O jornalista mostrou-se duro também frente à crítica que alguns colegas fazem aos meios de comunicação comunitários. "Para profissionais que trabalham em comunicação e conhecem na prática o monopólio do setor no país, não há outra expressão: isso é reacionarismo puro", definiu.
Segundo ele, rádio comunitária é militância e força social de transformação, e não deve ser confundida com mercado de trabalho para jornalistas. "Projetos comunitários não são para grupos na comunidade, são para toda a comunidade. Senão, estaremos criando Roberto Marinhozinhos em cada bairro", comparou o jornalista.
Torves, junto com os demais conferencistas, sugeriu a criação de um Comitê Local para democratização da comunicação. "Seria um fórum permanente para agregar forças entre as diversas iniciativas", disse o conferencista. Ele aproveitou para divulgar a revista Porém, iniciativa do Sindicato e do MST, que traz um dossiê sobre o Grupo RBS.
Quanto à aura de criminalidade e ilegalidade que a grande mídia impõe aos veículos comunitários, o jornalista foi incisivo. "Fazer rádio comunitária e ser tachado de bandido? Bandido é quem manipula a opinião pública", criticou Torves.
===========
mais em
http://www.cncc.rg3.net 
