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| | Lavagna assume e as manifestações continuam
30.04.2002 - Os aborígenes das províncias de San Martin e Rivadavia, depois de bloquear as estradas por duas semanas, sendo completamente ignorados pelas autoridades, decidiram em assembléia, levantar o bloqueio e marchar a pé até a cidade de Salta com o objetivo de fazer ouvir as suas reclamações e exigências sistematicamente silenciadas pelas autoridades municipais, provinciais e nacionais. A marcha começou hoje pela manhã e cobre uma área de 360 Km. As Comunidades Aborígenes que estão localizadas ao lado da estrada 34 irão aderir à marcha. Os manifestantes se instalarão em alguma dependência governamental. 29.04.2002 - Os operários da fábrica Panificación Cinco decidiram que irão adotar a forma legal de cooperativa. Leia aqui seu comunicado. 27.04.2002 - O novo Ministro de Economia, Roberto Lavagna, tem como missão aplicar os 14 Pontos, manter o "corralito", estabilizar o câmbio do dólar e assinar os acordos fiscais com as já castigadas províncias argentinas sem causar uma explosão social. Lavagna, fundador da Ecolatina, já tem até um substituto caso fracasse: Guillermo Calvo, também indicado pelo FMI. 26.04.2002 - Uma manifestação de estudantes marchou até a Plaza de Mayo, os números indicam 5 mil pessoas na mobilização. Ver fotos aqui. 15:26 - Duhalde nomeia o novo Ministro de Economia, Roberto Lavagna, que estará voando de Bruxelas para Buenos Aires para cumprir as funções do seu novo cargo. Lavagna foi embaixador da Argentina na União Européia (UE) e na Organização Mundial do Comércio (OMC), sendo atualmente um dos economistas mais respeitados da Argentina no exterior. Mesmo assim, Lavagna é acusado de cobrar uma aposentadoria de privilégio por 15 anos (1985-2000), recebendo a soma total de 600 mil dólares.
25.04.2002 - 22:15 - Alguns assembleístas e "poupancistas" ainda estão concentrados na frente do Congresso, apesar do grosso da manifestação já ter dado a mobilização por terminada. 21:31 - Colunas nutridas de piqueteiros encontram-se neste exato momento na Plaza de Mayo. O dispositivo policial presente no local e nas áreas vizinhas, pronto para reprimir, é impressionante. 21:26 - Manifestação auto-convocada pelas Assembléias populares em Rosario continua crescendo.
17:30 - Os trabalhadores têxteis de Brukman saíram da fábrica ocupada junto com assembléias populares e partidos de Esquerda em direção à Plaza de Mayo. 17:20 - A marcha de piqueteiros se aproxima da Plaza de Mayo. Veja fotos. 17:12 - Professores reprimidos em Rio Negro pela polícia especial enquanto marchavam exigindo o pagamento de seus salários atrasados. 15:00 - 3 mil a 4 mil piqueteiros marcham desde a Ponte Pueyrredón até a Capital. A marcha está composta por integrantes do Bloco Piqueteiro (Polo Obrero, MTR e MTL) e a CTD Anibal Verón. Tomaram a Av. 9 de Julio em direção à Av. de Mayo.
A situação nas províncias argentinas fora de Buenos Aires 3:00am - Continua um piquete nas portas do Congresso da República, e vai seguir por toda a madrugada, para esperar as manifestações da manhã.
15:00 - Os manifestantes não dão trégua e continuam a manifestação em frente ao Congresso da República, contra o novo projeto de lei que está sendo discutido pelos legisladores. Um grupo de aposentados somou-se aos manifestantes faz poucos minutos. 500 policiais vigiam e guardam o prédio do Congresso. 00:01 - Alguns pequenos incidentes aconteceram faz meia hora, quando um número muito reduzido de pessoas atacou o cerco policial. A reação da maioria dos manifestantes foi sair primeiro e depois retirá-los da praça. O que parecia ser uma dispersão, acabou por juntar outra vez as assembléias interbarriais nas portas do Congresso da República, entre Callao e Rivadavia. Neste momento, 600 pessoas estão no local. Até agora, 3 já renunciaram: além de Remes Lenicov (ex-Ministro da Economia), José Ignácio de Mendiguren (Ministro da Produção) e Jorge Capitanich (chefe de Gabinete). 23.04.2002 - 19:32 - Os estudantes já somam 2000, marchando agora pela rua Corrientes. A gasolina aumentou 1 peso em alguns lugares. Não estão aceitando cartões de crédito nas estações de serviço, começa o desabastecimento e os trens noturnos em direção a Mar del Plata foram suspensos. 19:30 - Continua chegando gente em pequenos grupos ao Congresso. Pela avenida Córdoba, mobilizam-se mil estudantes das faculdades de Ciências Sociais, Economia e Medicina. Esta última não suspendeu as aulas, mas vários estudantes aderiram à manifestação. 18:00 - Dirigentes da CGT oficial, governadores do Partido Justicialista e da Union Cívica Radical se aproximariam da Quinta de Olivos para reunir-se com Duhalde. Há manifestantes na porta da Quinta Presidencial. Os meios estrangeiros continuam dizendo "Argentina deve fazer um novo ajuste fiscal" (BBC). 17:17 - Apresentaram a renúncia Gabrielli, Mendiguren e Capitanich. Ainda não foram aceitas. Duhalde estava esperando reunir-se com Reuterman na Quinta de Olivos (a casa do presidente), a sós, antes de reunir-se com o resto dos governadores. Nas portas do Congresso, entre as pessoas há o rumor de que por volta das 18:30 haveria uma marcha à Plaza de Mayo. Confirma-se que as aulas de Filosofia e Letras foram suspensas. 17:00 - 300 desempregados ocuparam a Subsecretaria de Promoção Social do governo de Buenos Aires reclamando cestas básicas. Hoje, manifestações semelhantes aconteceram no supermercados de todo o país. Na cidade de Santa Fé, também se realiza um bloqueio de estrada pedindo subsídios sem discriminação. 16:50 - Informes indicam que as aulas nas faculdades de Filosofia e Letras foram suspensas em favor da marcha ao Congresso. Na faculdade de Ciências Sociais, está se discutindo se farão a mesma coisa. 16:30 - Continua chegando gente ao Congresso. A Câmara da cidade de Buenos Aires lá funciona. 16:00 - Logo após a renúncia do ministro e em meio a fortes rumores, continua chegando gente ao Congresso. Há poucos minutos os manifestantes somavam 3 mil pessoas e continuavam a chegar as assembléias interbarriais. Duhalde está na Quinta de Olivos, junto com alguns governadores e senadores. Capitanich ali se encontra. Mais renúncias não foram descartadas. 15:30 - Em meio a uma crise política, com deputados que se negam a votar a lei do plano Bonex, com moblizações de trabalhadores bancários, clientes de bancos e assembleístas em frente ao Congresso, com desempregados exigindo comida em vários supermercados do país, com a repressão aos trabalhadores de San Juan e mobilizações em outros pontos do interior, renunciou o Ministro de Economia Remes Lenicov.
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