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Edward Said 1935-2003
Por OBITUÁRIO 30/09/2003 às 00:00

Faleceu na última quinta-feira aos 67 anos, de câncer, Edward Said, um dos mais importantes pensadores da atualidade. De uma família cristã de Jerusalém, foi vítima da limpeza étnica ocorrida quando da criação do Estado de Israel em 1948. Seu pai era um apaixonado pelo Ocidente que fez fortuna nos Estados Unidos, e o enviou para estudar nas melhores escolas dos EUA, onde recebeu sólida formação humanística e em música clássica e tornou-se professor de literatura inglesa na Universidade de Colúmbia.

Durante toda sua vida sentiu o drama de ser um refugiado apátrida pertencente a um povo perseguido e marginalizado, rejeitado tanto pelo Ocidente como pelo Oriente. Foi ameaçado de morte por entidades sionistas devido a sua veemente denúncia da natureza racista e colonialista do sionismo, mas também foi atacado por criticar a corrupção e a subserviência aos EUA dos governantes árabes. Era um dos mais destacados defensores da solução de um só país para judeus e árabes na Terra Santa, convivendo como iguais num estado multiconfessional e onde imperassem a democracia e os direitos humanos. Essa proposta foi rejeitada pelas lideranças sionistas, que não abrem mão da natureza essencialmente judaica do Estado de Israel. Morreu num dos momentos mais difíceis e violentos da história do Oriente Médio, o que certamente repercutiu em seu estado de saúde. No último encontro com seu amigo Robert Fisk disse: ?não vou morrer, porque tem tanta gente que quer me ver morto?.

Leia alguns artigos de Edward Said: Crise mostra importância da questão palestina | Paixão coletiva e cegueira histórica | O sionismo nos EUA

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Comentários


MAIS SOBRE SAID
Folha 06/10/2003 17:58

Edward Said, o mais renomado intelectual palestino, demonstrou não passar de uma grande fraude. A experiência, aparentemente, não lhe ensinou nada. Durante décadas Said passou por ser um exilado - um Árabe nascido e criado em Jerusalém, expulso por Israel na guerra Árabe-Israelense de 1948. Esta foi a história que ele sempre contou, permeando sua narrativa com detalhes cheios de emoção.

“Sinto-me cada vez mais deprimido” relembrava em Março de 1998 “quando eu lembro minha linda velha casa, cercada de pinheiros e laranjais em al-Talbiyeh, nas redondezas de Jerusalém”. Num documentário da BBC ele relembrou seus anos no Colégio St George, uma escola preparatória inglesa em Jerusalém. Ele e um rapaz de nome David Ezra costumavam sentar no fundo da sala de aula. Ele disse, em outra entrevista em 1997, que ele poderia identificar as peças de sua antiga casa familiar “onde, ainda garoto, ele lia Sherlock Holmes e Tarzan e onde ele e sua e sua mãe liam Shakespeare”. Tudo isto foi perdido quando sua família fugiu de Talbiyeh, em dezembro de 1947, expulsos “por carros de som israelenses [que] avisavam que os Árabes deveriam abandonar a vizinhança”.

Mas como Justus Reid Weiner mostrou em Commentary, um influente jornal, a trágica história de Said era, em grande parte, fabricada. Os Saids tinham morado no Egito, e não na Palestina. Edward Said cresceu e estudou num bairro elegante do Cairo, onde seu pai tinha um próspero negócio. Freqüentemente a família visitava parentes em Jerusalém. Edward nasceu numa destas visitas em 1935. Mas em sua certidão de nascimento a residência dos Saids foi registrada como sendo no Cairo. O espaço reservado para um endereço na Palestina ficou em branco.

Weiner investigou a expulsão dos Árabes de Talbiyeh em 1947 e nada foi encontrado. Ele checou também os registros de estudantes no Colégio St George e não havia nenhuma menção a Edward Said. Ele entrevistou David Ezra, o estudante que teria sentado nas últimas fileiras com Said.... Bem, por causa de suas dificuldade de ler Ezra sempre sentou nas primeiras filas.
Said ocupava uma posição superior no mundo das letras: mantinha uma cadeira de Inglês e Literatura na Universidade de Colúmbia, era um professor muito procurado e foi, por diversas vezes, Presidente da Associação de Línguas Modernas, membro do Conselho de Relações Exteriores, e fellow da American Academy of Arts and Science.

Mas ele sempre foi reconhecido, principalmente, como um campeão da causa palestina. Por muitos anos foi membro do Conselho Nacional Palestino, o “Parlamento no Exílio” da OLP e conselheiro privado de Yasser Arafat. Ele atacava brutalmente Israel e defendia a causa palestina em todos os fóruns imagináveis, desde editoriais de jornal até transmissões para testemunhar perante o Congresso. E suas palavras tinham grande força moral - não era ele uma vítima da usurpação Sionista? Não tinha ele sofrido expulsão e exílio?

Mas ele sempre foi reconhecido, principalmente, como um campeão da causa palestina. Por muitos anos foi membro do Conselho Nacional Palestino, o "Parlamento no Exílio" da OLP e conselheiro privado de Yasser Arafat. Ele atacava brutalmente Israel e defendia a causa palestina em todos os fóruns imagináveis, desde editoriais de jornal até transmissões para testemunhar perante o Congresso. E suas palavras tinham grande força moral - não era ele uma vítima da usurpação Sionista? Não tinha ele sofrido expulsão e exílio?

Quando o mundo percebeu que não, sua autoridade moral foi reduzida a nada. Era como se "soubéssemos que Elie Wiesel tivesse passado a guerra em Genebra e não em Auschwitz", como disse um observador. Poderíamos pensar que este constrangimento teria convencido Said a parar de mentir a seu próprio respeito. Mas suas mentiras continuaram.

Durante uma visita ao Líbano em julho, Said foi visto jogando pedras sobre a fronteira de Israel. Atirar pedras em Israel era um passatempo comum para turistas Árabes no sul do Líbano desde a retirada israelense em maio. O apedrejamento despertou pouco interesse internacional apesar de vários israelenses terem sido feridos, alguns séria e definitivamente. Mas quando a Agência France Press divulgou uma foto do mundialmente famoso intelectual palestino se juntando à violência, conseguiu manchete em todo o mundo. Said foi criticado, até mesmo em lugares onde era geralmente elogiado. O Beirut Daily Star demonstrou consternação de que "alguém que trabalhara tanto para acabar com os estereótipos contra os Árabes, se mostrasse violento...se permitisse levar pela turba a jogar pedras sobre a fronteira internacional". No próprio campus de Said o Columbia Daily Spectator atacou sua "ação violenta e hipócrita" como "estranha a esta ou a qualquer outra instituição de ensino".

Sua resposta foi desprezar o incidente como simplesmente "um gesto simbólico de contentamento" - e, mais uma vez, mentir. Suas pedras, disse ele tinham sido "jogadas num espaço vazio". Algumas testemunhas tinham outra versão. O London Telegraph publicou que Said "estava a menos de dez metros de soldados Israelenses numa torre de observação azul e branca de dois andares, onde estavam hasteadas bandeiras Israelenses. Ao saber que havia fotógrafos franceses por ali o Professor mostrou-se surpreso: "Eu não tinha idéia de que havia pessoal da mídia por ali, ou que eu fosse o alvo de sua atenção". Mas a AFP tem outra versão - como souberam dois professores de Colúmbia, Awi Federgruen e Robert Pollack. Eles escreveram suas conclusões para o Espectator de que "as fotos de Said jogando as pedras foi entregue a esta agência exatamente pelo próprio Professor Said".

Para alguém que havia escrito que os intelectuais precisam "dizer a verdade, da maneira mais direta, honesta e simples possível", Said parece ter passado maus momentos mentindo sobre os fatos a seu respeito. Talvez por que ele soubesse que não haveria nenhum preço a apagar, profissionalmente, por suas enganações.

Quando Weiner expôs as falsidades de Said, a resposta de Colúmbia foi -não fazer absolutamente nada! "Surpreendentemente o Professor Said não foi nem apoiado nem criticado pelo Presidente [da Universidade]", escreveu Weiner num ensaio em Academic Questions, o Jornal da National Associations of Scholars. "Nem o Diretor, nem a junta de administradores, nem o Senado da Universidade sequer mencionaram a dissimulação de Said".

Para quem conheça a história de Colúmbia esta falta de interesse pela mentira de um de seus professores é impressionante, pois Said não foi o primeiro do Departamento de Inglês a ser descoberto numa série de mentiras públicas. Na década de 50, um instrutor chamado Charles Van Doren ganhou aplausos nacionais por sua brilhante apresentação no show "Twenty-One" da NBC. Estes aplausos se tornaram desprezo quando o show foi denunciado como manipulação, e Colúmbia esclareceu imediatamente que não poderia manter em seus quadros tal mentiroso. "É uma questão de moral, honestidade e integridade do ensino", disse o Diretor John G Palfrey, e acrescentou "se estes princípios merecem ser conservados, Van Doren não pode permanecer". (Como Weiner acentuou: "enquanto Van Doren pode ter sido iludido pelos produtores do programa a participar de uma competição desonesta, Said foi o único responsável por suas mentiras"). Por que os dois pesos duas medidas?

Em relação a meros mortais Colúmbia ainda insiste em honestidade. Há alguns meses atrás um estudante de 19 anos que mentiu que havia sofrido um acidente de carro para ter mais tempo para uma prova, foi suspenso por dois anos. Já Said, cuja lenda de exílio e perda de propriedade foi muito mais elaborada e iludiu muito mais gente, não sofreu nenhuma censura disciplinar.

Um Professor que dissemina mentiras é como um médico que receita veneno ou um juiz que aceita dinheiro de uma das partes. Todos são ameaças à sociedade, todos traem seus cargos. Médicos que matam podem ter seu registro caçado; juízes corruptos podem ser impedidos de julgar. Mas um professor que mente - ao menos em Colúmbia - permanece livre para continuar enganando. É de admirar que Edward Said continue dizendo mentiras?



Folha de S. Paulo, 29 de setembro de 2003

NELSON ASCHER

Edward Said (1935-2003)

A leucemia que, há poucos dias, matou Edward Said prolongou-se o bastante para que o polemista e ativista político radicado nos Estados Unidos pudesse assistir à falência de seus projetos e expectativas.

Said deve sua reputação a ter se tornado o mais articulado defensor da "causa palestina", algo que nada tinha de difícil se considerarmos que seus competidores nessa área, quando não estão ocupados explodindo ônibus escolares ou pizzarias, satisfazem-se divulgando falsificações anti-semitas como "Os Protocolos dos Sábios de Sião". Ainda assim, se bem que sua prosa evoque uma versão pós-moderna para o inglês de uma tradução desconstrucionista francesa dos delírios germânicos de algum epígono de Martin Heidegger, sua dança acadêmica dos sete véus, sobrepondo camadas de jargão marxista, antiimperialista e pós-colonial, jamais ocultou que seus objetivos eram idênticos.

Boa parte de sua, digamos, autoridade moral resultava de ele se apresentar como um refugiado da terra natal palestina. Não obstante ter sido posta em dúvida por adversários, a veracidade ou não dessa reivindicação é uma questão secundária. As fronteiras internas do mundo árabe são artificiais e, meio século atrás, as lealdades se estabeleciam em relação a clãs, famílias, cidades ou aldeias e seitas religiosas, não a países ou nações, uma importação européia que nem sequer teve tempo de se aclimatar ao Oriente Médio. A nacionalidade palestina, como identidade distinta, começou a ser elaborada somente nos anos 60.

Nascido numa família da alta classe média cristã, educado nas melhores escolas, frequentador dos clubes mais exclusivos, Said tornou-se, desde os anos 50, um norte-americano e beneficiou-se tanto dessa condição como da imagem romantizada de exilado para atingir o ápice do mandarinato universitário. A partir dos movimentos de contestação à Guerra do Vietnã na década seguinte, a defesa de qualquer causa remotamente vinculada ao Terceiro Mundo tornou-se primeiro popular e logo compulsória entre os intelectuais do Ocidente. Sensível a tal contexto, Said, que se especializara em estudos literários, publicou em 1978 o livro que o projetaria, garantindo-lhe, quase até o final da vida, o papel de guru: "Orientalismo".

Seu "clássico" é uma diatribe confusa, desinformada e raivosa que se resume na aplicação a um caso particular da batida tese genérica de acordo com a qual intelectuais são, em sua maioria, lacaios da classe dominante. O que "Orientalismo" tenta expor com meias verdades, com um "non sequitur" após o outro, com exemplos abstrusos e exceções convertidas em regras, é que o orientalismo, a disciplina, ou melhor, o conjunto de disciplinas dedicadas ao estudo dos povos e culturas ao leste da Europa não passa do braço teórico da prática imperial. Trocando em miúdos, quem quer que tenha se aprofundado no estudo de línguas difíceis, como o chinês ou o sânscrito, traduzido e anotado obras antigas ou esquecidas da Pérsia ou do Japão, localizado e restaurado as ruínas de templos e palácios soterrados fez o que fez para que capitalistas londrinos ou parisienses extraíssem confortavelmente a mais-valia gerada por povos distantes.

Não bastasse seu reducionismo pueril, o autor circunscreveu sua análise à menos oriental das regiões extra-européias: o mundo árabe-islâmico. Envolvendo a publicação de sua obra numa sucessão de polêmicas em que às objeções substantivas retorquia questionando as credenciais ideológicas de seus críticos, ele conseguiu, auxiliado pelo espírito da época, transformá-la na pedra angular da moda acadêmica que vigora até hoje: a de julgar pessoas e trabalhos não por seus méritos científicos, mas por suas opções políticas. Seu grande sucesso reside em ter, com a expressão "orientalismo" , cunhado um insulto que, como "fascista", "racista" ou "comunista", possibilita ao usuário esquivar-se do debate desqualificando os interlocutores.

Um ano depois, em 1979, sairia seu outro "clássico", "A Questão da Palestina", um livro que pretende narrar a tragédia de seu povo, mas cujos contatos com a verdade histórica são, na melhor das hipóteses, tangenciais. Em meio às incontáveis mistificações sobre as quais se constrói essa versão deformada do passado, a mais escandalosa é o misterioso desaparecimento do Grão Mufti de Jerusalém, Hadj Amin Al Husseini (1893-1974). O principal líder político daquilo que Said chama de Palestina, o desencadeador e dirigente da revolta antibritânica de 1936-39, o aliado dos nazistas que tentou convencer Adolf Hitler a exterminar os judeus de Tel Aviv e Haifa, a personalidade que dominou a vida dos árabes da região entre os anos 20 e 60, conduzindo-os de catástrofe em catástrofe, aparece uma única vez, de passagem, no livro inteiro. Isso equivale a escrever sobre os EUA ou a Itália dos mesmos anos omitindo respectivamente os nomes de Roosevelt e Mussolini.

Durante duas boas décadas, até que os atentados bin-ladenistas, desmoralizando sua apresentação apologética do mundo islâmico, levassem seu arqui-rival, o arabista octogenário Bernard Lewis, a eclipsá-lo, Said exerceu uma influência intelectual tão avassaladora quanto perniciosa. E, embora sob eufemismos, como o da criação de um país binacional onde judeus e árabes convivessem democraticamente, ele continuasse acalentando o sonho maníaco de abolir Israel, exterminando-lhe os habitantes "não-nativos", as verdadeiras vítimas de suas idéias foram antes seus conterrâneos, que ele ajudou a conduzir rumo a novos desastres.



O sionismo é hoje em dia a causa da extrema-direita
Rosa - CMI SP 07/10/2003 02:59

O comentário acima não passa de mais um torpe libelo típico dos inimigos do povo palestino, que ao invés de responder à argumentação arrasadora dos defensores da causa palestina, preferem desqualificar a parte contrária - quem já trabalhou nos tribunais da vida conhece muito bem esse golpe baixo.

Tentam associar sem sucesso a causa palestina ao fundamentalismo islâmico, e quando surgem cristãos árabes que sentiram na carne a violência e a limpeza étnica que representou a criação do Estado de Israel, como Edward Said e Elias Chaccour, tudo o que fazem é acusar tais pessoas de mentir sobre seu passado e forjar alegações contra esses cristãos árabes.

Que houve uma limpeza étnica de centenas de milhares de muçulmanos e cristãos em 1948 em Israel, é fato admitido até pelos mais radicais líderes sionistas como Ben Gurion.

Em seguida o comentarista acima cola outro libelo de Nelson Ascher, sempre suspeitíssimo para falar da questão palestina (e várias outras). Entre inúmeras mentiras e bobagens que só uma pessoa baratinada pela tendenciosidade e arrogância teria a empáfia de escrever, ele fala que "Said deve sua reputação a ter se tornado o mais articulado defensor da "causa palestina", algo que nada tinha de difícil se considerarmos que seus competidores nessa área, quando não estão ocupados explodindo ônibus escolares ou pizzarias, satisfazem-se divulgando falsificações anti-semitas como "Os Protocolos dos Sábios de Sião".

Entre os "competidores" de Edward Said na defesa da causa palestina, se encontram os mais brilhantes ensaístas e intelectuais da atualidade: Alexander Cockburn, Robert Fisk, Norman Finkelstein, Justin Raimondo, Seymour Hersh, etc, num espectro político que varia da extrema-esquerda até ultra-liberais.

Como disse o próprio Edward Said, a causa palestina é A causa progressista do nosso tempo. E a causa sionista? Basta dizer que os mais ardorosos defensores de Israel nos EUA são os cristãos evangélicos de extrema-direita. E não precisamos ir muito longe para constatar em quão boa companhia se encontram os sionistas hoje em dia: Berlusconi, Aznar, Pim Fortuyn (o líder de ultra-direita holandês recentemente assassinado), Blair e até Arnold Schwarzenegger... em suma, atualmente, o sionismo é A causa reacionária (e mercenária) que aglutina a escória dos neofascistas, oportunistas e difamadores de aluguel do mundo inteiro.


Causa palestina é causa progressista
Mestre dos Magos 07/10/2003 17:39

Rosa CMI SP, o que vem a ser progressista no seu entendimento? O que há de progressista na causa dos palestinos? Qual é, de fato, a causa palestina? Realizar o sonho do "país próprio"? Se for, por que apenas Israel tem que ceder parte do seu território (inclusive parte da sua capital, Jerusalém) para que os palestinos tenham o seu país?

Acho que os palestinos, assim como os curdos, tinham sim que ter direito ao seu paisinho, onde poderão ser oprimidos à vontade por algum ditador "progressista", bem ao gosto dos árabes. Talvez até pelo próprio Yasser Arafat. Agora, por que o Líbano não dá um pedacinho, a Síria outro pedacinho, a Jordânia mais um e Israel outro? Cada um dá um pedacinho de terra para a pátria dos palestinos, que tal? Não, claro que não. O que os árabes querem não É um pedaço da Palestina: é toda ela. Querem tirar os judeus de lá. Só que os judeus, é claro, não vão sair.



perguntas
curioso 09/10/2003 22:45

A retórica da propaganda palestina e islâmica e da revisão histórica
que estes grupos promovem sobre o conflito do Oriente Médio se
baseia, em parte, em afirmar o mesmo que os judeus afirmam, mas
retirando o direito dos judeus fazerem tais afirmações.

Entre elas, já está se tornando verdade na mídia brasileira que o
chanceler Oswaldo Aranha, foi fundamental na ONU para a aprovação do Estado
de Israel. O discurso nas manifestações da esquerda radical aponta para a
ONU criar o Estado de Israel em 1948. Mas na histórica votação, ocorrida
em 29 de novembro de 1947 foi a aprovada a Partilha da Palestina entre territórios
para os judeus e territórios para os árabes. A independência não foi imediata,
ocorrendo apenas em 14 de maio de 1948, quando os judeus declaram a independência
de sua parte e recriaram o Estado de Israel, amplamente reconhecido historicamente
por suas ruínas, pelos textos da Bíblia e Torah, que não são levados em conta
pelos muçulmanos, pela documentação das invasões de assírios
e romanos etc.

No dia seguinte os países árabes vizinhos mais o Iraque, que não faz
fronteira com Israel, achando que seria uma tarefa simples, invadiram o novo
Estado, pretendendo eliminar a posse judaica, concedida pela ONU. A resistência
foi corajosa e feroz. A guerra foi de extermínio.

A propaganda Egípcia e Jordaniana (ambos atualmente com acordos de paz firmados
com Israel) era a de "Varrer os judeus para o mar". Os países árabes atacaram
Israel com seus exércitos regulares e a defesa foi realizada pelo povo judeu,
com o que tinha em mãos. As pessoas tendem a perceber a Guerra de Independência
de 1948 como um pequeno e rápido conflito, mas ele durou 15 meses, não dando
possibilidade para o novo país se estruturar e custou a vida de 6.000 judeus,
na época, 1% da população judaica da região.

Há pelo menos dois nomes consagrados para essa guerra: Guerra da Independência
ou Guerra de 48. Mas segundo um de nossos leitores, cuja posição acredito
estar mais correta, citar "guerra da independência" leva a crer que os judeus
lutaram pela sua independência, quando na verade lutaram pela sua existência

Outra pérola da retórica islâmica palestina é afirmar que nunca houve
controle judaico na região, pois a parte judaica da Torah, não serve
como comprovação e que os palestinos sempre tiveram seu Estado
constituído. Então, para os palestinos e os que apóiam tal retórica,
vão algumas perguntinhas sobre o alegado antigo Estado da Palestina
(todas elas tendo respostas óbvias para o Estado de Israel):

1)Quando foi fundado o antigo Estado da Palestina e por quem?

2)Quais eram suas fronteiras?

3)Qual era sua capital?

4)Quais eram suas cidades principais?

5)Qual era a base de sua economia?

6)Qual era a sua forma de governo?

7)Você pode citar o nome de uma liderança palestina deste "Estado"
antes de Arafat? Um rei, um governador, um líder?

8)Qual era a língua deste Estado?

9)Qual era a moeda deste Estado?

10)Qual era a religião deste Estado?

11)Já que este antigo Estado Palestino não existe nos dias de hoje,
cite o que ocorreu. Que fatores levaram a destruição do antigo
Estado? Quando isso ocorreu? O que foi implantado em seu lugar?

12)Se existe uma identidade palestina diferente da dos povos árabes genéricos
levados de várias partes para a região; se os palestinos possuem uma característica
étnica que os leva a exigir o direito de auto-determinação, por que não declararam
a sua independência após a Partilha da Palestina e por que não exigiram seu
direito de auto-determinação durante 20 anos, entre 1947 e 1967 ou antes
disse, quando a região esteve sob domínio da Inglaterra e França, ou ainda
antes, quando a região esteve sob domínio da Turquia?


UM SÁBIO DE SIÃO: NELSON ASCHER
Mockbá Pereira da Silva 06/01/2004 04:58
instb012@terra.com.br

SHALOM, Ó SÁBIO DE SIÃO, NELSON ASCHER!

Apenas bastou que o professor Edward Said fosse colocado "a sete palmos do chão" para que os judeus sionistas e seus apoiadores reacionários e fundamentalistas começassem a pisar sobre as terras removidas e fofas do seu túmulo cristão para terem certeza de que elas estavam bem recalcadas sobre aquele que interpelou as suas pérvidas consciências e os levou a crises existenciais questionando suas arrogantes atitudes.

Por que não o fizeram durante sua vida? Por que somente agora, ó Sábio de Sião, você teve a audácia de escrever estas linhas "que nem mereceriam resposta" como dizem os "uspianos" sobre o professor Said? Que tipo de intelectual você é?

Bem se vê que não teve a coragem de enfrentá-lo em vida. E agora, seguindo os protocolos dos sábios de Sião, que você renega, mas que o pratica, juntamente com todo o poder midiático esmagador e avassalador dos judeus sionistas, procura acabar com a imagem deste homem que agora não pode mais reagir às suas críticas, estas sim, credenciadas ideologicamente... E dessa forma, eliminar a sua figura, imagem e pensamento da face da terra. "Imagino" que esteja rezando também os Salmos Imprecatórios, pode ser que seja até no cemitério, como fizeram os rabinos de Tiberíades quando o papa esteve em Israel, a fim de que Sua Santidade morresse e sua figura fosse eliminada da face da terra...

Sua análise sobre a vida de Said não esconde o seu pró-sionismo... Você não tem a isenção necessária para comentar os fatos... Afinal você é judeu... Se Said era defensor da "causa palestina", como você pejorativamente afirma, você o é da "causa hertziana", nome eufemístico para o sionismo... Quem não julga Said pelos seus méritos científicos, mas por suas opções políticas é você: está atacando para se defender!

Demonstra-se assim que vigora sem dúvida por aquelas bandas o eterno Código de Hamurabi, a Lei do Talião. Por isso a verdadeira Shalom, Al Salam, nunca existirá naquela parte do mundo. O ocidente nunca entenderá a lógica semita: é uma briga entre irmãos...

Para o debate intelectual de hoje faltam homens nobres como Tristão de Athaíde, capaz de olhar face a face o seu arqui-inimigo, Gustavo Corção, e discutir frente a frente os próprios pontos de vista e pensamentos. Quem nos dera JHWH, ALLAH e a TRINDADE SANTA nos dessem de presente homens e mulheres de tal envergadura para os dias de hoje.

Como aquele rabino disse, ele sim "um justo das nações", pena que não sei se vou estar vivo, quando o magnânime sábio de Sião partir para a Geena. Gostaria eu de escrever em um grande jornal midiático a sua "hagiografia"... Sendo imparcial, porém!

LEHI TRAOT,

Mockbá Pirus Silvae





Dramaturgos, enfrentam a indiferença dos miseráveis
Carlos Henrique 16/05/2004 23:48

Dramaturgos, enfrentam a indiferença dos miseráveis

Dramaturgos enfrentam a indiferença dos miseráveis
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