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| | Milhões contra a guerra em todo o mundo Por GUERRA 15/02/2003 às 06:02 No último dia 15 milhões de pessoas em todo o mundo protestaram contra um possivel ataque estadunidense e britanico ao Iraque. Ocorreram manifestações em mais de 600 cidades ao redor do planeta. É a maior manifestação anti-guerra da história.
Brasil: Brasília: 500 pessoas protestaram contra a guerra mesmo embaixo de chuva. O MST, em outro ato, protestou em frente à embaixada dos Estados Unidos. Florianópolis: o ato contou com bicicletada e maracatu. Fortaleza: cerca de 600 pessoas protestaram, com a presença do diabo, frades e indios tapebas. (Veja mais fotos). Rio de Janeiro: no dia 14 ,grupos apartidários e movimentos sociais promoveram um verdadeiro "Karnaval Anti-Guerra" e interditaram o consulado americano. (Veja fotos I | II | III | IV | V | VI | VII, Mais relatos II | III e o Vídeo). No dia 15 na praia de Copacabana milhares de pessoas protestaram contra a guerra | relato II | Arco-Íris contra a guerra (Fotos I | II | III | IV). No mesmo dia, manifestantes sujaram uma réplica da Estátua da Liberdade, localizada num grande shopping da Barra da Tijuca. (Veja as Fotos e o Vídeo). Salvador: houve queimação do "Judas" Bush e da bandeira estadunidense. São Paulo: cerca de 30 mil pessoas marcham desde a Avenida Paulista até o Parque do Ibirapuera com batuques, banda de frevo e bumba-meu-boi. (Veja mais fotos) Veja também fotos da manifestação em Campinas. Leia o relato de um ativista indignado com o ato. Goiânia: Relato e fotos da marcha de sábado | Outro relato Em Rio Grande/RS leia o relato indignado de um ativista para com o ato na cidade.
No mundo: Em Londres, Inglaterra, cerca de 2 milhões de pessoas ocuparam as ruas, na maior manifestação que já ocorreu na cidade. Leia o relato de um palestino na marcha. (Veja fotos I | II e vídeos) Em Roma, Itália, cerca de 3 milhões de pessoas colorem a cidade com muitas bandeiras numa manifestação histórica.(Veja o vídeo) Atenas teve ato com direito a enfrentamentos com a polícia e gás lacrimogênio. (Veja tambem videos.) Em Melbourne, Austrália, mais de 200 mil pessoas saem às ruas contra a guerra. Na Venezuela, "Palabras y Colores contra la Guerra a Irak" No Uruguai mais de 70 mil pessoas marcham contra a guerra em Montevideo. Na Argentina, mesmo debaixo de chuva, uma multidão foi às ruas de Buenos Aires dizer não à guerra. (Veja mais fotos) Em Lisboa, 80 mil contra a guerra. No Egito, 13 ativistas foram e permanecem presos, submetidos a tortura e repressão por parte da polícia egípcia.
Veja também: O mundo contra a Guerra de Bush, partes I e II; e O mundo contra a Guerra.
>>Adicione um comentário É ISSO AE!! neste exato momento as dez e meia da manhã a nossa galera da ATITUDE está na frente de um ponto bem localizado aqui na nossa cidade, cascavel -pr, mostrando sua força e seu repúdio a esse governo americano ( os verdadeiros terroristas da história) Não to cos cara pq to nos empenhus do trampo.... Mais meu coração e o meu NÃO com certeza estão lá!!! Essa é pros gringos entenderem---- I hate the oil , because i love the peace. dé.. Finalmente o mundo está se voltando contra o imperialismo explorativo dos EUA. Pela primeira vez o império dá sinais de fraqueza. Não posso crer que Bush vá ser tão "míope" agora. Ele ataca, os EUA caem. É fato. Mobilizacao em Nova Iorque Gostaria de fazer reportagem sobre o grande protesto aqui no dia 15. Nova Iorque teve 500 mil pessoas protestando a guerra. Apesar de que a maior parte do governo americano suporta a guerra contra o Iraque. E importante notar que eles nao teem o apoio da comunidade americana. Mais de 150 cidades nos EU tiveram protestos. Em Nova Iorque, eu que sou brasileira e moro aqui, marchei com um grupo de apoio a Palestina, ja que acabo de chegar de la. Para salvarmos vidas temos que tomar uma atitude. A língua dos imperialistas é a língua do capital. Falemos a mesma língua. Não à guerra (massacre). Não ao imperialismno americano. Não a Coca-Cola. Boicote ao produto americano para pressionar contra a Guerra(massacre)  | 20 de março de 2003. Quando a Segunda Guerra Mundial aconteceu, meus pais eram crianças mais novas que meu filho mais velho. Quando acabou, meu pai tinha 10 anos. Naquela época, o mundo viu um líder que, na sua loucura achava que devia conduzir o seu país a uma ditadura universal, iniciar os seus propósitos invadindo um país de cada vez. Na Liga das Nações, que poderia acabar com estas pretensões se agisse no tempo certo, nada se fez. Afinal, a tragédia era da Áustria, da Thecoeslováquia, da Polônia. Hitler não se atreveria a atacar as principais nações da Liga, como França e Inglaterra. Que engano monstruoso. Ao não agir em defesa de países periféricos, a Liga das Nações mostrou que não servia para nada. A tragédia acabou em 40 milhões de mortos, a maioria civil. Hoje os EUA atacaram o Iraque sem aval das Nações Unidas. O Iraque é uma nação periférica, mas dona da segunda maior produção de petróleo do mundo. Na minha cabeça, cada povo tem o governo que merece, e salvo crimes contra a humanidade comprovados, como em Kosovo ou no Timor Leste, por exemplo, não imagino a justificativa de guerra contra o Iraque. Cabe ao povo Iraquiano derrubar Sadam. Muitas ditaduras existem no planeta. A maior parte delas foram criadas durante o período da guerra fria, com as bênçãos tanto dos EUA como da URSS. No caso do Iraque, com as bênçãos dos EUA, que não via no fundamentalismo iraniano um regime confiável para gerenciar as riquezas petrolíferas iraquianas. O mundo já esqueceu o apoio americano ao Iraque na guerra entre este país e o Irã? A ditadura iraquiana não é pior que as ditaduras latino-americanas financiadas e treinadas pelos EUA. O Iraque não tem mais armas de destruição em massa que as ex-repúblicas soviéticas. Mas os EUA não querem atacá-las. O Paquistão tem um regime de exceção que possui a bomba atômica. A índia tem a bomba atômica. Isto sem falar na China, na Rússia e nos próprios EUA que possuem arsenal atômico capaz de destruir o planeta várias vezes. Dizem que o poder corrompe. As armas em excesso corrompem. Quando um líder louco tem a oportunidade de ter os gatilhos na mão, as armas passam a ser não uma fonte de equilíbrio, mas de ameaça. Como saber se os líderes são loucos ou não? Quando eles desafiam a legalidade internacional e se julgam com autoridade maior que as Nações Unidas para julgar os destinos da humanidade. Vemos o presidente dos EUA nesta classe de líderes. É um louco. Pior que Sadam, pois este, bem ou mal, com pressão internacional ou não, vinha atendendo as exigências de desarmamento, como testemunhou Hans Blix no Conselho de Segurança. Agora as Nações Unidas estão em um impasse. Ou agem contra os EUA e seus aliados, no sentido de impor limites aos loucos, e estes saberem que liberdade é uma categoria que inclui a liberdade dos outros, ou então é tirania, ou revivem o fracasso da Liga das Nações. Neste caso, os líderes das outras potências mundiais devem estar se questionando: quem será o próximo alvo? O petróleo Iraquiano os moveu para o Iraque. Quem sabe a Colômbia? O Brasil? Afinal sua biodiversidade pode ser estratégica para os planos expansionistas de Washington. Quem sabe do Iraque para o petróleo caucasiano? Quem sabe o próximo passo? Como haver paz? Como se precaver? Creio que estamos as vésperas de nova corrida armamentista. A Terceira Guerra Mundial está começando. O cenário alternativo implica na ONU estabelecer embargo econômico aos EUA e seus aliados e levar os seus líderes ao Tribunal Penal Internacional. Alguém acredita nisto? Eu não. No entanto, olho para meus filhos e lembro de meus pais. Eles passaram por isso. Ainda resta a esperança de que a razão prevaleça sobre a loucura e a união de forças pela paz no mundo inteiro consigam comprometer as nações que juntas podem confrontar os EUA e consigam reconduzir o gigante do norte para a trilha da liberdade. Só espero que isto aconteça antes que o preço da liberdade se conte aos milhões de mortos. Um sonho pode se transformar em realidade quando sonhamos juntos. Quem poderia imaginar o Fórum Social Mundial a dez anos atrás? Quem poderia imaginar a reação globalizada e articulada internacionalmente contra a guerra e pela paz? Com o mesmo gosto de utopia na garganta, estou na campanha contra produtos dos EUA e Inglaterra. Se todos fizermos isto, será um golpe significativo contra os agressores modernos.
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