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Estudantes que protestaram contra privatização são suspensos na USP
Por REPRESSÃO 05/03/2003 às 04:25

Depois de quase dois anos, oito estudantes que participaram de protesto contra a regulamentação das fundações privadas na Universidade de São Paulo (USP), em junho de 2001, foram suspensos na última semana. Depois de um longo processo, cheio de arbitrariedades e absurdos, oito estudantes (dos quais cinco já se formaram) foram incriminados pela manifestação de estudantes que ocupou reunião do Conselho Universitário que deliberava sobre as fundações privadas na USP. Os estudantes impediram a reunião com uma ocupação coletiva que contou com bombas coloridas de fumaça e vasos sanitários simbolizando o processo de "privatização". Segundo os estudantes, o financiamento por fundações privadas compromete a autonomia e o caráter público da universidade. Os estudantes foram punidos com suspensões variando de 15 a 45 dias. Há ainda outro processo referente a outro bloqueio da reunião do Conselho em setembro do mesmo ano.

Nota do DCE USP sobre as suspensões | Perseguição política também na Universidade do Vale do Itajaí

Conheça um pouco do histórico da luta contra as fundações e a privatização na USP:

Junho de 2001: Alunos ocupam reitoria da USP | Porque ocupamos o Conselho Universitário | Estudantes são perseguidos por lutarem contra privatização | Ex-diretor da FIPE defende polícia no campus e gás lacrimogêneo para baderneiros | Setembro de 2001: Vamos barrar privatização da USP | Reunião do Conselho da USP é bloqueada por estudantes | USP instala operação de guerra | Repressão política aos estudantes da USP: aceitaremos? | Perseguição Política contra estudantes da USP | APG: Manifesto à comunidade universitária

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Comentários


Mais Aristóteles e menos Marx
05/03/2003 17:39

Os estudantes de universidades públicas que se metem
à política estudantil estão procurando um substitutivo
para não estudar. Normalmente são os piores alunos.
Tem ódio do saber. Querem mesmo é a 'ação'.
Correto estava Miguel Reale que, quando reitor obrigava os representantes estudantis terem média mínima de 6,0 no seu curso. Conheci muito 'aluno' militante semi alfabetizado.
Lugar de estudante é na biblioteca e não fazendo
'política estudantil'. Trampolim para Josés Dirceus,
Genoínos,e toda a corja petista.


Que merda!
Pablo Zuazo 06/03/2003 12:52

Este comentário "Mais Aristóteles, menos Marx" foi a coisa mais inútil que li em toda minha vida.
Acorda pra vida, rapaz.


06/03/2003 15:11
karinjanis@yahoo.com.br

Mais Aristóteles e menos Marx ????
É uma das coisas mais absurdas que já li. Em que mundo vc (Indivíduo que não quis se identificar) está?

KARIN-USP


Privatização Coisa Nenhuma
Ex-uspiano que viveu o problema 07/03/2003 06:24

Embora não esteja de acordo com as punições dos alunos, discordo totalmente que as fundações sejam um espécie de privatização da universidade. Na verdade, elas apenas buscam captar dinheiro através de parcerias e doações, de ex-alunos, empresas, etc., já que infelizmente nesse país o dinheiro público vem sendo utilizado para financiar a faculdade daqueles que podem pagar, ao invés de ser investido no ensino fundamental para toda a população.

A realidade é que no Brasil está tudo às avessas: o rico estuda em Universidade pública e gratuita, e o pobre tem que cursar Universidade particular e paga. E quem paga o estudo do rico é o povo, que provavelmente nunca verá os seus filhos estudando em universidade pública, mas que quando compra uma lata de óleo, também está pagando ICMS, cuja maior parte, ao invés de beneficiar a totalidade da sociedade com educação fundamental, saúde, transporte, etc., vai direto para o caixa, nem sempre bem controlado, das Universidades públicas, e assim financiar a educação dos mais privilegiados - além de uma série de privilégios corporativos de uma casta intocável de acadêmicos e burocratas universitários (e esta casta de privilegiados tem plena consciência de que, com a Universidade pública e gratuita, a cobrança por um ensino de qualidade é muito menor, o mesmo ocorrendo para a fiscalização da destinação dada a esse dinheiro).

Uma solução muito mais justa, a meu ver, seria que aqueles que tivessem condições pagassem mensalidade nas universidades públicas; que houvesse mais doações de ex-alunos e empresas para estas instituições; e que com o dinheiro público assim poupado, fossem concedidas mais bolsas de estudo para os alunos pobres que têm que estudar em instituições privadas. Sem falar no sistema de quotas, que tornaria muito mais democrático o processo de seleção ao ensino superior.

Sei que não é a solução perfeita, mas qualquer pessoa com um mínimo de sensatez concordaria que há questões muito mais urgentes a serem resolvidas do que, num passe de mágica, garantir da noite para o dia ensino superior gratuito para todo mundo - especialmente para os mais privilegiados.

Repudio a punição desses alunos, mas acho que, se estão preocupados com justiça social, deveriam lutar por uma educação fundamental de qualidade, ao invés de protestarem pela manutenção de privilégios centenários aos mais favorecidos, e por um estado de coisas que em nada melhorou o acesso dos pobres à universidade e o nível educacional do brasileiro.


Estudantes são suspensos na USP.
11/03/2003 03:50
mafemarsil@ig.com.br

Surpreende-me que no sítio da Internet denominado midiaindependente haja tantos comentários "dependentes", retrógrados e preconceituosos em relação à luta por melhores condições de ensino, pesquisa e extensão universitária.
Dizer que conheceu "militantes estudantis semialfabetizados" nada mais é que declarar-se um analfabeto político.
Cada vez mais a formação acadêmica deve ser ampla, plural e nunca mera repetição de dogmas e códigos. Penso que o autor do comentário "Mais Artistóteles e menos Marx" deve ser amante da mera reprodução de ensinamentos. Criar não é contigo não.

Absurda a suspensão dos estudantes que defenderam o patrimônio público da USP, pois as fundações são verdadeiras sangue-sugas, descaraterizam a produção universítária ao direcionar-lhe para proveito privado.
Pela democracia na Universidade. Fora vendilhões antidemocráticos.
Manoel Fernando Marques da Silva
Ex-aluno da Escola de Aplicação da FEUSP
Ex-aluno da Faculdade de Direito da USP


Ideologia: eu quero uma para viver.
James Coleman Alves - USP - São Carlos 21/03/2003 13:52
jcolal@yahoo.com.br

"...Lugar de estudante é na biblioteca e não fazendo
'política estudantil'..."

Não é difícil saber onde encontrar o "cabaço" autor desse comentário pobre. É bem provável que esteja na biblioteca "lutando" para manter sua média ponderada acima da média. É um comentário típico daqueles que se recusam o olhar ao seu redor e pensar nos problemas que a educação enfrenta. Com certeza, o "escroto" nunca enfrentou nenhuma dificuldade na vida: ensino fundamental particular, médio também, o velho cursinho preparátório e olha lá se não teve até o velho inglês e informática de quebra. Só existem dois tipos de estudantes que se prestariam a um comentário desses. Os "cabaços" que não saem da biblioteca e, portanto não sabem o que se passa com o mundo fora dela - estes, se acaso lêem alguma notícia ou assistem a algum noticiário, não entendem nada, já que alí não constam as conhecidas fórmulas encontradas nos livros textos. Outro tipo de estudante que agiria com tamanha ignorância, é aquele com situação financeira privilegiada, que mesmo sabendo dos problemas à sua volta, tem plena convicção de que não será afetado.




Ovinhos de serpente
Farah 21/03/2003 20:08

Caros amigos (oops,não é a revista não)

Acho que há um certo preconceito a respeito dos estudantes de ensino particular, não sei se baseado em inveja ou ideologia barata tipo marxismo de galinheiro uspiano et caterva.
Meu argumento não costuma ser debatido,o ataque vem
à minha pessoa.
Venho do ensino público,do pré-primário até a universidade, USP por acaso.
Morei no antro que é o CRUSP e conheci os comunistas-com-dinheiro-dos-outros que se aninham lá.
Estudantes? Alguns.Goliardos ? Muitos.
Professores meus faziam militância leve petista em sala de aula, insultando quem não foice, quero dizer, fosse.Para quem não sabe, isso é proibido em qq entidade pública.

Cabaço é sair com faixas defendendo algo que te pediram
sem você saber bem do que se trata.

Aos ignorantes, o Instituto do Coração é uma fundação
da USP.

Menos ódio garotões.
Leiam. Conversem com o coração livre de slogans.
Não se impressionem com Emir Sader,Leandro Konder,
Toni Negri,Chauí. Estudante contesta não é mesmo?

Ódio ao saber, diz o primeiro artigo deste debatezinho.
Concordo,aliás eu que escrevi o artigo acima.Te peguei.

 
 
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