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| | Quem tem medo da cor das cotas? Por Marcio Alexandre M. Gualberto 18/03/2003 às 20:07 Cotas para negros nas universidades De uns dois anos para cá, o debate sobre cotas tomou conta de várias publicações e, como não poderia deixar de ser, cidadãos e cidadãs comuns vêm se manifestando através de cartas ou e-mails contra ou a favor das mesmas. Quase sempre as enxurradas de manifestações dos leitores são provocadas por publicações ou entrevistas de pessoas famosas, acadêmicos e, até mesmo, alguns militantes do Movimento Negro. O debate sobre políticas de ação afirmativa começou errado nestas nossas bandas. As ações afirmativas fazem parte de um conjunto de iniciativas que buscam inserir determinado grupo social em espaços e setores da sociedade aos quais, por vários motivos, nunca puderam ter acesso. Entre as iniciativas possíveis, a política de cotas é uma delas. Infelizmente a herança bacharelística brasileira fez com que as primeiras iniciativas no gênero fossem logo relacionadas à políticas de cotas nas universidades. Contudo, setores da iniciativa privada e governos já vêm estabelecendo cotas para contratação de pessoal e prestadores de serviços. Há setores que vêem esta iniciativa como positiva no sentido de que a formação universitária é a porta de entrada para os melhores postos do mercado de trabalho, portanto... Outros ponderam que o fundamental é que haja investimentos maciços nos cursos anteriores à universidade de modo que o mérito se sobreponha e todos possam disputar em igualdade de condições suas vagas nas universidades. Ora, quando percebemos que apenas 3% dos universitários do país são negros, torna-se difícil ser convencido que as cotas não são uma boa política de inclusão. Não querendo entrar no mérito desta questão o que mais chama a atenção no argumento daqueles que se opõem às políticas de cotas é o nível de "preocupação" que demonstram com os jovens futuros universitários negros que se formariam graças a esta política. Chama a atenção também a "preocupação" em saber, de fato, quem é negro a fim de evitar que alguns se aproveitem, declarem-se negros e tirem a vaga de quem é, de fato, negro. Ou então - e este é o melhor de todos -, apontam que o fundamental não é dar cotas aos negros mas, sim, aos pobres, pois estes é que estão totalmente excluídos. Ou seja, a volta do argumento de que o problema é social, e não racial. São preocupações, de fato, comoventes, mas que beiram as raias da cretinice. O Brasil se constituiu como país graças ao suor de negros e negras que, trazidos em navios negreiros, trabalharam e morreram durante gerações nos engenhos de açúcar, nos centros urbanos e nas grandes fazendas. Quando a escravidão chegou aos seus estertores, estes negros foram "libertos" e deixados ao deus-dará, sobrando-lhes a opção de viver em cortiços, trabalhar por conta própria, morar nas ruas, etc.. Nunca, em momento algum de nossa história, o Estado brasileiro voltou-se para a população negra buscando resgatar esta dívida. Pelo contrário, quando o Estado agiu pensando na população negra foi no sentido de reduzí-la até que desaparecesse, como demonstram documentos da Era Vargas. Para o presidente Getúlio Vargas era fundamental que europeus viessem para o Brasil de forma a embranquecê-lo. A estes eram dados lotes de terra e financiamento para o início do plantio: viraram novelas, minisséries e povoam o imaginário como os verdadeiros construtores do país. Os negros, mais uma vez, ficaram ao "Deus-dará”. Portanto, quando se fala em políticas de ação afirmativa, ou como é mais recorrente no atual momento, políticas de cotas, fala-se, antes de tudo, no pagamento desta dívida histórica. As preocupações cretinas que são colocadas por boas almas caridosas brancas não têm relevância. As cotas, iniciem-se por onde for, são fundamentais e não devem ser vistas como uma benesse mas, sim, como uma conquista. Países como Estados Unidos, China, União Soviética, Índia, entre outros, aplicaram ou ainda aplicam políticas de cotas por entenderem que esta é a melhor forma de inclusão de setores vulneráveis da população. O argumento de que o investimento em outros setores da educação evitaria a adoção de cotas nas universidades é extremamente cínico, para não dizer burro. A grande verdade é que há 30, 40 anos atrás, quando o ensino público gratuito era de primeiríssima qualidade, poucos eram os negros que tinham acesso a ele. E mesmo hoje, as melhores escolas públicas tais como Cefet, Pedro II, entre outras, contam com uma freqüência de brancos absoluta. Portanto, é o contrário; temos, sim, que pleitear cotas também nos colégios de aplicação, Pedro II, Cefet etc.. Determinar quem é branco e quem não é talvez seja a principal vocação do aparelho policial. Este quase nunca erra. A mídia também tem sua vocação para isso. Quando o bandido é negro, a mídia o apresenta como marginal, criminoso etc. Quando branco: "jovem de classe média"... Ironias à parte, esta é uma discussão secundária. "Passou de branco, preto é", como se diz no interior. O fato de as pessoas começarem a buscar suas origens e, mesmo fenotipcamente estarem distantes do padrão negróide mas assumí-lo, será um ganho positivo. Se isto for feito por oportunismo, será uma pena, mas não poderá ser impedido. Se for feito no sentido de resgatar sua herança ancestral, será uma grande vitória e teremos dado passos largos rumo à recuperação da auto-estima daqueles que se declaram brancos, mulatos, cafusos, sararás, cor-de-burro-quando-foge, marrom-bombom, moreninho escuro, etc.. Por fim, o combate à pobreza seria a melhor forma de acabar com a exclusão dos negros. Aqui vivemos o paradoxo Tostines: a maioria da população é pobre por ser negra ou é por ser negra que a maioria da população é pobre? Não vale a pena aqui ficar apontando os já famosos indicadores que demonstram o quanto existe de desigualdade entre negros e brancos no país. Mas, sem sombra de dúvida, entendemos que os pobres no Brasil o são, principalmente porque são negros. Existem brancos pobres? Claro que sim, existem e devem também ter oportunidades de acesso aos melhores postos da sociedade. Mas a grande maioria, 70% segundo alguns estudiosos, dos pobres do país são negros. São estes que vivem nas favelas, são estes que estão sem terra no campo, são estes que estão fora das escolas, e por aí vai. Portanto, é fundamental sim, que o combate à pobreza seja uma grande bandeira, porém mais importante ainda, é que os negros sejam percebidos como a prioridade das prioridades no combate à miséria. Já há alguns anos vários setores da administração pública federal vêm destinando cotas para mulheres e deficientes físicos. Hoje, os cadernos de classificados de empregos oferecem vagas especificando as quantidades de mulheres e deficientes a ocupá-las. Quando a discussão sobre políticas de cotas inicia-se logo pela universidade, a grita é, antes de tudo, porque alguém sabe que vai perder. E perder logo no espaço que perpetua o poder das elites brasileiras é algo que mexe até com o mais esquerdista intelectual branco de classe média. Por isso é bom que ocorra o debate, por isso é bom que se discutam as cotas. Mais importante ainda, que se discutam a cor das cotas. Porque é aí que o medo atávico ancestral se manifesta: já pensou essa massa negra organizada tomando todas as esferas de poder do país?
>>Adicione um comentário A verdade é que os grandes prejudicados com a lei das cotas serão os não negros ou pardos, pertencentes às classes média baixa e baixa, que, como a maioria dos negros e pardos, não tiveram a oportunidade de estudar em boas escolas. O contingente de alunos que não têm direito à cota e não pertencem às classes mais favorecidas economicamente não é tão pequeno como muitos querem fazer crer. No Brasil, menos de 10% da população branca e outras não contempladas pelo sistema de cotas, pertencem às classes alta e média alta, se incluirmos a classe média-média, não passaria de 30%. Ora, se a população não parda ou negra é de aproximadamente 50%, concluímos que cerca de 40% dos jovens brasileiros serão muito prejudicados com esse sistema. Na verdade, o que se está fazendo é combater o racismo com racismo e a injustiça com injustiça, gerando,com isso, muito mais animosidade racial e contribuindo para um enfraquecimento e divisão entre os que lutam por uma verdadeira mudança neste país. Não vai ser com medidas paliativas e assistencialistas que os negros vão conquistar uma melhora em suas condições econômico-sociais. Somente mudanças radicais que tirem toda a população brasileira da miséria e da ignorância podem tirar o negro da situação de inferioridade. Não é possível acreditar que um jovem que conclui um ensino médio semi-analfabeto, vai conseguir ingressar numa boa faculdade pública e sair daí um excelente profissional. É pura ilusão! O mais provável é que a maioria desses jovens não tenham condições de acompanhar o curso e desistam. Enquanto discutimos cotas, esquecemos de combater a criminosa distribuição de renda, o desemprego que afeta a população pobre, os salários de miséria, a educação pública precária, o perverso sistema de saúde, a falta de moradias e tantas outras mazelas sociais, resultado de uma política econômica que só favorece as multinacionais, os bancos e o sistema financeiro internacional.  | Negros e brancos têm que lutar juntos para derrotar o capitalismo no Brasil. O capitalismo gera cada vez mais desigualdade e exclusão social. A única maneira de acabarmos com a verdadeira escravidão dos pobres neste país e com as injustiças é a revolução socialista. Para que isto aconteça brancos e negros tem que se unir para derrubar esse sistema desumano e injusto.  | EM SOROCABA O MOVIMENTO NEGRO E HIP HOP É A FAVOR E TEM PROJETOS No último dia 28 de fevereiro na câmara municipal de Sorocaba jovens do movimento negro em conjunto com o movimento Hip Hop, levaram até o vereador Raul Marcelo a proposta de um projeto de lei que cria um programa de ações afirmativas para negros-descendentes no município de Sorocaba. O projeto visa reservar 20% de vagas em todos os concurso públicos do município para os negros-descendentes. Para os integrantes do movimento negro é importante a iniciativa de tal projeto no sentido de propiciar o debate na Câmara e também em toda a cidade em relação a discriminação racial e o preconceito, lembraram os integrantes da reunião, que a desigualdade salarial entre negros e brancos mesmo ocupando as mesmas funções chegam a ser de até 50%, sendo ainda mais profunda esta desigualdade entre um homem branco e uma mulher negra esta última chegando a receber apenas 34% do valor pago a um trabalhador não-negro (Dieese, 1998). Segundo o vereador Raul Marcelo “a política de ação afirmativa é importante no combate ao preconceito racial porque flexibiliza o acesso dos negros-descendentes nos cargos públicos e em outras esferas da vida social brasileira, é fundamental, haja visto que apesar de 47% da população brasileira ser composta de negros-descendentes (Censo,1991), estes não tem espaço nos meios de comunicação, em cargos de chefia seja nas grandes empresas privadas, seja nos cargos públicos, portanto esta mais que comprovado que vivemos em uma sociedade racista e que a democracia racial não passa de um mito sendo necessário medidas para combater o preconceito racial”. As propostas encaminhadas na reunião foram todas no sentido de propor novos projetos versando sobre o tema discriminação e também organizar Audiências Públicas na Câmara Municipal com intelectuais e representantes do movimento negro em nível nacional para iniciar um processo de conscientização e combate ao preconceito em Sorocaba. Posse Rima e Revolução Posse V.P.P  | Os Partidos Chamados de esquerda agora não querem discutir cotas, mas nunca quizeram discutir o problema tambêm dentro dos partidos, porém adoram discutir cotas de mulheres na politica e até conseguiram indenização por perseguições politicas na ditadura militar. E o que o povo negro sofreu? Qual a perspectiva de um pais Socialista? Sou Socialista , mas acho que temos que pagar a divida social com o povo negro.  | A intenção é nobre, porém causa controvérsia. A única certeza que temos é que escola pública (universidade) é para todos. Contudo o que estamos cansados de saber é que só quem pode investir em preparação que ingressa. Foi dado um primeiro passo, na UERJ. Se sentindo ameaçados, agora os que podem pagar(que abarrotam as federais e estaduais) reclamam pela igualdade sendo que o próprio vestibular é desigual. Comparação com a luta negra nos EUA é impossível de evitar. Mas na verdade vivemos outras situação. Nossa sociedade não é multi-racial, e sim missigenada, sendo que problema real é a renda...  | Pode ser meio tarde para dar minha opinião sobre as cotas em Universidades mas o que sei é que os 'brancos' da classe média que conheço (e eu não sou um deles)repugnam esse pessoal que vai entrar 'de mão beijada' nas UERJs da vida. Na real eu acho que os pobres deveriam sim lutar pello espaço que é ocupado pelos burgueses da zona sul do RJ, pois esses é que têem oportunidade de ter um otimo ensino medio. A coisa vem de berço pessoal. A educação deve ser incentivada desde o inicio da infancia...  | Quem começou este absurdo que nos leva as brigar entre nós mesmos? Se a minha memória não falha foi a repugnante Sra. Da. Marta Suplici. Foi dela que surgiu a "idéia de jerico" de reservar cotas para mulheres na política. Naquela época, uma advogada aposentada como procuradora do Distrito Federal, formada nos idos dos anos 50, disse-me que daquele momento em diante não mais era livre para votar em mulheres, ela mesmo sendo uma! Como eu não entendia o motivo ela me explicou: se as mulheres querem cotas é porque se sabem inferiores, afinal, não se protege que é igual. Crianças têm estatuto especial na lei por serem menores física e intelectualmente. Se as próprias mulheres acham isso, como se pode votar em alguém que se declara inferior ao usar uma cota dessas? Tive que concordar com ela e na eleição seguinte meu voto para vereador acabou mudando de rumo pois o melhor candidato era uma mulher. Os pretos (e se chamar preto de "preto" for racismo, mande prender todo Portugal, todos os dicionaristas e a torcida do Flamengo que confunde os conceitos - não é o time "rubro-negro"?), repetindo, os pretos agora se acham, igualmente, inferiores, coitadinhos e carentes de ajuda. Ora, pessoal, desde quando, no Brasil, um Milton Nascimento ou um advogado, por mais escuro que seja, porém bem sucedido, é rejeitado quando aparece na casa de alguém? E aquele menino louro, "lindo", de olhos azuis, porém sujo e pobre? Este pode esperar um prato na porta dos fundos, como a gente também dá comida aos cachorros. Nosso problema é social,sim. Os pretos foram escravos, e dizer que a Princeza Izabel não fez diferença é sofrer de idiotia... ou não ter idéia do que é ser escravo. Experimenta, Sr. Marcio Gualberto, apanhar por nada, ter seus filhos separados e vendidos, ter sua mulher posta para cruzar com outro indivíduo só porque ele tem características "melhores" que a sua, ser marcado a ferro quente... Posso extender a lista por quilômetros e não a acabarei. E tem gente que diz que a libertação dos negros não fez diferença! Fico pasmo! Lembremo-nos, além do mais, que a Família Imperial não tinha escravos. Portanto, dizer que a Lei Áurea fez pouca diferença, se não for idiotia, é, no mínimo má fé. É querer se dar bem por cima de todos, vendo seus próprios interesses, considerando os de mais ninguém. Estão a dizer que temos apenas 3% de pretos nas faculdades (bom, pelos menos nesta estatística mulato não está sendo considerado preto, o que é um bom sinal). Mas, se isso se dá é porque eles não mostraram ainda suas capacidades. Se os negros não são inferiores, porque não podem lutar por escola decente desde o maternal? Porque querem entrar já no final da linha. Então o importante é "ser doutor"? Conhecimento é apenas secundário (ou terceário)? Porque os pretos não passam num vestibular se o computador NÃO é informado a que raça pertençe o indivíduo? Não será por falta de base? De estudo primário e médio? Porque não exigem aquilo que lhes daria condições de igualdade, ao invés de quererem revanche em cima de muitas gerações posteriores, e de uma maneira burra? E o pior: sem levar em conta que, se no início do processo o branco preterido sai prejudicado, no final, é o preto a "dançar" de verdade. Afinal, será que a filhinha do Sr. Marcio, se ela tivesse 2 aninhos, iria ser tratada por um médico de cota? Como, sem saber regra de três (como alguns secundaristas que conheço), o cara pode ingressar na Universidade? Hoje, no Brasil, somos um povo com apenas 5% aproximadamente de pretos. O resto é branco, amarelo (raça na qual incluo os silvícolas) ou mestiço. Ora, Vejamos como se pode manipular as estatística: Estão a dizer que somos um país de afrodescendentes, afinal, o mulato é preto! Ora e isso não é racismo? Se ele é preto, porque não é também branco? Se temos 45 ou 50% de afrodescendentes, temos quase 90% de eurodescendentes! Somo um país muito mais alvo do que negro. Qual o mulato que não descende de europeu? Como e porque ele é negro? Só porque nos USA é assim? O que vale aqui é a nossa história ou a dos Estados Unidos? Ao final destas linhas quero dizer que, a despeito da óbvia má-fé dos "coitadinhos" que querem se "dar bem" sem esforço, criando secretarias e cargos públicos para serem ocupados pela elite negra e mulata, tem MUITO preto que já percebeu que o que vale é estudar e trabalhar honestamente. Já não somos pretos nem brancos. Há muito pai de santo branco por aí; idem no que diz respeito aos mestres de capoeira. Por outro lado, as igrejas cristãs estão lotadas de mestiços e pretos. Hoje, copiar o que acontece nos USA, mesmo que lá tenha dado certo (o que não é verdade neste caso), é beber o remédio que curou a hérnia do irmão quando nosso mal é vista cançada. Se nosso mal fosse racismo, isso quereria dizer que uma pessoa se deita com quem odeia! (40% de mulatos são filhos de brancos(as) que se deitaram com pretos(as). Que país curioso este, no qual a gente dorme com quem não tolera!) Muito mais poderia dizer sobre este assunto, e direi, se cretinos como esse tal de Marcio continuarem a prejudicar as pessoas descentes deste país. (E o pior é que ele nem pra colocar um endereço de contacto serve!) Ah, sim! Meu nome é Deolindo e minha caixa postal eletrônica está aí. Abraços a todos os que agem de boa fé.  | absurdo, revoltante que se pense que a cria??o de cotas ? uma medida efetiva de solu??o para os problemas educacionais que atingem o sistema de terceiro grau. n?o ? a cor da pele que garante a intelig?ncia e sim o est?mulo dado ao desenvolvimento da capacidade de racioc?nio l?gico. o preconceito assim exposto torna-se po?tico: pagamento da d?vida emocional com os descendentes de africanos. quais s?o as bases legais que definem quem ? parte desse grupo? quais s?o as bases cient?ficas? o estudo gen?tico da popula??o brasileira pode demonstrar, e n?o d? margens ? contesta??o, que a maioria de n?s ? descendente de escravos. ou somos todos frutos da ra?a pura ariana pregada por hitler e t?o fortemente combatida no mundo todo? uma solu??o que se aplica aos estados unidos n?o se pode aplicar tamb?m ao brasil: uma an?lise mais profunda mostra que as causas da quest?o racial e suas demonstra??es s?o diversas daquelas existentes nos eua. a quest?o ? sim o fosso social exitente, que separa o brasil em duas classes agora, praticamente inexistindo a classe m?dia. uma melhor estrutura??o dos sistemas de ensino m?dio e ensino fundamental ? uma solu??o realmente efetiva e n?o somente um paliativo t?o falho quanto este. se o governo vigente ? uma democracia, ou seja, representa??o do povo, e este se demonstrou insatisfeito com a medida, se ela voltar a ser aplicada, qual ser? o papel do governo ent?o? uma volta ? ditadura. e quais s?o as garantias que, desta forma, o preconceito ir? findar-se? muito pelo contr?rio, aqueles que s?o devidamente instru?dos a repudiar tal forma de comportamento continuar?o o sendo e aqueles que s?o preconceituosos, tamb?m o ser?o, talvez de forma at? mais odiosa e est?pida. a forma mais ignorante de "solu??o" ? a segrega??o, fato comprovado pela hist?ria mundial. ?m estudo mais cuidadoso do assunto deixaria isso claro at? para o mais ing?nuo dos cidad?os.  | Como autor do texto acima a maioria dos comentários não me surpreende. O que me impressiona é o nível dos argumentos contrários que, francamente, considero muito baixo para este espaço, expecificamente. Dizer que os negros entrarão de mãos beijadas nas Uerjs da vida é de um primarismo atroz. Pensa-se o quê, que basta ao sujeito passar pela porta da universidade que estará dentro? Faça-me o favor, não se sustenta dois segundos. Afirmar que as cotas são reconhecimento da inferioridade do negro? Pelo amor de Deus, este talvez seja um dos argumentos mais cínicos que existem sobre este tema. Até porque não está em discussão se há inferrioridade ou não. O que se discute é a oportunidade de acesso. Pensem no mérito: quem tem mais mérito, o garoto que tem pai e mãe formados, de classe média, tem computador em casa, estudou em bons colégios, viajou, estudou inglês etc., ou aquele guri que mesmo vivendo em favela, tendo que estudar e trabalhar para ajudar em casa conseguiu passar pelo segundo grau, fazer uma prova e entrar na universidade? Como se mede o mérito? Na largada ou na chegada? Com que parâmetros? Quando afirmo que há um temor atávico referente às cotas para os negros quero dizer que no fundo, no fundo, o que estamos falando é numa mudança substancial no futuro. Hoje os cargos que exigem alta qualificação não encontram muitos negros para ocupa-los. Porque são poucos os qualificados para tal. Quando tivermos negros plenamente capacitados para ocuparem os altos postos poderemos começar a falar em mudar as esferas de poder. E é isso que assusta a tantos e tantas. Portanto avaliem bem seus argumentos, pensem bem na realidade da população negra deste país. Vejam, leiam e compreendam os indicadores de desigualdades que depois voltamos a conversar. Mas é assim mesmo é no debate que as idéias se desenvolvem. Abraços, Marcio A.  | Até que ponto essa política de cotas é destinada aos pobres negros? Concordo que essa politica servirá como inclusão social, o que de fato é necessário no Brasil, um país ainda cheio de preconceitos e sem memória, mas isso beneficiará de uma certa forma os negros elitizados, que terminaram o segundo grau e têm condições de concorrer com qualquer outro branco, porque estatísticamente, os negros pobres de fato não chegam a terminar a quarta série devido à necessidade de trabalhar a fim de sustentar sua familia. Essa politica mudará a cor da universidade, mas não mudará a realidade social. Teremos universidades com o numero de negros igualados ao de brancos mas a periferização social estará intacta. Até que ponto podemos considerar essa medida como direito ou preferencia?  | Creio ser extremamente ridiculo, as cotas em universidades. Se a medida é para garantir que o negro ente, piorou. Afinal, deveriamos melhorar toda a escolaridade, e, educaçao para depois gastarmos tempo pensando em algo tao imbecil. NAo consigo acreditar que mais dia ou menos dia em um país onde eu votei no LULA, o mesmo permita tal IDIOTICE! Como nós, jovens, poderemos aceitar isto? Será que a cor delega o TALENTO DE UM JOVEM? GRANDES NOMES DA HISTORIA FORAM NEGROS QUEM FIZERAM. mARTIN LUTHER KING E OUTROS. e NOSSO MINISTRO GILBERTO GIL? (TALENTO EM PESSOA) naO ACREDITO QUE CHEGAREMOS A ESTE PONTO IRRACIONAL! E EU ACHAVA QUE ÉRAMOS INTELIGENTES. qUE FRACASSO! Tanto os negros quanto os branco tem capacidade para passarem no vestibular e mostrarem as suas capacidades. As cotas devem existir sim mais para aqueles que sempre estudaram em escolas publicas A Criação de cotas para negros é uma injustiça Social, se o governo quer realmete fazer algo pelos negros, pobres entre outros, presisa melhorar a base do País com mais creches, mais escolas e principalmente melhorar a qualidade dos professores, pois o que acaba com o Pais é a forma de ensino e a falta de conhecimento verdadeiro que não é transmitido aos jovens. O governo é um veiculo de manipulação da população, que ainda acha que politica e religião não se discutem!!!!!!! Para haver uma igualdade racial e SOCIAL é necessario mudar o sistema e não criar sistemas RACISTAS. Priscila Monteiro Universidade de Sorocaba Aluna de História (licenciatura)  | eu acho q da minha parte nao ha problema de fazer cotas no Brasil,porem quem eh negro serah nao apenas desvalorizado na faculdade el tambem ira sofrer mto para acompanhar o ritmo da faculdade nao so pela mudança mas por questoes de conteudo que por ele nao foi aprendido no enssino medio!a culpa nao sera dele se ele nao acompanhar.....pois quem estuda em escola publica(onde a maioria dos negros estudam)nao tem 1/2 de materia que se tem em uma escola particular.....o q se deve fazer entao para esses negros entrarem nas faculdades sem injustiça seria dar as mesmas possibilidades de enssino que um aluno que estuda no particular...ou seja uma base escolar mais solida para propiciar a igualdade na hora de entrar em uma faculdade!  | reparação social é mais do que justo, nisso eu acho que ninguém discorda, mais saibam que essa política de cotas não passa de uma medida paliativa e recheada de demagogia. Primeiro, o que é mais bonito de se falar: "Vamos cirar cotas para estudantes de escolas públicas, pois essas escolas públicas não dão a chance dos alunos competirem em igualdade com os estudantes das particulares no vestibular" ou "Vamos criar cotas para NEGROS de escolas públicas, pois....". Dá pra entender??? Isso é pura puxação de saco eleitoreira, e o que vai ter de político deitando e rolando em cima disso... Segundo, até hoje ninguém deu rgumento convincente para o fato das cotas serem só para os negros de escolas públicas e não para os estudantes de escolas públicas. Afinal, existem brancos nas escolas públicas. É ÓBVIO que eles são a mais absoluta minoria, mas eles estão nas mesma situação que os outros negros de escolas públicas, são pobres e enfrentam as mesmas dificuldades de aprendizado. Quer dizer: faz justiça pra uns e injustiça pra outros??? Isso explica o fato dessa política ser eleitoreira. Terceiro: é muito mais fácil implementar política de cotas do que tentar melhorar o ensino público. Sabe-se muito bem que a tendencia do ensino público é continuar na mesma ou até piorar. Todo mundo vai estar feliz com as cotas e vai se esquecer de olhar a raiz do problema. O que está acontecendo é a mercantilização do ensino. Vejam o sucateamento das universidades federais e estaduais. Vai acontecer o mesmo o que ocorreu com ensino público, que antes era de qualidade e agora está nessa situação. Por isso essa política é tapar o sol com a peneira, vamos passar uma eternidade com cotas, porque não há o menor interesse na melhoria do ensino público!  | O sistema de cotas adotado pelo governo federal esta sendo incarado com uma certa polêmica por parte da sociedade civil organizada que prima em acabar com a "desigualdade social no país", esse é o problema, porque a sociedae se acha descriminada em relação a essa separação de valores pessoais, principalmente os negros que se perguntam: somos diferentes dos demais universitarios?porque a maoir fatia do bolo é para os negros? Perguntas sem respostas por parte das autoridades, que criaram uma espécie de descriminação entre povos e que vão contra os principios constitucionais do Art 3º paragrafo IIV da CF que constitutiem objetivos fundamentais e que promove o bem de todos sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e qualquer outra forma de descriminação. Mas será que isto é mesmo inconstitucional? Sera que é ruim esse jogo entre estudantes? Alguns são a favor pelo fato de abrir novas oportunidades de vagas e o individuo concorre com um determinado grupo fechado, havendo assim mais facilidade de aprovação e dando oportunidade para o negro por exemplo que estatisticamente, é minoria no ensino superior, por essa oticao o sistema é favoravel a determinados grupos. Outra vez perguntamos é inconstitucional? Não sabemos ao certo, nem temos certeza qual é nossa cor predominante, e ainda tem os que passam por negros pra tira a vaga de quem é realmente negro, comos podemos afirmar oque é certo ou não? Mas penso eu que o sistema de cotas vindo do proprio governo federal é correto do ponto de vista juridico e que o mesmo tem seu pontos bons e ruins como todo plano de governo. E se somos todos iguais perante a “lei” sem distinção de qualquer natureza, o sistema então e igual para todos, e o MEC agiu dentro dos preceitos legais vigente tentando a melhoria do povo.O governo só peca na falta de organização e explicação a serem passados em relação ao sistema de cotas ao povo brasileiro, e que sendo desta forma deixa sempre a grande duvida no ar oque realmente é esse tal de sistema de cotas. ederpalmerim@yahoo.com.br
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