INTRODUÇÃO
Pensa algumas vezes que aqueles que estão a conduzir-nos a todos para a guerra não nos dizem tudo? Sente que talvez nos estejam a mentir?
Estou a lembrar-me do detective Milton Arbogast (Martin Balsam) no filme de 1960, “Psycho”. Confrontado com muitas charadas, diz: "se não gelificar, não é gelatina. E isto não está a gelificar". É o que se sente agora.
Osama bin Laden e Saddam Hussein podem ser culpados como o diabo. Só sei que a semana em que o escândalo Enron rebentou nos EUA foi a mesma em que Bush desviou a sua atenção do primeiro para o último e parece que os média o seguiram como uma matilha de cães de caça. De certeza que isto não é gelatina.
Senti necessidade de despejar algumas das coisas que para mim não gelificam. Não pretendo ter as respostas. Já fico contente por ter questões, porque os nossos media parecem ter estranhamente emudecido. Leia-se também o que Firas Al-Atraqchi escreveu no Wilson's Almanac Yellow Page, ácerca da cassete de Bin Laden que Collin Powell afirmou mostrar uma ligação entre Bin Laden e Hussein - traduzido do árabe, na verdade, mostra exactamente o oposto, que Bin Laden clama pela morte de Hussein, mas a CNN e Powell esconderam isso do mundo.
Pip Wilson
Para desmontar os mitos,
que pode uma pessoa fazer?
Mito: a guerra é o único meio para eliminar as armas de destruição maciça do Iraque.
Comentário: A guerra é sempre um sinal da falta de imaginação humana e uma perda de confiança no engenho dos humanos. Não devia ser apenas a solução de último recurso, mas a solução de absolutamente último recurso. No seu todo, a comunidade global não está persuadida de que todas as opções tenham sido tentadas. A guerra é fútil. "A guerra é um vestígio da nossa ancestralidade comum com os macacos, uma de que podemos deliberadamente prescindir, como desse vestígio desnecessário de órgão, o apêndice. Mas temos que dedicar-nos seriamente à tarefa e precisamos de investir recursos sérios nela."[2]
Há ainda muitas coisas que poderiam ser tentadas; consideremos uma que, sendo imaginativa, não é fantasiosa. Uma soma de dinheiro equivalente ao orçamento militar americano (aproximadamente um trilião de dólares), poderia ser aplicado a uma pesquisa internacional de soluções para este problema particular (que pode acabar por custar mais do que uns triliões de dólares e deixar armas à solta que poderão matar e estropiar centenas de milhares de pessoas). Somente o mais cínico dos indivíduos poderia ter a certeza de que evitar tal pesquisa compensaria a enormidade da sua alternativa. Nós não ensinamos as nossas crianças a baterem-se e sim a raciocinarem, porque nós sabemos ser a razão e não as lutas do recreio que são para maior vantagem de todos.
Imagine por um momento como seria eficaz uma recompensa dum trilião de dólares contra a entrega de Saddam Hussein a um tribunal internacional. Tal conceito está fora da visão dos políticos, que pensam em modalidades obsoletas. As armas da destruição maciça são mais prováveis de ser eliminadas por negociações, por contenção e por tratados do que através do seu uso, como a historia já mostrou. A União Soviética não foi anulada com o bombardeamento nuclear de Moscovo, mas por outros métodos. Lamentavelmente, em diversas ocasiões recentes, os oficiais da administração dos E. U. indicaram publicamente que as armas nucleares poderão vir a ser usadas contra o Iraque. Uma acção tão impensável libertaria não sómente toxinas no ar que todos respiramos, como seria também o mesmo que provocar um vespeiro com uma vara, e muito mais terrorismo se poderia esperar. A mente mais elementar pode ver que quase nenhuma circunstância concebível no planeta terra poderia justificar o uso de armas nucleares, que foi já firmemente condenado por muitos dos grandes pensadores das últimas décadas, incluindo muitos cientistas que as ajudaram a criar. Nós deveríamos fazer saber aos nossos políticos que a conversa da guerra nuclear é inteiramente inaceitável para a humanidade.
Mito: Na guerra do golfo de 1991, os povos iraquianos foram bastante protegidos porque a América usou bombas "inteligentes" que atingiram com precisão os edifícios e alvos militares semelhantes.
Comentário: Isso é como os média no-lo apresentaram, porque foram controlados com muito cuidado pelos militares dos EU e pela sua máquina de relações públicas, já que a administração do sr. George Bush não pretendeu ter outra situação como a do Vietname, em que os eleitores americanos foram afectados pelos relatórios negativos dessa guerra. De facto, 70 por cento das 88.500 toneladas de bombas que deixaram cair no Iraque e no Koweit (o equivalente a mais de sete Hiroshimas) falhou completamente o alvo, caindo sobre populações civis [3 ].
Os números de pessoas (homens, mulheres e crianças) mortos pelas forças da aliança estão geralmente estimados em centenas dos milhares. O mais baixo pareceria ser segundo o "general storming" Norman Schwarzkopf, 100,000.[4 ]
De acordo com um relatório da Organização Mundial de Saúde da ONU (OMS) [5 ], é de se esperar qualquer coisa como meio milhão de vítimas civis na invasão do Iraque que está agora a ser planeada.[6]
Agências não-governamentais, tais como a Oxfam[7 ], tratando da trágica crise humanitária [8 ] causada no Iraque pelas sanções [9] ocidentais, apontam para previsões similares em termos de miséria humana, se o Iraque for invadido.
Mito: Ao menos, poucos soldados da aliança ocidental sofrerão na guerra.
Comentário: " Em Maio de 2002, as vítimas da guerra do Golfo incluíam 8.306 veteranos inoperantes e 159.705 veteranos feridos ou sofrendo de doenças em consequência do serviço de guerra prestado à nação[10 ]. O relatório do departamento oficial sobre os casos de veteranos, em Maio de 2002, classifica 168.011 indivíduos como inválidos. Isso reflete uma desconcertante taxa de 29,3 por cento de vítimas em prestação de serviço em combate, entre 1990 e 1991 "
Doutor Doug Rokke, citando numeros oficiais do governo dos E. U. [11]
Mito: A guerra do Afeganistão produziu poucas vítimas.
Comentário: O número de vítimas não foi baixo, por maior que seja o ginasticar da imaginação, o número anda nos milhares de civis inocentes - estimados 2,6 civis por cada dez toneladas de bombas[12 ]. Mais informação está constantemente a ser entregue.[13 ]
Mito: As forças da aliança na guerra do Golfo de 1991 agiram sempre honradamente.
Comentário: A comissão Clark, que investigou a guerra do Golfo, chefiada pelo anterior procurador geral dos EUA, general Ramsey Clark [14], ouviu como os pilotos dos EUA massacraram milhares de palestinianos, de cidadãos do Bangladesh, de sudaneses, egípcios e pessoas oriundas doutras nationalidades no fim da guerra.
Mito: Na guerra de Golfo, a CNN e outras agências noticiosas disseram ao público ocidental o que se estava a passar, honesta e completamente
Comentário: As forças armadas dos EUA, com a ajuda dum enorme serviço transnacional de relações públicas (relações públicas, PR), confinaram os jornalistas longe dos verdadeiros acontecimentos da guerra. As organizações dos média foram elas mesmas, na maior parte, cúmplices desta manipulação e são-no ainda hoje.
O jornalista John Pilger escreveu, "Desconhecido pelos jornalistas, nos últimos dois dias antes do cessar-fogo, escavadoras blindadas americanas foram usadas sem escrúplos, na maior parte de noite, enterrando os iraquianos vivos nas suas trincheiras, os feridos inclusive. Seis meses mais tarde, o Newsday de Nova- Iorque divulgou que três brigadas da 1a divisão de infantaria mecanizada - "a grande vermelha" - usou arados de neve montados nos tanques e remotores de terra de combate para enterrar milhares de soldados iraquianos - alguns vivos - em mais de 70 milhas de trincheiras".[15 ] Este massacre de soldados iraquianos em retirada permanece vivo enquanto infâmia militar, como a "auto-estrada da morte"[16 ]
Mito: a CNN não tem nada a ganhar sendo pro-guerra ou conivente com a propaganda militar
Comentário: A CNN mal era conhecida no sistema de informação global até a guerra do Golfo, aí tornou-se mobília da casa da noite para o dia. Seguem-se exemplos de pessoal relacionado com a CNN, cujas carreiras e contas de banco foram enormemente impulsionados pela guerra do Golfo: accionistas, executivos, editores, chefes de equipa de funcionários, jornalistas, equipas de câmaras, apresentoras ao vivo e correspondentes e assim por diante. Uma situação similar existe hoje: a guerra é excelente para o jornalismo, mesmo quando co-optada pelas forças armadas. A CNN é famosa entre os jornalistas sérios pelo seu jornalismo de meia-tigela e política pró agressão.[17 ]
Mito: Podemos confiar nos média para nos dizer a verdade sobre a guerra.
Comentário: Corporações dos média - que são hoje enormes e poderosas[18 ] - baseiam-se na publicidade e alguns de seus maiores publicitários investiram interesses não somente no Iraque, mas numa guerra do Iraque. Por exemplo, a empresa familiar Eastman Kodak, forneceu Saddam Hussein com foguetes, e Honeywell forneceu o regime do Iraque com um sofisticado equipamento de computador [19 ]. Outros nomes familiares, como Sperry, Dupont e Unisys, para referir apenas alguns, ajudaram a armar Saddam Hussein [20 ]. Companhias petrolíferas, de aviação, químicas, de automóveis - grandes utilizadoras de publicidade - todas têm as mãos sujas em relação ao Iraque, mas é preciso cavar em profundidade para encontrar os factos.[21 ] Às vezes perguntam-me "porque é que não ouvimos falar dessas coisas que você conta?" Quando quase tudo o que ouvimos vem de meios de propaganda que vivem de anúncios, como pode uma resposta a esta pergunta consistir em mais que um levantar de sobrancelhas? [22 ]
A declaração do Presidente dos EUA George W Bush, em Janeiro de 2003, sobre o estado da Nação, que foi marcadamente belicosa, foi um caso típico. A cobertura da CNN foi emotivamente a favor de cada palavra sua. Vários comentadores foram empregados para discutir o discurso, mas nem um deles representou um ponto de vista que fosse contra a invasão do Iraque.[23 ] Além disso, a guerra do Golfo de 1991 e a guerra actualmente planeada, foram manipuladas nos média por gigantescas firmas de relações públicas , bem como pela própria máquina de relações públicas das forças militares dos EUA [24 ]. Os executivos da grande firma de R.P. Hill & Knowlton[25 ] (a firma das relações públicas contratada por cidadãos para um Kuwait livre, o grupo kuwaitiano testa de ferro do governo que fez lobby no Congresso para a intervenção militar), foram encarregados de arranjar uma menina de 15 anos para que um discurso fosse feito - Nariyah - na reunião política do Congresso dos EUA dos Direitos Humanos em 10 de Outubro em 10 de 1990. Na reunião disse ser uma testemunha ocular de bébés nas incubadoras do hospital sendo mortos por soldados iraquianos. Até a Amnistia Internacional - normalmente uma organização excelente- engoliu a história, o que mostra como a propaganda é hoje científica e persuasiva. "Nariyah" desempenhou um papel significativo ao fazer pender a opinião pública para os planos de guerra da administração Bush.
"Nariyah" acabou por revelar-se ser a filha do embaixador do Kuwait nos Estados Unidos, e o Congresso ser conivente com a operação de “relações públicas” (propaganda de guerra). A fundação do Congresso dos Direitos Humanos foi, na realidade, hospedada no quartel-general da Hills & Knowlton de Washington .[26 ] Outros clientes da Hills & Knowlton incluíram a Turquia e o anterior ditador da Indonésia, quando ambos estavam na altura cometendo abusos aos direitos humanos.[27 ]
Mito: Ao menos guerra do Golfo não foi uma guerra nuclear .
Comentário: Os EUA dispararam cerca de 944.000 munições com urânio depletado (UD)
no Iraque e no Kuwait . O cancro e as vítimas de leucemia são a tragédia humana
deste armamento [28].
Membros proeminentes da administração Bush fizeram ameaças apenas veladas de
que armas nucleares poderiam ser usadas contra o Iraque no futuro.
Mito: Iraq é um país grande, rico em petróleo, que representa uma ameaça o Ocidente em geral e os EUA em particular.
Comentário: O Iraque tem de facto bastas reservas de petróleo. No entanto, é uma nação pobre, especialmente se comparada às nações ocidentais tais como os EUA. O Produto ncional Bruto (PNB) dos Estados Unidos é de $10.082.000.000.000 ($10.82 triliões). OPNB do Iraque é de $59.000.000.000 ($59 bilhões). O PNB dos Estados Unidos é 174 vezes maior do que o do Iraque. A população dos Estados Unidos é de 280.562.489 pessoas, presentemente. A população do Iraque é de 24.001.816. Os Estados Unidos têm 11.7 vezes mais pessoas que o Iraque [29].
Mito: A guerra não é certamente por causa do petróleo. A América tem montes dele.
Comentário: A América produz aproximadamente 8 milhões de barris por dia [30 ], mas consome aproximadamente 20 milhões, também por dia. Por causa do estilo de vida consumista dos seus cidadãos, apenas um país entre 190 é responsável por mais que 25 por cento do consumo de petróleo do mundo, dependendo de 12 milhões de barris por dia, vindos do exterior e cada vez de mais [31 ]. A administração Bush está a tentar obter autorização para abrir poços de petróleo na região selvagem do parque nacional do Alasca [32 ], mas a oposição pública e política a isto, com base na protecção do ambiente, tem sido grande, pelo que o petróleo do Alasca é uma possibilidade não fiável de consumo futuro.
O presidente da BP (British Petroleum) lamentou recentemente em público o facto de que no pós-invasão do Iraque, os proveitos irão para a América e a BP e outras corporações ficarão em desvantagem.
A guerra será proveitosa para algumas pessoas ricas na vossa vizinhança e na minha. O petróleo está no cerne desta guerra, visto que os ocidentais estão viciados nesta economia girando em torno dele [33 ].
Mito: O Iraque é uma importante ameaça nuclear.
Comentário: Mesmo os inspectores de armas da ONU e os detractores do Iraque concordam que o Iraque não tem uma arma nuclear. Pela comparação, os EUA têm aproximadamente 10.000 e numerosos outros países estão já nuclearmente armados: Rússia, India, Paquistão, França, Grã Bretanha e o Israel de Ariel Sharon [34 ] são exemplos. Os Estados Unidos são o único país na história do mundo que jamais usou armas nucleares. Os funcionários superiores da administração dos EUA indicaram que estão a considerar o uso de armas nucleares contra o Iraque, como foi relatado no Los Angeles Times, de 25 de Janeiro de 2003 [35 ] e em muitos outros média mundialmente.
Mito: O Iraque desafiou o mundo produzindo armas químicas e biológicas.
Comentário: Nenhuma pessoa sã poderia desculpar o Iraque pela possessão destas armas de destruição maciça, mas não desafiou a comunidade internacional por tê-las fabricado e os inspectores da ONU estão ainda a tentar encontrar alguma evidência de que existem.
No fim da guerra do Golfo, os curdos do Iraque do norte foram incentivados pelos EUA a levantar-se contra Hussein. Quando o fizeram, os EUA não vieram em sua ajuda como tinha sido prometido; como temiam, Saddam destruiu sistematicamente milhares de aldeias (quase cada aldeia do norte), e usaram gás venenoso contra muita gente. Nessa altura os EUA não condenaram o Iraque por esta atrocidade mas, de acordo com o New York Times, realmente ajudaram Saddam Hussein [36 ]. De facto, de acordo com uma investigação do Senado dos EUA a capacidade de fabrico de armas veio do Estados Unidos [37].
Deve notar-se que muitas outras nações também têm estas armas terríveis: os EUA usaram armas químicas no Vietname, nomeadamente napalm e Agente Laranja.
Mito: O Iraque agiu mal e as nações ocidentais da aliança agiram bem.
Comentário: A UNICEF relatou (agosto de 1999) que a taxa de mortalidade abaixo dos cinco anos de idade no Iraque mais do que duplicou desde a imposição de sanções [38].
As nações ocidentais e as suas corporações foram responsáveis por armar Saddam Hussein e fornecer-lhe os produtos químicos e os agentes biológicos (como é afirmado pelo presidente Clinton). Donald Rumsfeld, secretário da Defesa Americana, esteve envolvido anteriormente nesta desgraça [39 ].
Mito: Em 1998, Saddam Hussein expulsou os inspectores de armas da ONU do Iraque porque estes encontraram armas de destruição maciça.
Comentário: Richard Butler, cabeça da equipa de inspecção da ONU retirou a equipa de seu moto próprio e, no dia seguinte, os EUA começaram um bombardeio ao Iraque.[40 ]
Mito: Saddam Hussein está a preparar-se para atacar os EUA.
Comentário: Ninguém sabe o que está na cabeça de Saddam Hussein. Certamente, se ele estivesse a planear fazer tal coisa, a CIA teria nesta altura gravações, considerando os satélites e o Equipamento Digital altamente sofisticados que têm à disposição. Entretanto, a tal "arma fumegante " não apareceu. Há muito boas razões para acreditar que não tem nenhum plano para atacar a América nem tencione fazê-lo. O jornalista Michael Elvin considera assim as questões sobre as intenções de Hussein:
"Serão estes cenários realistas? Eles pressupõem primeiramente que ele tem algo a ganhar com isso e em segundo lugar que os EUA esgravatarão e encontrarão um arsenal como o mundo nunca viu. “ [41 ]
Mito: Saddam Hussein está a armar a organização terrorista al-Qaeda de Osama bin Laden
Comentário: Nós simplesmente não sabemos se isto é verdade e se os políticos ocidentais soubessem de certeza, nós sabê-lo-íamos. Não foi produzida nenhuma evidência deste facto, contudo tal evidência não deve ser difícil para a Grã-Bretanha e os EUA, com seus recursos vastos de espionagem, para descobrir. De facto, os informadores governamentais do Iraque são peremptórios em como o seu partido e al-Qaeda não compartilham da mesma ideologia. Como o cristianismo e o comunismo, o islão tem muitas tendências diferentes e até opostas. É impossível saber todos os detalhes, mas pode ser que a noção de Hussein a armar bin Laden seja tão descabida como a de Stalin armando Trotsky, que era também comunista, mas seu inimigo ideológico mortal [42].
Além disso, não parece provável que uma nação pobre rodeada de agressores ricos se auto diminuísse das suas armas num momento assim. Isto não é para negar o mal do regime de Hussein, nem o seu potencial par causar danos à segurança regional. No entanto, isto é verdade para muitas nações que não estão a ser invadidas. A Líbia, por exemplo, foi eleita sem oposição para o cargo dos Direitos Humanos das Nações Unidas.[43]
É relevante que, a 5 de Fevereiro de 2003, a prestigiosa BBC News informou ter visto um documento da espionagem britânica que nega a ligação da al-Qaeda alegada por Powell no Conselho de Segurança da ONU, a 7 de Fevereiro. O New York Times relatou que há divergências de pontos de vista na espionagem dos EUA sobre o mesmo assunto.
O mais polémico disto tudo, a propósito de uma tradução da cassete de Osama bin Laden referida por Powell na terça-feira, 10 de Fevereiro, não é o facto de Powell e a CNN terem tentado convencer o mundo. De facto, a transcrição integral e tradução do referido documento, mostra que bin Laden na verdade apela à morte de Saddam!

Mito: Qualquer nação que desafie resoluções das Nações Unidas deveria ser invadida e forçada a obedecer.
Comentário: Nenhuma das nações que pretendem agora invadir o Iraque aplicou este diktat à nação de Israel, que por décadas, através da ocupação ilegal da Palestina, tem desafiado muitas resoluções significativas das N.U. [46 ] Aliados americanos tais como Marrocos e Turquia[47 ] ignoraram resoluções das N.U., mas os seus cidadãos e os de Israel não parecem estar em perigo eminente de uma confrontação do superpoder.

Mito: O relatório de progresso[49] da equipa de inspecção de armas de Hans
Blix[48 ], em Janeiro de 2003, condenou o Iraque pelas suas armas de destruição
e pela oposição teimosa do Iraque em ajudar a equipa a fazer o seu trabalho.
Comentário: O relatório da comissão do Sr. Blix de verificação, inspecção e monitorização das Nações Unidas (UNMOVIC)[50 ], não diz nada disso. A maioria dos media soaram como se os jornalistas não o tivessem sequer lido, o que pode muito bem ter sido o caso. Ao não exonerar o Iraque, Blix fêz questão de indicar que o Iraque tinha sido muito colaborante. De facto, Blix pôs em questão o que disse o secretário de estado dos E. U. Colin L Powell, que afirmou que os oficiais iraquianos estavam a esconder e a movimentar materiais ilícitos dentro e fora do Iraque para impedir a sua descoberta. Disse que os inspectores não tinham relatado nenhum desses incidentes.[51 ]




O discurso de Colin Powell frente ao Conselho de Segurança das Nações Unidas em 5 de fevereiro de 2003[52 ], que supostamente apresenta razões para esta guerra maciça, é pouco convincente e ridículo . O Sr. Powell parece querer fazer-nos acreditar que uma pistola da água é uma pistola fumegante. Saddam Hussein, nós todos sabemos, é um monstro, como muitos ditadores no mundo hoje. Entretanto, nenhuma evidência foi dada que o indique como um perigo para qualquer povo, além dos desafortunados naturais do Iraque.
Valeu a pena notar que o presidente Bush tem estado a planear a invasão há já bastante tempo, muito antes de Hans Blix aparecer em cena.[53 ]Facto triste de se relatar, Donald Rumsfeld, Condoleeza Rice e outros responsáveis superiores da administração Bush disseram repetidamente que a invasão que está para vir não será determinada por nenhuma evidência relatada pela equipa de Blix. [54] Evidência é evidência; nós, cabeças, invadimos, vocês, caudas, são invadidos.

Mito: Em Dezembro, 2002, os EUA exijiram do Iraque um exame escrito completo sobre as potencialidades das próprias forças armadas. O Iraque foi lento em concordar e quando o relatório foi recebido, os membros das NU condenaram-o pelas armas da destruição massiva nele reveladas.
Comentário: O Iraque entregou um relatório de 12,000 páginas às NU, mas a América apossou-se dele (muito contra a vontade de muitas outras nações das NU). Para fazer isso, teve que obter a permissão da fraca Colômbia que, em Dezembro de 2002 era a presidente do Conselho de Segurança das NU. Os EUA deram a conhecer somente 3.000 destas páginas; a maioria das nações da NU, incluíndo potências principais como a Alemanha (que se opõe à acção unilateral dos E. U. contra o Iraque), não foram informadas do conteúdo dos 75 por cento do documento do Iraque desaparecidos.[55 ]

Mito: Saddam Hussein está a fazer deliberadamente a vida difícil aos EUA, como os Taliban fizeram quando não entregaram Osama bin Laden.
Comentário: Muita gente esqueceu-se de que a ditadura dos Taliban no Afeganistão se ofereceu claramente para entregar bin Laden a um terceiro país neutro, para ser julgado em tribunal mundial se alguma prova da evidência ácerca do seu papel no 11 de Setembro fosse apresentada.[56] De modo igualmente claro, o presidente George W Bush recusou-se a fornecer ao Afeganistão alguma prova e está a repetir essa fórmula no caso do Iraque: a fórmula implica que os planos da guerra não estiveram relacionadas com o casus belli (causa ostensiva para a guerra) tanto num como no outro caso. Motivos encobertos devem ser suspeitados. O facto de que muitos se esqueceram da oferta dos Taliban é, sem nenhuma dúvida, uma conseqüência do insignificante relato que ela recebeu nos principais media, que estavam tão obcecados com a invasão do Afeganistão como estão com a do Iraque. Deve-se recordar que a responsabilidade pelo 11 de Setembro foi insistentemente negada por bin Laden [57], [58 ], embora seja completamente usual para grupos de terroristas glorificarem-se pelos seus crimes.
Os Taliban reivindicaram também que bin Laden não poderia ter estado envolvido nos ataques terroristas porque não há nenhuma escola de treinamento de vôo no Afeganistão e porque o regime tinha cortado as comunicações de bin Laden com o resto do mundo.[59 ] Não se pode concluir se a al-Qaeda executou o ataque ou não, porque até hoje a administração Bush espera que você e eu tomemos isso como certo, à confiança. Osama bin Laden pode ser ou não o culpado, mas nem um bocadinho de evidência, nem um indício foi dado ainda, nem a si, a mim ou aos parentes das vítimas. Por que esforço de imaginação devemos nós acreditar que a administração dos E. U., com as agências de espionagem mais sofisticadas e mais altamente financiadas no mundo, não poderia encontrar provas para o incriminarem? Por que esforço de imaginação devemos nós acreditar que não havia de aparecer um pequeno indício que fosse?

Mito: Como o Afeganistão, o Iraque deve ser punido pelo 11 de Setembro
Comentário: Nenhuns iraquianos ou afegãos estavam nos aviões que se precipitaram contra o World Trade Center e o Pentágono.[60 ] Eram, na maior parte, cidadãos sauditas. A Arábia Saudita é um aliado dos EUA e uma fonte principal de petróleo para o consumo industrial e doméstico dos E. U., mas não está sob qualquer ameaça de invasão, pelo menos ao tempo da escrita deste documento.

Mito: Os paízes vizinhos no Médio Oriente temem tanto o Iraque que querem que este seja invadido.
Comentário: De acordo com o Wall Street Journal[61 ], 80-90 por cento das pessoas na Turquia, vizinha do Iraque, membro da OTAN, e aliado mais próximo dos Estados Unidos na região, não são a favor da invasão do Iraque.

Mito: A maioria das pessoas no ocidente quer esta guerra.
Comentário:O Secretário de Estado dos E. U., Colin Powell, reconhece que a guerra já é impopular mesmo antes ter começado. Em Janeiro disse: "Já se sabe o que as sondagens de opinião são em vários países," o Sr. Powell reconheu numa entrevista na última semana: " as pessoas prefeririam não ter de assistir a uma guerra. Se se olhar para as nossas próprias sondagens de opinião, há uma ambivalência sobre ela. Há mais do que uma ambivalência: as pessoas prefeririam não ter de assistir a uma guerra ."[62 ] Existe um movimento enorme e crescente contra a guerra[63 ], mas muitos dos media estão a minimizá-lo. Cada dia que passa há manifestações de milhares de pessoas que protestam contra a invasão do Iraque. Isto está a acontecer tanto nos países que não estão comprometidos na guerra, como naqueles que estão, como a Grã bretanha[64]. Por exemplo, na minha própria pequena cidade Coffs Harbour[65 ], (população 50.000),na Austrália , que vota conservadoramente, no domingo, 1º de Fevereiro de 2003, 3.000 pessoas reuniram-se e marcharam contra a guerra.[66 ], entretanto, não se relatou extensamente a história como a notícia significativa que foi.

As manifestações das dezenas ou das centenas de milhar de pessoas na Grã Bretanha , nos EUA, e noutras partes, mal fizeram as páginas traseiras da maioria de jornais, das muitas que publicam a favor da guerra. O governo australiano está a preparar-se para ser parte da coalição de nações invasoras, mas devido a isto, já o seu Primeiro- ministro foi censurado pelo senado australiano, com uma moção de confiança apoiada pelos outros três partidos principais, que estão firmemente contra os actuais planos. Em 18 de Janeiro, centenas de milhares de pessoas manifestaram-se [67 ] contra a guerra através dos Estados Unidos. Quase 50 cidades americanas [68 ] emitiram resoluções contra a guerra. O dia 15 de Fevereiro será um dia internacional de manifestações contra a guerra. (publico detalhes importantes em baixo). [69 ] Mesmo as famílias das vítimas do 11 de Setembro se têm manifestado contra a guerra.[70]
A Times magazine levou a cabo um inquérito informal "online"[71], perguntando qual nação os leitores consideram ser a maior ameaça à paz do mundo: O Iraque, a Coreia do Norte ou os EUA; aproximadamente 70 por cento, uma figura notávelmente elevada, votaram nos EUA, pelo que a votação demonstra que a maioria dos ocidentais não apoia a aparente obsessão pessoal do presidente Bush [72 ]. Um movimento que cresce rapidamente começou a acusar directamente o presidente George W Bush [73 ]. Ramsey Clark, anterior advogado geral dos E. U. durante a administração de Johnson, redigiu artigos da denúncia que determina crimes e delitos perpetrados pelo presidente Bush e outros membros destacados da sua administração.

Mito: Uma guerra será boa para a economia dos EUA e do mundo.
Comentário: Há uma respeitável, mas contestada escola do pensamento em círculos políticos e económicos que defende que a guerra é boa para a economia e que é precisamente por isso que a guerra acontece assim regularmente. Esta escola do pensamento diz basicamente que as economias capitalistas requerem expansões e recessões e a guerra é uma maneira garantida de ter uma expansão. Entretanto, há razões muito boas (como o transporte do petróleo e a greve do petróleo venezuelana [74] que esgotou sériamente as reservas [75]) para acreditar que mesmo a economia [76] global poderia ser severamente afectada por uma invasão do Iraque.[77]

Mito: Vale a pena desistir de algumas liberdades para evitar o terrorismo.
Comentário: Desde tempos imemoriais, os governos e os regimes usaram vários medos sociais a fim de aumentar o seu próprio poder. Muitas nações ocidentais estão a experimentar agora este fenómeno, especialmente desde o 11 de Setembro 2001. O governo da Austrália está a remover progressivamente direitos de longa data alcançados e estabelecidos na lei comum e os cidadãos já não têm assegurado as garantias dadas por governos precedentes. [78]
Nos Estados Unidos da América, o Total Information Awareness Office , (departamento de Consciência da Informação Total) [79 ] parte do Defense Advanced Research Projects Agency , (Agência de Projectos de Estudo Avançado da Defesa), do Pentágono (DARPA)[80 ], foram estabelecidos sob a liderança do criminoso condenado John Poindexter[81 ], e há preocupações graves sobre a vigilância computarizada massiva e largamente difundida que os americanos podem agora esperar como normal e usual.

Mito: A invasão e a conquista do Iraque ajudarão a acabar com o terrorismo.
Comentário: Um momento de reflexão revelará quase certamente que o reverso é que é verdadeiro. Embora muitos países e seus cidadãos não sejam nada amigos de Saddam Hussein, há um sentimento comum de ultraje contra esta guerra, o que é especialmente verdadeiro no caso da comunidade muçulmana mundial [82]. Enquanto a maioria dos povos de fé muçulmana pratica valores islâmicos de paz e tolerância, parece haver poucas dúvidas que há um número considerável de "islamistas" fanáticos que não o fazem e para quem esta guerra, baseada na mais frágil das causas, será um ultraje digno de retaliação. A prática de actos de terrorismo maciços não requer organizações (tais como o al-Qaeda). Esta opção está disponível a um único indíviduo desiludido e irritado ou a um grupo pequeno de indivíduos, que podem causar indescritíveis danos e horror com meios barata e prontamente adquiridos.

Mito: Uma coalição liderada pelos E.U. invadirá Saddam Hussein.
Comentário: Saddam Hussein não vai ser invadido. Num certo sentido, nem sequer o Iraque, porque de muitas maneiras as nações são apenas conceitos abstractos.
São milhões de homens, de mulheres e de crianças que serão invadidos. Membros de famílias que, ao tempo a que escrevo, estão sem dúvida nenhuma a escavar abrigos nos quintais e a olhar os céus procurando sinais donde vai chover a morte - a mesma morte que levou milhares de seus conterrâneos, há não muito tempo. São, na maior parte, pessoas objectivamente pobres, que já perderam parentes. Até os soldados foram provavelmente mobilizados contra vontade, ou fizeram-no para arranjar trabalho e assim poderem ter dinheiro para alimentar as suas famílias.
Não nos podemos permitir desumanizar e demonizar as pessoas a quem aconteceu ter nascido no Iraque. Proceder assim é perder parte da nossa própria humanidade. Acontece que eu nasci na Austrália; tivesse eu nascido no Iraque, pensaria provavelmente como um iraquiano. A guerra é obsoleta no século XXI, e construir pontes entre povos é a única maneira pela qual você e eu, assim como eles, sobreviveremos. Os nossos netos dependem da nossa sabedoria neste momento da História. Eu acredito que o Sr. Bush, com todas as suas qualidades, não está a fazer uso de sabedoria, mas antes a agir de cabeça quente. Na sua obsessão apaixonada, contra o homem que tentou matar o seu papá, parece ter-se esquecido inteiramente de que multidões de seres humanos irão ser o seu alvo e arrastou o seu gabinete inteiro com ele. Sr. Bush, isto não é fogo de vista, é connosco que está a brincar.

Mito: A coalição liderada pelos E.U. libertará o Iraque
Comentário: A tomada das rédeas do poder começará provavelmente pelas pessoas erradas. Há muitas pessoas indesejáveis esperando nas alas [83 ], e como podemos nós saber que são verdadeiramente democráticos? Na verdade, como podemos nós saber que não são lacaios dos líderes da indústria do petróleo? Deve-se perguntar como é que uma força ocupante conduzida pelos EUA pode manter a estabilidade no Iraque. Nós estamos a testemunhar agora a devastação que está a ser causada na maior parte do Afeganistão (excepto Kabul) pelos senhores da guerra que retornaram ao poder cumprindo a "mudança de regime" patrocinada pela América. Tem crescido tanto ópio como sempre, se não mais; os bandos e milícias armadas estão a multiplicar-se por todo esse ignorado país. A transformação de cima para baixo das sociedades não tem bom cadastro na História do mundo; geralmente, apenas algumas pessoas ricas no alto se beneficiam e os pobres ficam mais pobres.

Mito: Somos impotentes para parar esta guerra.
Comentário: A sociedade e as nações são feitas de indivíduos. A antropóloga americana Margaret Mead disse uma vez que "nunca se duvide de que um pequeno grupo de cidadãos pensantes e activos pode mudar o mundo. Na verdade, foi a única instância que sempre conseguiu fazer isso."[84]
"Onde é que posso começar?" é a questão que a maioria de nós se põe, mais cedo ou mais tarde. Não fique desanimado nem receoso, há muita coisa que cada um de nós pode fazer e as instituições estão já bem colocadas de forma a que não tenhamos de lutar sozinhos. Já que você está provavelmente a ler isto na Internet, já tem meio caminho andado. A Net é a ferramenta mais poderosa para a paz e humanidade que alguma vez foi inventada, mas é também uma ferramenta que está a ser usada por forças negativas, pelo que a nossa participação é hoje necessária.

Que pode uma pessoa fazer?
Use a Internet para se juntar ao movimento.
A internet pode conectá-lo aos grupos que trabalham já para a paz e estão a apelar por apoio. Junte-se a um destes grupos, ajude-o e faça amigos novos. Se você for uma pessoa muito confidencial e se preferir, pode aderir e permanecer na sombra sem se expôr muito ou nada. Mas você pode fazer a diferença. Se a sua política for completamente conservadora, não se irá misturar necessariamente com os freaks da contra-cultura: nas palavras de Rene Ciria-Cruz," não é o movimento pela paz de ontem" [85] é, nestes dias, muito mais mainstream. Brevemente, o Wilson´s Almanac publicará uma relação dos grupos e das instituições que estão a trabalhar para o bem da humanidade, mas entretanto, aqui está uma maneira de, em 5 minutos, conectar e desencadear esse idealismo que pode não estar inteiramente assumido - Eu tenho a certeza que você é idealista, senão não tinha lido até aqui. Eis o que pode fazer: Vá a  http://www.google.com e datilografe palavras tais como paz, "grupo pela paz" e o nome da sua cidade. Se não aparecer o que procura, seja criativo/a com as keywords. Se encontrar grupos com que possa trabalhar, não se atrase, a guerra está programada para uma data dentro de algumas semanas. Adira ao grupo, contribua com dinheiro ou ofereça os seus serviços para fazer o que quer que seja que você possa fazer.
Talvez seja apenas selar envelopes e lamber selos, mas você será bem-vindo como nunca foi bem-vindo antes, porque as coisas estão a mover-se agora muito rapidamente e a energia humana é precisa. Lembre-se, o oceano é feito de gotas de água e uma praia é composta de grãos de areia. É de mim e de si que estou a falar.


Passe a palavra
Se você achar que este artigo pode ajudar a adicionar um grão da areia às escalas a favor da paz e da humanidade, peço-lhe que o envie, Quantas pessoas estão no seu livro de endereços da net? Por favor envie-lhes este artigo. Você pode ajudar ao usar  http://www.google.com para encontrar estações de rádio, canais de televisão e jornais na sua cidade e no seu estado. Na maioria de websites destas organizações dos media, você encontrará logo endereços de email de jornalistas, de disc-jockeys e apresentadores individuais. Envie-lhes este artigo, outro artigo de outra pessoa ou uma carta pessoal em que explica o que sente relativamente aos planos para uma guerra que pode tornar-se nuclear. É assim que as coisas mudam em 2003. Você poderia ir a  http://www.google.com outra vez e procurar pelos nomes dos seus representantes políticos. Envie-lhes algo como este artigo hoje, com a sua mensagem pessoal apaixonada (mas polida). Pode acreditar que a equipa de funcionários dele/a estará a contar as cartas e mensagens que recebe. Votos e eletores são coisas de que os políticos tomam nota. Procure por padres e envie-lhes coisas também. Lembre-se que os sermões deles alcançam muita gente duma vez; talvez possa tornar-se no pesquisador oficial deles, enviando-lhes factos como os que se encontram nesta página . E , lembre-se, a pesquisa mostrou que tomar parte nas manifestações pode ser bom para a sua saude![86 ]

Agradecimentos

Uma quantidade de pessoas forneceram a informação que eu usei neste artigo. Eu gostaria especialmente de agradecer a Jeannine Wilson, cuja coluna no e-zine de Wilson's Almanac ( http://www.wilsonsalmanac.com), Notícias diárias do planeta, é infalivelmente um recurso essencial para os amantes da paz e do planeta Terra. A pesquisa de Jeannine dá forma à maior parte das citações deste artigo. A webpage "constitui o Iraque uma ameaça aos Estados Unidos?" por Lawrence McGuire (27, Janeiro 2003,  http://www.dissidentvoice.org/Articles/McGuire_Iraq.htm) inspirou-me para escrever este artigo e forneceu muitas ideias e links bons.

fim

Repasse, por todas as formas mas - por favor- cite o autor :
pip Wilson do ©, 2003  http://www.wilsonsalmanac.com

· Jeannine Wilson acaba de criar um grupo do email para a notícia diária do planeta em  http://groups.yahoo.com/group/dailyplanetnews

· envie um email em branco a  dailyplanetnews-subscribe@yahoogroups.com

· Para Almanac de Wilson emita um a  WilsonsAlmanac-subscribe@yahoogroups.com

· Para a edição superior (ezine com oportunidades para subscrições livres)  aaalmanac-subscribe@yahoogroups.com do pagamento

· Para as citações quase proféticas  almostprophetic-subscribe@yahoogroups.com

· Para juntar pagãos pela paz  http://groups.yahoo.com/group/pagans4peace  pagans4peace-subscribe@yahoogroups.com

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Notas

[ 1 ]  http://www.econ.jhu.edu/people/fonseca/goethe.htm

[ 2 ] Chuckman, John, a Futilidade da guerra,  http://yt.org/article.php?sid=978

[ 3 ] Pilger, John, Motivos Encobertos, New Press; (Abril 1, 1999), ISBN: 156584520X  http://www.amazon.com/exec/obidos/tg/detail/-/156584520X/qid=1044600427/sr=1-14/ref=sr_1_14/102-0539993-9583337?v=glance&s=books

[ 4 ] De acordo com a organização de alimentação e agricultura das Un (FAO), a devastação militar do Iraque combinada com os efeitos das sanções impostas pelo conselho da segurança terá sido responsável pela morte de mais de 560.000 crianças iraquianas. A Fundação de educação médica de Londres disse que cerca de 250.000 crianças, mulheres e homens foram mortos ou morreram em resultado directo de ataques conduzidos pelos americanos no Iraque. Outras estimativas por agências de esponagem americana e francesa estimaram as mortes de civis em mais de 200.000. O General dos E.U. Norman Schwarzkopf, que conduziu a operação "tempestade no deserto", estimou que 100.000 soldados iraquianos foram mortos. Não mencionou mortes civis, nem o número de pessoas feridas, queimadas ou soterradas. ( ‘Stormin’ Norman Schwarzkopf tem sido altamente crítico em relação à atitude belicista do secretário da defesa, Donald Rumsfeld, em relação ao Iraque:  http://www.indymedia.org/front.php3?article_id=231999&group=webcast ) "...158.000 homens, mulheres e crianças iraquianas mortas durante e logo após a guerra do golfo persa", ”, Philadelphia Inquirer, Janeiro 2003  http://www.philly.com/mld/inquirer/news/nation/4874382.htm

[ 5 ]  http://www.guardian.co.uk/Print/0,3858,4593608,00.html

[ 6 ]  http://www.commondreams.org/headlines03/0107-09.htm

[ 7 ]  http://www.oxfam.org.uk/whatnew/iraq/iraq28jan03.html

[ 8 ]  http://www.megastories.com/iraq/children/children.htm

[ 9 ]  http://www.megastories.com/iraq/children/dates.htm

[ 10 ] Rokke, Doug, Vítimas Da Guerra Do Golfo  http://www.rense.com/general29/gulf.htm

[ 11 ] Dunn, Travis, Urânio Depletado: Perigo da Guerra?  http://www.disasternews.net/news/news.php?articleid=1687#more

[ 12 ]  http://www.cursor.org/stories/civpertons.htm

[ 13 ] Bearak, Barry, preságio incerto na névoa da guerra: Mortes civis no Afeganistão,  http://www.globalpolicy.org/wtc/analysis/2002/0211fog.htm

[ 14 ]  http://free.freespeech.org/americanstateterrorism/iraqgenocide/TheFireThisTime.html

[ 15 ] Pilger, John, Razões Ocultadas, New Press; (Abril 1, 1999), ISBN: 156584520X  http://www.amazon.com/exec/obidos/tg/detail/-/156584520X/qid=1044600427/sr=1-14/ref=sr_1_14/102-0539993-9583337?v=glance&s=books

[ 16 ]  http://free.freespeech.org/americanstateterrorism/iraqgenocide/HighwayofDeath.html;  http://216.239.33.100/search?q=cache:2JN8ggqF6CMC:athene.riv.csu.edu.au/~pforman/Highway%2520of%2520Death.pdf+highway+death+iraq+massacre&hl=en&ie=UTF-8

[ 17 ] Para uma avaliação por testemunhas oculares , veja  http://www.onlinejournal.com/Media/Deak011603/deak011603.html

[ 18 ]  http://www.thirdworldtraveler.com/Corporate_Media/CorpMedia_ThreatDemocracy.html

[ 19 ]  http://www.smh.com.au/articles/2003/02/02/1044122258580.html

[ 20 ]  http://www.truthout.org/docs_02/12.21A.us.firms.iraq.htm

[ 21 ] Enquanto os media "mainstream", devido aos seus interesses investidos, tratam os seus leitores com desprezo, há muitos lugares na Internet que estão a revelar o que está a acontecer perante os nossos olhos. A notícia diária do planeta  http://www.wilsonsalmanac.com/news.html de Jeannine Wilson' s Wilson' s Almanac tem constantemente atualizado as notícias de muitas fontes online, bem como um índice grande de ligações às organizações que fornecem notícias e opinião. O directório do planeta  http://www.wilsonsalmanac.com/links/themeindex.html do Wilson's Almanac tem também um grande número de ligações em várias categorias, tais como o "Peace and nonviolence", "general Alternative, e o "News and newsfeeds".

Estão aqui alguns mais para pesquisa:

 http://www.yellowtimes.org

 http://www.indymedia.org


 http://www.commondreams.org/

 http://www.zmag.org

 http://www.antiwar.com/

 http://www.dissidentvoice.org/

 http://www.alternet.org/

 http://www.counterpunch.org/

 http://www.afsc.org/iraq/guide/10reasons.shtm

 http://www.abc.net.au/rn/talks/lnl/default.htm

[ 22 ] Os media tomam claramente uma posição de minimização da reportagem de guerra. Uma marcha de protesto de centenas de milhares de manifestantes anti-guerra em Londres, em 2002 não foi realmente relatada pela maioria dos media dos E. U., enquanto fizeram a reportagem duma manifestação muito menor em Londres, anti-caça à raposa, no mesmo dia. Os organizadores da marcha de protesto anti-guerra em Washington, D.C. de 18 de Janeiro estimaram que 500.000 pessoas tomaram parte nela. Entretanto, a maioria dos jornais "enterrou" a história ou subestimou enormemente os números. O Washington Times relatou: "Dezenas de milhar de manifestantes resistiram a temperaturas negativas ontem para protestar no Nacional Mall." Mais:  http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/articles/A12060-2003Jan18.html

[ 23 ]  http://www.alternet.org/story.html?StoryID=15052

[ 24 ] Pouco tempo depois da ofensiva "tempestade no deserto" da guerra do Golfo ter terminado, um chefe do exército, Maj. Gen. Charles McClain comentou: "A percepção duma operação pode ser tão importante para o sucesso quanto a execução dessa operação" Norman Solomon, "Produzindo guerras novas e melhoradas",  http://www.alternet.org/story.html?StoryID=14432

[25] " O homem que dirigia o escritório da Hill & Knowlton's em Washington de Knowlton era Craig Fuller, um dos amigos mais íntimos de Bush e conselheiro político do interior". Stauber, John e Rampton, Sheldon, "Vendendo a guerra do Golfo",  http://www.io.com/~patrik/gulfwar1.htm

[ 26 ]  http://www.hbo.com/films/livefrombaghdad/related.shtml

[ 27 ] Veja também: Solomon, Norman, The PR Industry and Despots,  http://www.alternet.org/story.html?StoryID=8318; Riemer, Matthew, Welcome to the Information War (bem vindo à guerra da informação),  http://www.yellowtimes.org/article.php?sid=269; PR Watch website  http://www.prwatch.org/index.html; Klein, William S, Faking the voice of the people (falseando a voz dos povos),  http://www.csmonitor.com/2003/0131/p11s01-coop.html

[ 28 ] "DU (urânio depletado) não é apenas radioactivo. É um metal pesado tóxico que ao penetrar placas da armadura dos tanques se transforma num aerossol que se dispersa com o vento. Por algumas estimativas, mais de 300 toneladas recobrem a área que cerca Bassorá no Iraque do sul. De acordo com o jornal britânico The Guardian, a maternidade de Bassorá e o hospital pediátrico relataram um aumento em taxas de cancro de 80 em 1990 a 380 em 1997. Mais do que metade dos exemplos iraquianos de leucemia infantil ocorrem na região, que tem menos de 20 por cento da população do país.
As vítimas aumentam por causa do urânio depletado.
 http://www.wsws.org/articles/1999/sep1999/gulf-s08_prn.shtml

"Às crianças não nascidas da região está a ser pedido para pagarem o preço mais elevado, a integridade do seu DNA." - Ross B. Mirkarimi, The Arms Control Research Centre ( centro de pesquisa do controle de armas) diz no seu relatório: Os impactos na saúde ambiental e humana da região do golfo com referência especial ao Iraque , maio 1992,
 http://www.web-light.nl/VISIE/extremedeformities.html

[ 29 ] Página factos do mundo, da CIA,  http://www.cia.gov/cia/publications/factbook/index.html

30 ]  http://www.eia.doe.gov

[31]  http://www.hubbertpeak.com/us

[32] Connelly, Joel, and Lewis, Mike, Jimmy Carter Opposes Alaska Oil Drilling,  http://www.commondreams.org/headlines01/0203-01.htm

[33] Rockwell, Llewellyn H, Jr, A Capitalist War?  http://www.lewrockwell.com/rockwell/capitalistwar.html

[34]  http://www.danpal.dk/vidensbase/baggrund/bg-033.htm

[35]  http://www.commondreams.org/headlines03/0125-01.htm

[36] Tyler, Patrick E, Officers Say U.S. Aided Iraq in War Despite Use of Gas, (17 August 2002, New York Times)  http://www.oceanbooks.com.au/iraq/articles1/228.html;

“De acordo com um relatório do comité do senado de 1994 [1]: Desde 1985, se não desde mais cedo, durante 1989, uma verdadeira poção de bruxas em materiais biológicos foi exportada para o Iraque por fornecedores americanos privados, tendo obtido licença para tal do Departamento do Comércio dos E.U.; entre estes materiais, que frequentemente produzem mortes lentas e agonizantes, estavam: Bacillus Anthracis, causa do anthrax. Clostridium Botulinum, uma fonte de toxina botulinum . Histoplasma Capsulatam, causa duma doença que ataca os pulmões, o cérebro, a espinal medula e o coração. Brucella Melitensis, uma bactéria que pode danificar órgãos vitais. Clotsridium Perfringens, uma bactéria altamente tóxica que causa doenças sistémicas. Clostridium tetani, altamente tóxica e Escherichia Coli (E.Coli); materiais genéticos; ADN humano e bacteriano. Dúzias doutros agentes biológicos patogénicos foram embarcados para o Iraque durante os anos 80.”
Blum, William, "Chemical Weapons, the US and Iraq , What the New York Times Left Out" (Armas químicas, os E.U. e o Iraque, o que o New York Times não contou),  http://www.counterpunch.org/blum0820.html; Rajghatta, Chidanand, "US helped Iraq against Iran during Gulf War" (E.U. ajudou o Iraque contra o Irão na guerra do Golfo),  http://timesofindia.indiatimes.com/cms.dll/html/uncomp/articleshow?art_id=19462480

"Este erro não foi apenas cometido por falcões como o Presidente George W. Bush na sua declaração da união em 29 de Janeiro de 2002"
 http://www.whitehouse.gov/news/releases/2002/01/20020129-11.html (the "axis of evil" speech - o discurso do eixo do mal),

[37]  http://www.counterpunch.org/blum0820.html

[38] Ver  http://www.nonviolence.org/vitw/pages/myth_reality.html
e  http://www.afsc.org/iraq/guide/deadly.shtm

[39]  http://www.smh.com.au/articles/2003/02/02/1044122258580.html

[40] Os media e muitos políticos continuam a alimentar-nos com a mentira que o Iraque expulsou os inspectores de armas em 1998.

Dick Cheney  http://www.nytimes.com/learning/students/pop/21CHEN.html (antes de ser ter tornado vice-presidente), Alexander Rose  http://www.casi.org.uk/discuss/2001/msg00621.html, o correspondente do National Post em Washington, um jornal canadiano da direita  http://www.nationalpost.com/ e os autores de editoriais do London’s Sunday Times  http://www.casi.org.uk/discuss/2000/msg00934.html. Também tem sido repetido por aqueles que mostraram preocupação pela situação humanitária no Iraque, tais como o comité internacional da cruz vermelha  http://www.icrc.org/Icrceng.nsf/Index/040171E49481B741412568A20030CA99?Opendocument, o porta-voz dos assuntos estrangeiros dos liberais democratas do Reino Unido, Menzies Campbell, e o normalmente soberbo editor do Guardian Middle East, Brian Whitaker ( http://www.guardian.co.uk/Archive/Article/0,4273,4362857,00.html." Fonte:  http://www.irak.be/ned/archief/exit_UN_ weapons_ inspectors_1998.htm

A verdade? Em 15 de Dezembro de 1998, Richard Butler, o responsável máximo australiano da UNSCOM, recomendou a retirada unilateral da missão de inspecção no Iraque. No dia seguinte,

"... (com) base no relatório de Butler, os Estados Unidos e a Grã Bretanha começaram uma campanha aérea massiva contra o Iraque. agiram antes que o Conselho de Segurança tivesse oportunidade de examinar o relatório." Fonte:  http://pilger.carlton.com/iraq/history3

[41] Elvin, Michael, "The Madman Theory" (a teoria do louco),  http://www.yellowtimes.org/article.php?sid=747

[42] Negando qualquer ligação à al-Qaeda, Hussein disse: "Se tivéssemos uma relação com a al-Qaeda e acreditássemos nessa relação, não teríamos vergonha de o admitir."
Reportagem escapada ao controle rejeita ligação iraquiana à al-Qaeda,  http://news.bbc.co.uk/1/hi/uk/2727471.stm

[43]  http://www.hrw.org/press/2002/08/libya082002.htm

[44] Reportagem que escapou a censura rejeita ligação iraquiana à al-Qaeda, cit. acima
O New York Times também relatou (3 de Fevereiro, 2003):
”WASHINGTON, 1- Fev. -- Os esforços da administração Bush para construir um motivo de guerra contra o Iraque, usando os serviços de espionagem para ligá-lo à Al Qaeda e ao desenvolvimento de armas proibidas, geraram fricção entre as agências de espionagem nos Estados Unidos, disseram entidades oficiais do governo.
Alguns analistas da Agência Central de Inteligência queixaram-se de que entidades oficiais superiores da administração exageraram o significado de alguns relatórios da Inteligência sobre o Iraque, particularmente àcerca dos seus possíveis laços ao terrorismo, afim de endurecer os seus argumentos políticos de guerra, disseram entidades oficiais do governo.
No Departamento Federal de Investigação, alguns investigadores disseram estar estupefactos perante a insistência da administração Bush numa ligação sólida entre o Iraque e a rede operante de Osama bin-Laden. "Temos estado a investigar este assunto há mais dum ano e sabe que mais, não achamos que ele exista" disse um funcionário do governo.”
 http://www.nytimes.com/2003/02/02/international/middleeast/02INTE.html

[45] Al-Atraqchi , Firas, "Misleading the Public" ( induzindo o público em erro), Wilson’s Almanac Yellow Page,  http://www.wilsonsalmanac.com/yellow.html

[46]  http://www.jewsagainsttheoccupation.org/UNresolutions.html

[47] Solomon, Norman, "Colin Powell Is Flawless – Inside a Media Bubble" ( Colin Powell não tem falhas - dentro duma redoma da imprensa),  http://www.alternet.org/story.html?StoryID=15123

[48]  http://www.world-nuclear.org/sym/2001/blixbio.htm

[49] http://www.gopbi.com/partners/pbpost/epaper/editions/tuesday/opinion_e3534caa36e001490097.html

[50]  http://www.un.org/Depts/unmovic/

[51]  http://www.nytimes.com/2003/01/31/international/middleeast/31BLIX.html

[52]  http://www.guardian.co.uk/Iraq/Story/0,2763,889531,00.html

[53]  http://www.observer.co.uk/international/story/0,6903,610461,00.html

[54] "… o facto de que os inspectores não conseguiram ainda produzir novas provas do programa WMD (armas de destruição massiva) do Iraque poderia ser evidência, em si mesmo, da não-cooperação do Iraque." - Secretário da Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld,  http://counterpunch.org/norris01182003.html

[55] Ver Al-Atraqchi, Firas," Who Leaked Iraq’s Arms Declaration?" (Quem delatou o relatório das armas do Iraque?)  http://www.yellowtimes.org/article.php?sid=1027&mode=thread&order=0&thold=0

[56] "Taliban Met With U.S. Often" (Talibam encontrara-se com E.U, frequentemente), Washington Post, 29 de Outubro, 2001,  http://www.cooperativeresearch.org/completetimeline/2001/wpost102901.html; ver também CNN,  http://www.cnn.com/2001/US/10/14/ret.afghanistan.attacks/

[57] "Os atacantes poderiam ser qualquer um, pessoas que se encontrassem dentro do sistema americano mas se revoltassem contra ele ou algum grupo que queira fazer deste século um século de confrontação entre o Islão e o Cristianismo," disse (Osama bin Laden).  http://www.ananova.com/news/story/sm_410936.html?menu=news.latestheadlines

[58] Esta declaração recebida escapou à atenção dos media ocidentais e era dificílima de localizar na net. Tivémos que encontrá-la finalmente num website muçulmano. "Em nome de Alá, o mais beneficiente, o mais misericordioso. Elogio seja feito a Alá que é o criador do universo inteiro e que fêz a Terra como um domicílio para a paz, para a humanidade inteira. Alah é o apoio, que enviou o profeta Moamede para a nossa orientação. Eu estou grato ao grupo de publicações de Ummat , que me deram a oportunidade de fazer saber a meu ponto de vista ao povo, particularmente o valente Momin [ muçulmano verdadeiro ] povo do Paquistão que recusou acreditar na mentira do demónio. Eu tenho já afirmado que não estou envolvido nos ataques de 11 de Setembro nos Estados Unidos. Como muçulmano, dou o meu melhor para evitar dizer uma mentira. Eu não tive nenhum conhecimento destes ataques, nem considero a matança de mulheres, de crianças, e de outros seres humanos inocentes como um ato apreciável. O Islam proíbe estritamente causar dano às mulheres, às crianças, e às pessoas inocentes. Tal prática é sempre proibida no decurso de uma batalha".
- Osama bin Laden, numa entrevista conduzida por um correspondente "especial", publicado no jornal paquistanês Ummat em 28 de Setembro, "o grupo do al-Qa'idah não teve nada a ver com os ataques de 11 de Setembro,  http://www.khilafah.com/home/category.php?DocumentID=2392&TagID=2

[ 59 ] Taliban considera advertir bin Laden,  http://www.cnn.com/2001/WORLD/asiapcf/central/09/17/afghan.pakistan/index.html

[ 60 ] Federação para a reforma americana da imigração(JUSTA), o World Trade Center , a identidade dos terroristas do pentágono e o status da imigração,  http://www.fairus.org/html/04178101.htm

[ 61 ] Seib, Gerald F, Prédica de Bush: Falta o argumento para a Guerra do Iraque,  http://www.interesting-people.org/archives/interesting-people/200301/msg00119.html


[62] ibid

[63]  http://www.alternet.org/story.html?StoryID=15018

[64]  http://www.washtimes.com/world/20020320-27353240.htm

[65]  http://www.visitcoffsharbour.com/

[66]  http://www.wilsonsalmanac.com/ed5.html

[67]  http://www.commondreams.org/headlines03/0119-01.htm

[68]  http://www.citiesforpeace.org/

[69] “A 15 de Fevereiro, centenas de milhares de pessoas convergirão para a cidade de Nova Iorque para se levantarem, juntamente com milhões em todo o mundo, contra os planos de Bush para a Guerra do Iraque. Enquanto estamos ainda incapacitados de dar a localização para esta marcha e manifestação, uma coisa é certa: está a acontecer. Apelamos com urgência a todos para que continuem a mobilizar-se em direcção a 15 de Fevereiro. Continuem os vossos planos de virem até à cidade de Nova Iorque - temos a certeza que a autorização vai impor-se.

Oradores e Performers confirmados:

* Nobel Laureate Archbishop Desmond Tutu
* Patti Smith
* Angela Y. Davis
* Martin Luther King, III
* Rosie Perez
* Julian Bond
* Pete Seeger
* Def Poetry Jam poets
* Holly Near
* Tony Kushner
* Danny Glover

Estamos, no entanto, a enfrentar uma grande luta pelo nosso direito democrático básico ao protesto público. No nosso encontro de 4 de Fevereiro com representantes do município de Nova Iorque e do NYPD, o nosso pedido para uma marcha de protesto foi novamente recusado. Pedimos para nos concentrarmos junto às Nações Unidas, marchar directamente passando por elas e continuar por Manhattan para uma manifestação no Central Park. Estamos a aconselhar-nos com os nossos advogados e anunciaremos o nosso próximo passo na 4a-feira, 5 de Fevereiro.

PARA RECEBER UM AVISO QUANDO SOUBERMOS O LOCAL PARA 15 DE FEV. CLIQUE AQUI**
 http://unitedforpeace.org/email
 http://www.voice4change.org/stories/showstory.asp?file=030206~ufp.asp

Protestos em todo o mundo
Protestos anti-guerra estão já a ser organizados em cada continente para Fev.15 e a lista de cidades aderentes está a crescer rápidamente. Globalmente, o dia 15 de Fevereiro será provávelmente o maior dia de protesto na história do mundo.

Se conhece uma manifestação não representada nesta lista, por favor mande a informação, com o link, se possível, para:
 feb15global@unitedforpeace.org

Cidades envolvidas:

Amsterdam  http://www.wereldcrisis.nl/
Aotearoa  http://www.converge.org.nz/pma/
Athens  http://users.otenet.gr/~ergatiki/main.htm
Barcelona  http://www.unitedforpeace.org/www.nodo50.org
Berlin  http://www.15februar.de/
Berne  http://www.gssa.ch/antiguerre/
Brussels  http://www.motherearth.org/nowar/
Budapest  http://www.humanista.hu/
Calgary  http://calgary.activist.ca/view.php?id=0-5375
Cape Town  http://www.sabcnews.com/politics/the_parties/0,1009,51744,00.html
Chicago  http://www.chicagoantiwar.org/
Copenhagen  http://www.nejtilkrig.dk/
Dublin  http://irishantiwar.org/
Edmonton  http://www.wage-peace.org/
Glasgow  http://www.banthebomb.org/news/2002/Sep/15feb.shtml
Helsinki  http://members.surfeu.fi/ewk/eiiskuairakiin/
Istanbul  http://www.iraktasavasahayir.org/
Lisbon  http://olifante.netropolis.pt/
Ljubljana  http://www.acmolotov.org/
London  http://www.stopwar.org.uk/
Los Angeles  http://www.answerla.org/
Luxembourg  http://www.lesverts-lorraine.org/index1.htm
Madrid  http://www.nodo50.org/csca/
Mexico City  http://www.geocities.com/noennuestronombre/
Montreal  http://www.fiiq.qc.ca/
Oslo  http://www.ingenkrig.no/
Ottawa  http://www.nowar-paix.ca/
Prague  http://www.mujweb.cz/www/irak/
Reunion Island  http://site.voila.fr/PENN974
Reykjavik  http://www.fridur.is/
Rome  http://www.fermiamolaguerra.it/
San Francisco  http://www.unitedforpeace.org/calendar.php?calid=1138
Seattle  http://www.feb15.org/
Stockholm  http://www.stoppakriget.tk/
Sydney  http://www.cpa.org.au/campaign/anti-war.html [Caution: This is a Communist Party site -- perennial cuckoos of the Peace Movement) but there is still some useful info -- PW]
Tokyo  http://peaceact.jca.apc.org/
Toronto  http://www.tcaswi.org/
Valetta  http://www.movimentgraffitti.org/
Vancouver  http://www.geocities.com/stopthewaroniraq
Vienna  http://www.socialforum.at/sf/antikrieg/20030215
Warsaw  http://www.republika.pl/stopwojnie/”
Source:  http://www.unitedforpeace.org/article.php?list=sub&sub=30


[70]  http://www.peacefultomorrows.org/

[71]  http://www.time.com/time/europe/gdml/peace2003.html

[72]  http://www.smh.com.au/articles/2003/01/27/1043534003807.html

[73]  http://www.VoteToImpeach.org

[74]  http://biz.yahoo.com/rm/021230/venezuela_oil_repeat_2.html

[75]  http://biz.yahoo.com/rm/030103/energy_eia_oil_1.html

[76]  http://www.globalexchange.org/economy/

[77]  http://yt.org/article.php?sid=1018

[78] Por exemplo, um cidadão australiano chamado David Hicks foi preso por forças militares dos E. U. e encarcerado por elas na ilha de Cuba, primeiramente no famoso "campo raio X " na Baía de Guantanamo. Normalmente, quando um cidadão australiano é preso por entidades estrangeiras, o governo australiano dá-lhe apoio considerável através dos escritórios das embaixadas e consulados australianos. O Sr. Hicks, entretanto, não teve esse tratamento. Apesar do facto de ter sido encarcerado por um governo estrangeiro que passou por cima do princípio legal antigo do habeas corpus (o princípio segundo o qual as pessoas não devem ser retidas na prisão sem processo devido e razoavelmente apressado pela lei - um princípio de grande importância em nações democráticas), o Sr. Hicks está preso sem acusação desde 2001. David Hicks (que foi insistentemente caluniado pelos media australianos, que o mostram numa fotografia onde empunha uma arma, sem dizer aos leitores que a foto foi feita quando prestou serviço na coalição ocidental na Bósnia) está preso nas mesmas circunstâncias degradantes de muitos outros prisioneiros presos na guerra do Afeganistão. Isto é, numa cela de betão armado, medindo 2m por 2m e meio, sob luz constante, sem acesso a advogados, sem acusação formada e só lhes permitindo sair das celas para se exercitarem por um período de 20 minutos, duas vezes por semana. Em 27 de Dezembro, 2002, o Washington Post revelou que entidades oficiais dos E. U. admitiram que a violência física foi usada contra os detidos (veja  http://www.alternet.org/story.html?StoryID=15108). Bastante obviamente, estes homens presos sem acusações estão sendo confinados em condições ilegais dum campo de concentração que, se não foram projectadas premeditadamente para causar danos físicos , mentais e emocionais nas vítimas, não tenhamos dúvidas de que terão essas consequências. A 7 de Fevevereiro de 2003, a rádio nacional ABC, Austrália  http://www.abc.net.au/rn/ relatou que 15 tentativas de suicídio foram registadas entre estes homens. Veja também  http://web.amnesty.org/ai.nsf/Index/AMR511642002?Open&of=COUNTRIES%5CUSA
como o refém anterior de Beirute, Terry Waite, escreve, isto é justiça ou vingança?
( http://www.counterpunch.org/waite1.html)


[79]  http://www.darpa.mil/iao/TIASystems.htm

[80]  http://www.darpa.mil/

[81]  http://www.hereinreality.com/bigbrother.html

[82]  http://www.commondreams.org/headlines03/0124-05.htm

[83] Al-Atraqchi, Firas, "When the Rats come out of the Sewers" (quando os ratos saem dos esgotos),  http://yt.org/article.php?sid=958&mode=thread&order=0

[84]  http://www.mead2001.org/aboutus.html

[85] Ciria-Cruz, Rene, "It's Not Yesterday's Peace Movement" (não é o movimento pela paz de ontem),  http://www.alternet.org/story.html?StoryID=14874

[86] Slave, Wage, "Protesting May Be Good for Your Health" (protestar pode ser bom para a sua saúde),  http://thunderbay.indymedia.org/news/2002/12/2599.php


Temas: Paz, activismo, temas progressistas e espiritualidade baseada na natureza.

Tradução para o português por Eduarda Sá.
Revisão de Manuel Baptista.