Até pouco tempo transexualismo ocupava no (CID. ? Código Internacional de Doenças) o número: 302.5/2 ? "Desvios e transtornos sexuais", mas atualmente, ocupa o número: CID-10 - F.64.0, "Distúrbio de Identidade de Gênero ? Transtornos da Identidade Sexual", pelas classificações internacionais, temos também o DSM.IV (Diagnóstico e estatística da Associação Norte-Americana de Psiquiatria, que ocupa o número F.64.X "Transtorno da Identidade de Gênero", daí o fato de preferir transexualidade (pois a insistência de uma pessoa com Transtorno da Identidade de Gênero quanto a ser do sexo oposto não é considerada um delírio, porque significa, invariavelmente, que a pessoa se sente como um membro do outro sexo). Porém pode-se dizer também transexualismo!!! Existem outras classificações quanto à transexualidade:
1.Disforia de gênero;
2.Disforia generiforme;
3.Hermafroditismo psíquico ou ?neurodiscordância de gênero?, (Síndrome de Money): sendo este, atualmente considerado o mais adequado, após pesquisas feitas com os cérebros de transexuais masculinos não demonstráveis ?in vivo?, (isto é, já falecidos), ressalta-se o encontro de fatores anatômicos neurais, principalmente no núcleo de células do hipotálamo.
Isto é, entre outras coisas, resumidamente constatou-se a semelhança do cérebro de um transexual masculino, com o cérebro de uma mulher. Entre outras pesquisas mais modernas, tem podido estudar transexuais vivos, através do qual tiram-se fotos do cérebro (através de tomografia/ressonância), onde os pesquisadores tem observado através das mesmas perguntas feitas para as mulheres e para os transexuais masculinos, que na hora em que ambos tinham que pensar para dar uma resposta, coincidia a parte onde o cérebro "estava trabalhando". (Visualizado através de fotos, que em ambos aparecia, na mesma região um determinado ponto ou mancha, que ficava escuro), o mesmo tem ocorrido entre os homens e transexuais femininos.
Graças aos estudos recentes, principalmente aqui no Brasil, o(a)s transexuais, tem conseguido parecer favorável, tanto do ponto de vista médico, que fez com que editasse a Resolução 1.482/97, fundamentando e orientando o tratamento do transexualismo, (juntamente com readequação cirúrgica), de acordo com normas internacionais, bem como retificação no Registro Civil para alteração de nome e de sexo; sendo que este, ainda é um projeto (entre muitos engavetado), que precisa Urgentemente ser regulamentado.
Claro, que para conseguir tudo isso, o(a) transexual tem que percorrer uma longa jornada, de muita batalha, pois apesar de tudo, ainda existem muitas dúvidas, sobre o assunto, tanto para os profissionais da medicina como para os da área de Direito.
Tentei aqui elucidar um pouco mais sobre este assunto tão complexo, não querendo em hipótese alguma finalizar as discussões, mas quem sabe... porque não, colocar como um ponto de partida!
Peço desculpas, no entanto, por ter colocado algumas explicações técnicas, porém, não vi como colocar de outra forma, sendo que existe pouquíssima bibliografia sobre o assunto.