O semanário, que denuncia "os truques sujos" de Washington, afirma que os EUA intensificaram a vigilância sobre os representantes de seis países e que isso inclui o uso de grampos para ouvir conversas feitas em seus telefones privados e de trabalho.

Em memorando, Frank Koza, alto responsável pela Agência de Segurança Nacional dos EUA, ordena que o pessoal dessa organização de espionagem vigie os membros do Conselho de Segurança, "menos os EUA e o Reino Unido, certamente".

O objetivo é saber qual será o voto das representações diplomáticas, suas "posições de negociação", "alianças" e "dependências", segundo o documento, datado em 31 de janeiro e entregue também a alguns serviços secretos estrangeiros próximos aos Estados Unidos, afirmou "The Observer".

Os alvos do aumento da vigilância são Angola, Bulgária, Camarões, Chile, Guiné e Paquistão.

O documento pede "especial atenção" aos assuntos relacionados ao Paquistão, um parceiro dos Estados Unidos na "guerra contra o terrorismo".

O memorando foi enviado antes de a Bulgária expressar seu apoio à posição americana na crise iraquiana.