Metalúrgicos querem gerir a Cia. Geral de Fogões

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos

Metalúrgicos acamparam em frente a Cia. Geral de Fogões desde o dia 3 de fevereiro para protestar contra o desemprego, debater alternativas de trabalho e discutir a possibilidade de retomar a produção da Geral através de uma cooperativa. "São mais de 500 trabalhadores da empresa que aguardam há meses uma definição sobre esta proposta que já tem um projeto concluído, já tem a documentação pronta, faltando somente um empréstimo para começar a produzir", informou o presidente da Federação dos Metalúrgicos do RS, Milton Viário.
Do governo federal é aguardado uma alternativa do Banco do Brasil. O governo estadual, através da Sedai, afirmou uma possibilidade positiva. Anunciou que o projeto já foi considerado viável e está sendo avaliado pelo Banrisul. Sérgio Capron, durante a assembléia realizada no dia 4, sugeriu que a Prefeitura de Guaíba colocasse como garantia para o Banrisul efetivar o financiamento ao projeto um terreno ou um outro imóvel público no valor de R$50 mil. Uma outra sugestão de Caprion é de que, via Banrisul, a prefeitura crie um Fundo Municipal, que possa viabilizar este e outros projetos de geração de renda na cidade. O prefeito Stringhini se comprometeu em apoiar totalmente o projeto, e imediatamente colocar os R$50 mil à disposição do projeto.

Durante o acampamento, passaram pelo local, apoiando o manifesto, o francês José Bovè, a presidente das Mães da Praça de Maio, Hebe Bonafine, o secretários Estadual da Administração, Marco Maia, entre outras autoridades e delegações internacionais que estava participando do Fórum Social Mundial. O protesto dos metalúrgicos também contou com a participação de representantes de movimentos sociais e de outras categorias.

Assembléia dos metalúrgicos

Na assembléia realizada no dia 5/02, os metalúrgicos de todo o Estado aprovaram três importantes resoluções: manter o total apoio a luta dos trabalhadores da ex Cia. Geral até a vitória final; lançar um manifesto pelo emprego, trabalho e renda dirigido aos governos federal, estadual e municipal; e manter a união dos metalúrgicos para enfrentar no mês de março tanto a luta pela não modificação do projeto 618 no Senado, preparando desde agora a greve geral proposta para o dia 21 de março como atuar unificadamente nas campanhas salariais que iniciam no mesmo mês.