O presidente americano, George W. Bush, voltou a atacar o casamento homossexual e a defender a união somente entre homens e mulheres. Ontem, em seu discurso sobre o Estado da União, pronunciamento anual do chefe do Executivo, ele ameaçou estimular uma emenda constitucional que proíba o casamento gay. A medida que impossibilitaria juízes de celebrar uniões de pessoas do mesmo sexo. "Este estatuto vai proteger o matrimônio sob a lei federal, defendendo a união entre homens e mulheres. A lei também impede que um estado redefina o matrimônio para os demais estados do país", frisou.

Bush acusou os tribunais de quererem "impor ao povo americano" o casamento homossexual. "Se os tribunais insistem em querer impor a sua vontade arbitrária ao povo, a única alternativa será a do processo constitucional. Nossa nação tem de defender o aspecto sagrado do matrimônio", disse Bush em frente às duas câmaras do Congresso americano e a milhões de espectadores dentro e fora dos Estados Unidos.

Tribunais estaduais americanos emitiram recentemente sentenças favoráveis à legalização do casamento homossexual. As decisões regionais são possíveis porque nos EUA o casamento não é regido por uma lei nacional, apesar de uma lei de 1996 estipular que este tipo de união só pode ser feito entre um homem e uma mulher.

A Casa Branca vem tentando combater esta tendência com discursos irados do presidente a favor da família e com o anúncio recente de um programa para estimular o "casamento saudável". O governo pretende gastar US$ 1,5 bilhão em cinco anos - 1 bilhão em dinheiro federal e o restante em fundos dos Estados - para ajudar os americanos mais pobres a terem uniões saudáveis, através de treinamento e aconselhamento.


Redação Terra