Na tarde de 14 de Fevereiro, sexta-feira, no Centro do Rio de Janeiro realizou-se uma manifestação contra a Guerra ao Iraque. Este protesto foi organizado por movimentos sociais e grupos apartidários. A presença de um número razoável de indivíduos autônomos mostrou que é possível organizar um movimento eficiente, coerente e qualitativo dentro de um ponto de vista baseado na não-hierarquização, abrindo espaço para futuras reuniões, intercâmbio de idéias e transformações.

A concentração começou ao meio-dia, Bonecos do Bush e de Saddan eram expostos aos olhares curiosos das pessoas que circulavam pelo incessante calor do verão carioca de 40 graus, ao mesmo tempo que rolava uma panfletagem. Depois, por volta das duas horas da tarde iniciou-se uma caminhada em bloco dos “Karnavalescos Sem Fronteiras” até o consulado dos Estados Unidos.

Ao chegar no consulado, o prédio já estava isolado com cordas pelos seguranças do consulado e por policias militares. Então, os ativistas burlaram a corda colocada pelos seguranças e começaram a cercar o prédio com uma fita isolante ( aquelas mesmas utilizadas pela policia escrita “ Não ultrapassar “ ). Mais reforços da policia militar chegaram ao local do manifesto em micro-ônibus e rapidamente ocuparam a fachada principal do consulado.

Panelaços, batucadas, apitadas, coros e gritos de revolta social contra a política norte-americana embalavam os “Karnavalescos Sem Fronteiras” mediante ao intenso calor de verão. Pouco depois, tanto o Boneco do George Bush como o Boneco de Saddan Hussein foram incendiados representando nossa indignação contra a política belicista desses dois Estados.

Mais tarde foram lidos alguns manifestos anti-guerra pelos ativistas libertários, enquanto isso outros ativistas utilizando seus corpos se deitavam no chão para escrever aquela palavra simples desconhecida por Bush: “ PAZ “. Neste Protesto não ocorreu nenhum incidente grave apesar da truculência de alguns seguranças do consulado para provocar os manifestantes. Lá em cima da janela do quinto andar, uma câmera de vídeo utilizada por agentes de segurança filmava todos os manifestantes.