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| | Sistema de Casta no Brasil.
Mostra como o Brasil tem um sistema de casta que faz com que muitos fiquem sem oportunidades.
“O homem só se torna um ser melhor quando mostrado a ele como é feito” A. P. Tehekhov. (escritor russo, 1860-1904). “O homem é o lobo do homem” Plauto. (comediógrafo latino, c. 250-184 a.C.) A Índia deu ao mundo, uma serie de coisas entre ela: a filosofia, arquitetura e as histórias que tem ocupado a cabeça de gerações de pessoas em todo o mundo. Entretanto, também, tem dado um sistema de castas que tem desafiado a imaginação de muitas pessoas, e além disto, escandalizou o Império Britânico que sempre se viu como o exemplo do mundo. Para muitos o sistema de castas impediu o avanço da Índia por muitos séculos, mesmo hoje, com a Constituição indiana que não permite tal coisa, ainda vemos que o sistema é atuante e tem feito com que muitas pessoas sejam vistas de forma diferente por ter nascido em outra família, ou então, em outra casta. Este sistema se divide da seguinte forma: · Brâmanes – sacerdotes considerados puros, privilegiados, “saídos dos lábios de Brama”. · Xátrias ou guerreiros – “saídos dos braços de Brama”, “que protegiam todos contra a maldade”. · Vaicias – lavradores, comerciantes e artesãos, “saídos das pernas de Brama”. · Sudras – servos e escravos, “saídos dos pés de Brama”. Os chamados “impuros” ou “parias” não pertencem a nenhuma casta. Eram nascidos de uma união de pessoas de castas diferentes ou de expulsos de suas castas por terem violado as leis religiosas. Não podiam viver nas cidades, ler os livros sagrados e banhar-se nas águas do Ganges. Como foi falado antes o império Britânico se sentiu horrorizado, achando que em todo o país civilizado tal coisa não deveria acontecer. Em países civilizados sim, mas se fossemos falar sobre o que tem acontecido com os estrangeiros que vão para os países da Europa, com o intuito de conseguirem um emprego melhor, iríamos ver que este pensamento já caiu por terra há muito tempo. No Brasil, infelizmente temos algo parecido que tem feito com este país, também civilizado, esteja entre aqueles que tem um sistema de castas tal ou mais preocupante que o que encontramos na Índia. Mas, de fato é assim? O Brasil em toda a sua história tem tido mais exemplos de como tem lançados os vários segmentos da sociedade em um canto do circulo, do que em faze com que os demais setores da sociedade venham a fazer parte do banquete, ou como disse o ex-ministro da Fazenda Delfim Neto, tem que primeiro fazer o bolo crescer para depois dividi-lo, só que até hoje este bolo não foi dividido. Os índios, por exemplo, tem sido alvo de toda sorte de humilhações em todo este imenso país o qual já foi deles um dia, no livro de César Coll e Ana Teberesky, Aprendendo História e Geografia, vemos como os índios eram feitos como escravos para a retirada do pau-brasil e de outros tipos de riquezas do nosso solo, foram os primeiros a serem usados como mãos e pés dos portugueses para a retirada das coisas do nosso chão. Em um momento eles falam: “Foi o que ocorreu, por exemplo, com os índios caetés da Bahia, condenados à escravidão em 1558 por terem matado e comido o bispo português dom Pedro Fernandes Sardinha. Com a autorização do terceiro governador, Mem de Sá, os colonos passaram a aprisionar muitos índios, dizendo serem todos caetés, Dos 12 mil índios que viviam em quatro aldeias, apenas mil conseguiram sobreviver”. Eles continuam dizendo que: “Outra forma de capturar índios era por meio das expedições militarizadas chamadas de bandeiras. Essas bandeiras saíam da região do atual Estado de São Paulo em busca de índios para escravizá-los e vendê-los aos portugueses e espanhóis. Calcula-se que os bandeirantes paulistas capturaram e fizeram escravos, também chamados de cativos, cerca de 300 mil índios.” Mostrando como foi sistemático o que foi feito e o que tem sido feito com o índio no Brasil, o qual hoje não tem seus direitos constitucionais garantidos, muitas das suas terras tem sido invadida por grileiros e outros tipos de indivíduos para saquearem suas riquezas com a desculpa que índios não precisam de terras, ou então, que eles tem até demais para as suas necessidades. Outro que tem sido alvo de todo tipo de humilhação e tentativa de destruição é o negro que foi trazido para este país contra sua vontade e lançados em navios fétidos e malcheirosos para atravessarem um oceano e auxiliarem na construção de um novo país, sendo armazenados como peças de material sem vida que para os senhores de engenhos, e seus colaboradores, não tinham alma, e por não tê-la não necessitavam de cuidados, sejam de feito religiosos e humano. Foram, os negros escravos, os responsáveis pela difusão do português e alem disto foram às pessoas que transformaram o solo em algo altamente proveitoso, tendo como paga os grilhões da senzala, e hoje, a prisão da favela. Favela que tem sido reduto de todo tipo de tentativa para desestabilizar os negros, ou Afros-descendentes, estas mesmas pessoas que tem trazido para cultura brasileira um cabedal de informações e forma de ver o mundo que nos cerca, não com o puritanismo dos europeus, mas, sim, com a força e o vigor sedutor da mãe África. Contudo, isto não é o suficiente para fazer com que o negro seja aceito dentro de uma sociedade que tem no padrão europeu a beleza e a forma de encarar o mundo, ao invés de fazer uma mistura de cores e corpos para daí formar uma nova nação, um novo mundo como sempre quis o professor Darcy Ribeiro, e tantos outros que sempre defenderam a beleza negra. Mas, os números falam o contrario, na Revista Reportagem ano IV nº 45 de junho de 2003, na página 15 em uma matéria sobre os acontecidos com uma aluna da classe média, estudante de uma universidade particular que foi atingida por uma bala perdida, que no inicio foi dado como vinda da favela que fica ao lado da faculdade, mas, que depois foi visto que a bala poderia ter partido de dentro da própria instituição. Mostrando como a policia tem como sempre o suspeito da favela como principal responsável por todas as balas que correm pelo país. No decorrer da reportagem mostra que o perfil dos mortos no Brasil são jovens, favelados ou morador de periferias, de sexo masculino, negro, com idades entre 15 e 24 anos. Os números são de um país que se encontra em guerra! No entanto, não é só, no Estado de São Paulo de 15 de julho de 2003, mostra como os negros deixam a escola antes dos brancos, e nos anos de 1995 a 2001, ouve uma queda mais acentuada no desempenho mostrando como uma pesquisa da PUC – RJ tem realidade quando diz que os negros têm aprendido menos que os brancos da mesma escola e do mesmo nível social. O Sistema de Avaliação da Educação Básica(Saeb) em dados de 2001 mostra que 3,7 milhões de alunos matriculados na 4ª série em escolas públicas e privadas, 12% se declaram negros e 44%, brancos. A percentual de negros diminui para 8% na 8ª série e para 6% no 3º ano do ensino médio. O número de brancos já é outro 46%, 8ª série, e 54%, 3º ano do ensino médio, mostrando como é cada vez mais difícil um direito dado pela Constituinte que é o direito a educação. Tudo isto tem demonstrado como o Brasil tem uma sociedade que tem se acostumado com as castas que formam este lugar, ao invés de fazerem com que estas divisões fossem banidas totalmente, uma das tentativas para erradicar este sistema é as ações afirmativas que tentam fazer com que os negros, índios e demais pessoas desprivilegiadas tenham acesso a Universidade publica e de qualidade, mas, ainda é um simples passo para o caminho de uma interação total destas pessoas para dentro destas áreas de ensino, e daí para a captação de recursos para sair desta ciranda de prisão e morte, em que foram colocados. Mas, como diz um adágio chinês à caminhada de mil quilômetros começa com o primeiro passo! As castas, formas de divisão entre pessoas que não conseguem ascender profissionalmente e academicamente, no Brasil, existem e tem sido um impedimento para o avanço tecnológico e educacional deste país, as pessoas que alimentam este sistema, tem matado mais pessoas que muitas guerras em boa parte do mundo, como em toda a guerra se demora muito tempo para se abrir os documentos secretos, porém, quando são abertos mostram a verdade que foi mascarada por tanto tempo, temos os arquivos, basta agora deixarmos o medo de lado e começarmos a fazer o que deveríamos ter feito há muito tempo, não a queima dos arquivos como fez Rui Barbosa, mas, a abertura e demonstração para toda a sociedade. Para que finalmente ela veja a sua própria cara.
nem tudo na mídia comercial deve ir para o cesto de lixo Caro Darlon, muito bem tecida suas palavras sobre o sistema de castas. a revista nationalgeografic brasil publicou em uma recente ediçoes a bela reportagem "os intocáveis" recheadas de fotos incríveis dos sudras, vaicias e os xátrias, as castas oprimidas da índia. a revista é cara, quase 10reais. mas é bonita e contem otimas foto-reportagens sobre a vida no planeta Agua. e até dá exemplos de liberdade dando a 3 opcao para o leitor escolher a capa da proxima edicao. a página é http://nationalgeographic.abril.uol.com.br/ porém só tem acesso as mais informaçoes quem possuir o passaporte abril, e esse eu nao tenho. mas tenho a revista no meu quarto, quem quiser emprestado nao hesita em me comunicar. um tapinha nas suas costas Caracterísitcas locais Prezado companheiro Darlon,
Entendo seu ponto de vista, mas creio que não se pode aplicar à nossa realidade termos como "castas" ou "apartheid", que são característiscos de outras realidades sociais, senão como metáforas. A mobilidade social no Brasil sempre dependeu da riqueza do indivíduo, havendo mesmo um ditado do tempo da colônia: "Negro rico, mulato é; mulato rico, branco é". Na Índia um intocável que prospere no sistema social (o que é tão raro quanto um negro rico no Brasil) continua intocável. Mesmo nos EUA, que se gabam de seu sistema "democrático", qualquer um que não seja branquíssimo não é totalmente aceito em certas situações sociais. Ser ministro, um afro-americano ou nativo ou latino até pode; mas se casar com 'branco', o casal é malvisto por ambas as comunidades. Aqui há um preconceito terrível contra o pobre, e parte-se do princípio que quem não tem cara de "bacana" (visível ascendência européia, bem vestido, com sinais ostensivos de riqueza e pose de doutor ou de madame) é pobre e pode ser maltratado à vontade. A própria polícia faz a distinção quando chama uns de "elementos" e outros de "cidadãos". Por isso, acredito que, entre nós, a ação afirmativa deve se caracterizar, antes de mais nada, pelo apoio financeiro direto às famílias carentes. Dar vaga em universidade é bonito, mas quanto doutor não está desempregado por aí? Funcionou nos EUA, mas eles são a metrópole do Império, nós não. Meus anos de trabalho com educação me levaram à conclusão que aqui o negócio é redistribuir renda direta e pesadamente. E como a maioria dos pobres é de negros, mulatos, indígenas e mestiços, serão eles os beneficiados. Se isto é possível debaixo deste capitalismo brutal, aí é outra história...
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