| Carnaval Revolução Por Heitor Reis 05/03/2003 às 02:50 A visão de um adolescente mesocentenário sobre o evento, cuja manifestação foi motivada pelas críticas apresentadas sob as fotos do evento. Tendo já participado de algumas reuniões do CMI-BH, fui honrado com o convite para o Carnaval Revolução, cuja página está em http://carnaval.linefeed.org Estive lá por dois dias (sábado e domingo). Não posso afirmar que a maioria dos participantes fosse burguesa ou filhinho de papai, como a crítica sob as fotos aqui disponibilizadas. A situação era muito distante desta possibilidade... Diariamente deveria haver ali umas duzentas pessoas. O número de carros, a maioria de modelo popular, na entrada do sítio era pequeno (uns dez), comparado com o dos participantes, muitos dos quais utilizaram onibus público, como eu, praticando sexo grupal compulsório, de tanta gente que havia dentro, em função de atraso nos dois que vieram de SP, os quais passaram a fazer o transporte de quem voltava para BH diariamente. Estes eram desprovidos de ar condicionado, o que representa uma certa frugalidade e parcimônia, características incomuns em passageiros burgueses. Não havia conforto algum que pudesse ser considerado excessivo. Sentávamos no chão para ouvir as palestras e havia uma longa fila para o almoço. Um dos passageiros procurava evitar de ter de pagar R$ 2,00, alegando que estava "duro". Isto porque o dois ônibus diários BH-Confins (ida e volta) não tinham lotado e o preço de R$ 1,00 dependia desta condição. Todos sabemos que a comida vegetariana é mais barata que a tradicional, não sendo esta opção motivo de aburguesamento de quem a adota... Muito antes pelo contrário. Era simples, o prato pequeno, exigindo que a maioria tentasse repetir a dose, coisa nem sempre possível. Havia também uma cantina, onde eram servidos salgados e outras guloseimas também vegetarianos, não incluída nos R$ 4,00 da diária, como era o almoço. À noite era servida uma sopa à R$ 1,50, a qual não cheguei a apreciar, já que voltava para casa à noite. A piscina era parte do sítio, cedido por, ou alugado do tio de uma das organizadoras do evento. Não creio que fosse necessário vedar seu uso por questões de rigidez doutrinária. Era normalmente utilizada durante os momentos em que não havia atividade programada (palestras, bandas, oficinas), tendo em vista a frequência nos ambientes nos quais estive presente. Não tivemos nenhuma aula de guerrilha ou sobre como montar e desmontar um fuzil de olhos fechados. Os temas com os quais tive contato foram:Hegemonia Cultural (Arthur Rocha), Marxismo e Anarquismo (Sílvia), Anarquismo e Religião (Dimas), Rádio Comunitária (José Guilherme/ABRAÇO e Flávio/Rádio Muda de Campinas), Prisão de Anarquistas (Rodrigo/Cruz Negra). Meu sobrinho participou de oficinas sobre informática e música eletrônica. Houve também apresentação de bandas e grupos de teatro. Havia uma necessidade reprimida de participar dos debates pela maioria dos participantes, motivo pelo qual a duração programada precisou ser prolongada. Tenho divulgado o evento para meus amigos ainda mais alienados que eu, como sendo um dos poucos redutos do pensamento crítico disponível no mercado. Oopss! Havia alguns "punks", com o cabelo esticado para cima, formando uma crista para fazer inveja à qualquer cristão... Eu era um dos raros não tatuados da redondeza. Parabéns aos organizadores do evento. As poucas falhas que ocorreram são insignificantes, se comparadas com o valor do empreendimento para quem dele participou. A crítica é muito comum e normalmente surge de quem nada faz para ser criticado. Espero estar no próximo... E se alguns dos críticos deste trabalho quiserem me convidar para atividade similar ou absurdamente melhor, farei de tudo para comparecer e avaliar sua competência em tal mister.
Email:: heitorreis@ig.com.br URL:: http://www.heitor.fr.fm >>Adicione um comentário de acordo com o compa acima. Estive por lá e posso dizer com segurança que nada de playboys e burgueses em demasia no local. E se tivesse também qual seria o problema? Nascer num berço de ouro é crime. Vivem xingando os escravistas que maltratavam uma pessoa por ela nascer negra mas se esquecem que ninguém tem culpa de nascer numa família rica. Concordo que um libertário de verdade deveria repartir com os outros tudo o que lhe sobra, mas parem com esse radicalismo exagerado que enche o saco. Pelo menos o cara tá de acordo com a revolução e logo é um dos nossos, leia Bakunin é verá essa mesma opinião presente em seus textos. Valew e é isso.  | Conheço este tipo de argumento: "comida vegetariana é bem mais barata que a convencional". Conheço tb o papo mole de querer pagar menos em ônibus ou qualquer outra coisa "porque se está duro". Ora amigo, por favor, isto não quer dizer que a condição de vida das pessoas que fazem isso seja realmente dificil. Conheço aqui no RJ uma porrada de manés que falam isso que vc falou ai em cima e quando chegam em casa tem comida e roupa lavada,computador e muito conforto, mas que na rua ficam tirando onda de " jovens pobres e conscientes". Consciência é pensar que se fazemos uma coisa devemos assumi-la e não ficar fazendo gênero por ai, por exemplo, se queres andar de ônibus, comer comida vegetariana, e pechinchar para andar de ônibus o problema é seu e vc deve assumi-lo. O que é hipocrisia é arrumar justificativas tais como "estou duro", "comida vegetariana é mais barata" e "muitos vieram de ônibus sem ar condicionado, logo não são "passageiros burgueses"". Amigo, primeiro: quem está duro, realmente duro, não sai de casa, ou melhor passa o carnaval trabalhando. segundo: a comida vegetariana pode ser até mais barata, mas se a organização não fosse sectária quando o assunto é comida dava muito bem para se arrumar leite c em padaria ou longa vida em supermercados bem baratos, assim como carne de segunda e lingüiça tb. terceiro: andar de ônibus com ar condicionado não é luxo para ninguém, pois depende da empresa disponibilizar para a linha um carro que ofereça tal conforto (depende tb da empresa se ela possui tal equipamento). Vê-se muito bem que os que participaram não possuem nada de popular, pois o povo que não tem nada mesmo e é realmente pobre para tirar onda de pobre fica muito feliz em viajar de ônibus com ar condicionado, comer carne e quando tem dinheiro, se puder, usá-lo mesmo que o produto que ele compre seja caro. VCs que tem tudo ou uma vida um pouco melhor querem se proletarizar para falar pros amigos e namoradinhas: "olhem como eu sou pobre!!" DEPOIS DO DESVIO PEQUENO-BURGUÊS, INVENTARAM AGORA O "DESVIO PEQUENO-PROLETÁRIO" É foda! Acho que vcs tem vergonha de terem boas condições de vida. Não tenham vergonha, pelo contrário, utilize-a sem culpa para ajudar aos que não tem!  | hahauhauhuhahahauhhauha q isso, tinha mto burgays la sim...eu mesmo era um deles.. Não concordo muito com o que escreveu falando sobre o Carnaval ..., pois estas falas sobre o que é e o que não é burgues, é bem escrota, pois se as pessoas tivessem a chance de escolher de quem nascer, todos seriam filhos de Bill Gates, Silvio Santos... acho que seus comentarios foram um pouco preconceituosos, pois se o pobre é contra o rico e o rico é contra o pobre, nunca nada de bom acontecerá, se você se achou excluido lá, você não foi o único sem tatoagem e sem corte de cabelo diferente... pois eu fui, sou bem normal, e muitos amigos meus tbm... é bem preconceituoso olhar o exterior de uma pessoa... e julgar ela... concordo com o cara que comentou seu texto... O conteudo é o que importa, não a aparencia... (isto serve para todas as criticas) Ses tambem são tudo burguês, tá falando mau de uns, e são, eu tbm so, e tava muito ruim lá, tinha muito sapo, muito bixo, a comida me deu caganera, e a picina tava toda cheia de côcô....  | Gostaria de dizer que o evento em Confins, o Carnaval Revolução foi muito bom. Importante para o movimento anarquista se organizar e articular melhor. Claro que houveram falhas, mas essas falhas poderiam não ter ocorrido, se as pessoas que ficaram criticando tivessem feito alguma coisa e ajudado a construir o evento. Varias paletras, debates e discussões interessantes só fazem o movimento criar mais base teórica e ideias de projetos futuros rumo a uma sociedade libertária. Para o idiota que falou que tinha muito sapo, bixo e coco na piscina, um alerta. Primeiro que o local era um sitio sendo impossivel que não existissem animais...e qual o problema com isso?? Segundo que em nenhum dia havia coco na piscina, isso não ocorreu em nenhum dos 3 dias. Aos que sempre gostam se só ficar criticando, que organizem um evento também, mas façam e não só reclamem. Abraços e beijos, nos vemos ano que vem em BH novamente  | Ae.. meus parabens pela criaçao desse carnaval de alto valor cultural que voces criaram, quem dera se aqui em fortaleza tivesse algo do tipo. E mesmo quem la tivesse burgueses, pobres, ricos, negros, albinos, anoes, homossexuais, heterossexuais, o q seja... eu estaria feliz.. pois saberia q todos estavam ali para um bem em comum. A sopa noturna era vendida a 0,50 centavos e nao 1,50. Sinceramente, nao acho que caiba essa discusao sobre quem eh burgues ou nao, desde q a pessoa esteja junto na luta. Conheco gente q tem familia com grana ,eh muito humilde e nao custuma usar o dinheiro em beneficio proprio, apesar de sempre ajudar pra caramba quando estamos fazendo correrias. Pelo teor das criticas do anarquista-rj pode se ver que ele nem deve ter ido ao evento...como criticar algo que vc nao participou? e engrosso o coro ,organize um evento vc entao, menos burgues...  | Eu num guento essa miação de ai ai, ui ui, porque sim, porque não... Parece até a Revolução dos Bichos Carnavalescos...! QUA QUA QUA...! Quanto à comida vegetariana esse papo de falar que é mais barata que o arroz feijão dos macaquitos muertos de fome Vocês estão redondamente enganados...!!! É comida de bacana, sim...! Quanto a andar de busanga com ar condicionado quem é que não gosta...? Só louco retardado...! Hahaha...! Sem ofensa aos desvairados mentais... Do que importa mesmo Vocês pouco falaram que é a ATITUDE do empreendimento no sentido de congraçar as pessoas POR DENTRO...! É disso que nós precisamos...! Não importa qual o tema nem a comida nem a mistura nem a farofa nem a menina nem a mãe da menina nem o sítio de quem nem eu e nem ninguém... Na próxima eu vou também...! QUA QUA QUA...! GARÇOOOMMM...!!! A minha gelooosa...!!! To com sede, pô...!  | po bixo burguesses na quele sitio no meio do nada hahaha é dificel de acreditar né ?? Ps: aposto que vc foi o cagão que fez coco no chuvero hehehe o carnaval foi foda pena que é uma vez por ano Em momento algum afirmei que me senti excluído lá. Trata-se da aplicação de um dos princípios da achologia sobre o que eu disse. Eu percebi a diferença e a mencionei. Dai, para exclusão a diferença é tão grande quanto entre uma suposição e uma certeza científica. Também não percebo preconceito e mencionar a aparência das pessoas. Especialmente quando ela é exótica e chama a atenção à anos-luz de distância. Afinal, qual é o propósito de tal visual? Seria ser discreto e passar desapercebido? O objetivo é aparecer, destacar-se e tornar-se diferente dos demais. Querer que não se comente tal coisa é uma absurdo!... Acho besteira perder tempo discutindo se o evento era burguês ou não. Claro q as pessoas q estavam lá muitas tinham muita grana, afinal tatoos e piercings custam uma fortuna e lá só tinha desfile disso. Temos q analisar o evento por outro ângulo. No geral o Carnaval foi bacana.Eu esperava muito menos e eu tinha meus motivos para isso.  | Primeiro gostaria de parabenizar os organizadores e palestrantes pelo alto n?vel do conte?do das palestras e debates e aos participantes por terem participado. ? um pequeno passo em dire??o a nossos ideais mas qualquer passo ? melhor que nenhum. Me entristesce pensar que algumas pessoas no revolu??o deram esse pequeno passo a frente, no entanto, ao chegar l? ou postar comentarios aqui deram outros v?rios para tr?s. Se preocuparam em analisar o vestu?rio dos demais colegas, se foram de carro, ?nibus, a p?, com os pais, etc, se tinham piercings ou tatuagens. Quem dera se os pais e fam?lia de todos n?s apoiassem nossas atitudes revolucion?rias e nos levassem a tais lugares ou nos emprestassem s?tios para tais encontros. Neste caso acho que os fins justificam os meios e o que interessa ? o fato de termos estado l? e n?o como chegamos. De qualquer forma duvido muito que Marx, Engels ou Bakunin tinham alguma tatuagem, piercing ou cal?a rasgada, pelo contr?rio, usavam terno e gravata. Achei muito interessante a variedade de pessoas, idade, sexo, etc que estavam no revolu??o, todos (espero) sedentos por cultura, informa??o, litereatura, m?sica, experimenta??o, etc. Todos querendo crescer e ir para frente. Acho que ? por a?. A revolu??o se faz de dentro para fora amigos, n?o o contr?rio.  | Gostaria de agradecer a oportunidade - concedida pelos organizadores do Carnaval Revolução - de mostrar meu trabalho, e um pouco do que penso e vivo. Na verdade, são poucos os espaços libertários que proporcionam uma livre expressão ou uma livre discussão... Por isso, parabéns pelo evento!
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