar, de forma arbitrária, o controle de jornais, revistas, rádios e emissoras de TV. E quebrar propriedade pública ou privada, atacar pessoas e prejudicar usuários, sem contar o impedimento do direito constitucional de ir e vir de vários contribuintes é, sim, um tipo de repressão. É uma violência. Vocês esquecem que uma violência não anula a outra. Do que adiantou tanta luta pelos direitos individuais, para começarmos a desrespeitá-los? passe livre com redução da tarifa O projeto é muito importante, porém, precisa ser melhor escrito, pois encontra-se com uma argumentação muito ruim e com uma dificuldade de liguagem. O passe livre não só é importante, mas é uma conquista que rumará para o passe livre de toda a sociedade brasileira, ou seja, do direito verdadeiro de ir e vir de todo o cidadão (ã). Luciano Araujo lucianoap@po.com.br Passe-livre, com redução nas tarifas! O primeiro projeto de lei que defendia o passe-livre no transporte coletivo aos estudantes de Florianópolis, apresentado pela campanha à Câmara dos Vereadores em 2001, foi arquivado através de um parecer de inconstitucionalidade aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, presidida à época pelo vereador Gean Marques(PSDB). Desde de então o movimento ocupou-se de um problema técnico que, em princípio, deveria ser resolvido pelos técnicos da Prefeitura e da Câmara, incumbidos da tarefa de responder: de onde sairão os recursos para financiar o passe-livre? Assumindo uma responsabilidade que os jovens do movimento não teriam como responder, pelo fato de que somos, em geral, leigos nesse conhecimento técnico do orçamento, dos recursos e das destinações do município, perdemos algum tempo na procura de uma saída vitoriosa para esse impasse. Eis então que surge, a partir da dedicação do companheiro Névio Carvalho – ex-gerente do Núcleo de Transportes do município na gestão da Frente Popular (1993-96), e que abraçou a campanha –, uma elaboração técnica para o financiamento do passe-livre, capaz de desmontar a argumentação da “bancada do transporte coletivo” na Câmara de Vereadores, que defende a idéia de que a implantação de um benefício como o passe-livre quebraria o “equilíbrio econômico-financeiro” do município, sendo portanto incompatível com a realidade. Aos guardiões do “equilíbrio econômico-financeiro” do município, ou dos donos dele, apresentamos a seguinte resolução: Na forma de Substitutivo Global, descriminamos claramente três fontes de recursos abertas, que se intercalam, para o financiamento da totalidade dos estudantes com freqüência comprovada no trajeto casa-escola-casa. As fontes são o IPVA, as multas de transito e a Zona Azul, com recursos somados na ordem de 30 milhões. Esses recursos são oriundos do transito e devem ser aplicados nele, não sendo específica a forma de utilização. Essa situação, por si só mudaria a atual relação na contabilidade das tarifas do município. Hoje, o benefício de 50% aos estudantes é acrescentado na tarifa do resto da população, sendo, portanto, não a “sociedade” em geral quem paga pelo meio-passe, mas os pais dos estudantes, os trabalhadores que andam de ônibus, etc. O estudante paga 50% e o resto da população que já tem que pegar ônibus, paga a outra metade. Com a Prefeitura assumindo em seu orçamento a responsabilidade de custear o passe-livre, desonera-se do calculo da tarifa o beneficio de 50% aos estudantes, e que é pago pela população que utiliza ônibus. A média na queda dos preços é 10%, que somados aos recursos que vão passar a ficar nas casas de cada família que não tiverem mais que pagar o transporte dos filhos para estudar, passam a gerar um impacto significativo na renda familiar, melhorando minimamente as condições de vida da população mais necessitada, e criando novas possibilidades de formação técnica ou cultural para as classes médias. E para aqueles que pensam que o passe-livre representaria uma monstruosidade no orçamento do município, cabe ressaltar que o impacto político que representaria uma lei de passe-livre aos estudantes parece muito para os apenas 2,8% (cerca de 19 milhões de reais num universo de cerca de 600 milhões) que custariam ao orçamento do município, garantir passe-livre à totalidade dos estudantes no trajeto casa-escola-casa. Cumprimos assim uma etapa importante, eminentemente técnica, para a vitória do passe-livre. Nossa tarefa prática, de mobilização, de construção de comitês nas escolas e nas universidades, de realização de atos públicos, etc, continuamos cumprindo, como no dia (18/07)da inauguração do Terminal de Integração do Centro (TICEN), em que fomos mostrar, junto aos sindicalistas e demais forças do movimento organizado da cidade, nossa disposição em rechaçar qualquer aumento de tarifa, e em reivindicar nosso direito constitucional ao passe-livre. CARTA APOIO AO MOVIMENTO O movimento revolucionario 7 de setembro(M.A.R.7) apoia incontestavelmente o movimento deflacado pelos estudantes de Santa Catarina ,bem como as demais organizacões sociais que estão participando desse ato de cidadania.Nós tamben demostamos a nossa repudia á violencia policial que vaz lembrar á época da ditadura, aqui na Bahia nós sofremos com a ditadura do coronel ACM que manda matar qualquer desafeto álem é claro de ludibria a populacão mais carente , por isso que estamos aqui declarando o nosso apoio ao ME e pedindo socorro á situação politica na Bahia!
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