Nova Iorque, 04/11/2003 - 22h11

"Os Estados Unidos respondem isto a Fidel Castro: 'Viva Cuba libre' e 'Hasta la vista, baby!'", disse em espanhol Sichan Siv, embaixador americano na ONu, parafraseando o robô protagonista do filme "O Exterminador do Futuro" (EUA, 1984), que se despedia assim de suas vítimas.

"Aberração"

O chanceler cubano, Felipe Pérez Roque, chamou de desrespeitosas as palavras do representante americano.

"O embargo é uma aberração jurídica e o maior obstáculo ao desenvolvimento econômico e social de Cuba", disse Roque.

Trata-se da 12ª resolução de condenação do embargo adotada pela Assembléia Geral da ONU. A primeira delas foi em 1992. O embargo a Cuba data de 1961, depois da frustrada invasão da baía dos Porcos, e foi decidido pelo então presidente americano John F. Kennedy (1961-63).

O texto da resolução da ONU lembra a lei americana Helms-Burton - que ameaça com retaliações empresas de outros países que mantenham relações econômicas com Cuba - e reafirma "a igualdade soberana dos Estados, a não-intervenção e não-ingerência em seus assuntos internos e a liberdade de comércio e navegação internacionais".

Em Havana, cerca de 5.000 pessoas reunidas no teatro Karl Marx receberam com alegria a decisão da Assembléia Geral, segundo a televisão local. Gritos de alegria, aplausos e palavras de ordem contra o governo do presidente dos EUA, George W, Bush, se registraram no teatro logo que acabou a votação em Nova York, transmitida ao vivo.

O embargo americano a Cuba já causou ao país mais de US$ 70 bilhões de prejuízo, segundo dados oficiais da ONU.