A estrutura organizacional é horizontal, subversiva, subterrânea, cooperativa e não-hierárquica. Rejeitamos o reconhecimento de ídolos, líderes, representantes e de uma vanguarda. Reservamo-nos o direito de representar somente à nós mesmos, através da atividade direta e consensual.
O Carnaval Revolução não tem absolutamente nenhum fim lucrativo, toda verba arrecada será investada no Centro (Anti)cultural Gato Negro e em projetos tocados pelo Anticultural Internacional.
A convenção conta com oficinas, debates, palestras, mostra de vídeo, arte, teatro, shows dentre outros. Este ano o Carnaval será realizado no Hotel Bragança.
Serão cobrados R$5 reais por dia para gastos com passagens e outros custos relacionados diretamente como evento (doações e patrocínios "positivos" são bem-vindos). Para aqueles que queiram saber sobre informações quaisquer que sejam mandar email para
carnaval@riseup.net ou participando do nosso fórum. _________________________________
O Bloco Invade as ruas, interferindo no espetáculo com a única intenção de DESTRUÍ-LO!
Um festival de mídias radicais, reunindo coletivos, indivíduos de toda parte. O Carnaval Revolução já resiste a três anos, sempre correndo por dificuldades financeiras (não existe patrocínio), mas sempre mantendo-se firme em suas convicções críticas. Oficinas, palestras, debates, performances, intervenções, exposições, que colocam em primeiro lugar o conteúdo, o potencial revolucionário em detrimento do lucro.
Este ano um Hotel, mas também as ruas! Quebrando o silêncio frígido imposto aos carnavais de rua engolidos pelo espetáculo televisivo e pelos clubinhos burgueses cercados pelos arames de alta tensão. Um bloco de rua, da maneira que quisermos. Das marchinhas do passado, mal restam as melodias, estas que poderão ser tocadas de trás para frente, aos gritos do que clamam pela morte do capital. Incendiando as ruas com o sangue novo, que se nega a ser identificado por números; uma trupe de interventores, redefinindo a paisagem urbana; uma rádio livre, temporária procurando derrubar o monopólio do ar. Junt@s, organizando não-hierarquicamente táticas reais, radicais e perigosas demais para os que só procuram manter ou reformar a própria falência. Por um Carnaval que fique na memória, mas que deixe experiências vivas no cotidiano, numa luta constante contra o hegemonia cultural.
____________________________
PROGRAMAÇÃO:
Tudo ao mesmo tempo e agora!
Se você pensa que capitalismo detruiu virtualmente todas as expressões radicais e independentes, você está completamente enganad@. Indivíduos, grupos, coletivos e organizações autônomas estão crescendo e sua atividade está cada vez mais organizada. Se prepare para o programa do Carnaval Revolução 2004.
PALESTRAS:
(P01) Extermínio de Animais (Animais Urbanos e SMPA)
22/02 (Domingo), às 10 h, no Hall
Ana Marini (Animais Urbanos) e Eulália Jordá-Poblet (Sociedade Mineira Protetora dos Animais) farão um relato sobre a questão da defesa dos animais urbanos e suas condições com a ausência de políticas em prol dos animais em Belo Horizonte. No sentido de preencher parte deste vácuo político-administrativo está o projeto Vida Animal que será apresentado e colocado em discussão.
www.carrocinhanuncamais.com
P02) Verdades e mentiras sobre os transgênicos (Fátima Oliveira da Diretoria da SBB/Sociedade Brasileira de Bioética) 22/02 (Domingo), às 14 h, no Hall
Visões realistas e com base cientifica sobre os transgênicos. O que é perigoso e o que especulação. Quais são os interesses de quem tenta vender uma imagem perfeita de produtos geneticamente modificados? A resposta ficará por sua conta... Fátima Oliveira é autora e co-autora de diversos livros sobre feminismo, gênero e bioética.
www.geocities.com/CollegePark/Union/6478/transgene.html
(P03) Olhar a Cidade Obscena - Imagens e Simulacros na Cidade (José Márcio Barros - Guignard PUC-MG)
22/02 (Domingo), às 14 h, na Sala do Café da Manhã
O olhar funda o Ser e a Cultura, o Eu e o Outro. Por isso, é possibilidade e limite, por isso o olhar liberta e aprisiona ao mesmo tempo. O olhar é sensibilidade e sentido; o olhar é constituinte do sujeito e configurador da cultura e da memória. O que significa olhar a cidade metrópole ? O que é possível olhar na cidade da exacerbação de informações e imagens ? Na cidade do simulacro, do lugar e do não-lugar? José Márcio Barros - Antropólogo, Coordenador do Curso de Ciências Sociais da PUC Minas, Professor do Centro de Formação Artística da Fundação Clóvis Salgado e da Escola Guignard.
(P04) Agricultura e Política: A questão da autonomia no campo (Maria CMI - Rio)
22/02 (Domingo), às 15h, no Hall
Durante as ultimas décadas, a agricultura sofreu uma profunda e rápida transformação, com graves consequências sociais, económicas e ambientais. Um dos problemas é a perda de autonomia dos agricultores, que se tornaram completamente dependentes das grandes multinacionais produtoras de insumos agrícolas (sementes, fertilizantes químicos, insecticidas, maquinaria, etc.). Para estas corporações um bom manejo agrícola e aquele que consome os seus produtos.
(P05) Resistência Negra no Brasil, dos Quilombos ao Hip-Hop (Fábio Oliveira - Quilombo Cecília - BA)
22/02 (Domingo), às 17 h, na Sala do Café da Manhã
Palestra abordando as manifestações organizadas de resistência afrodescendente desde o início da colonização, apresentando uma visão geral sobre os componentes históricos, étnicos e organizacionais dessas revoltas, bem como suas consequências e influências nos atuais movimentos negros.
(P06) Baader Meinhof e Euroterrorismo (Barbi)
22/02 (Domingo), às 19 h, no Terraço
Nas décadas de 60 e 70, a palavra terrorista não invocava a figura de um árabe de barba e turbante, mas a de jovens europeus - homens e mulheres. Uma rápida exposição da história, motivações e práticas dos grupos terroristas da Europa pós-guerra: Baader-Meinhof, SPK, J2M e outros.
(P07) Os Caminhos da Anarquia pelo Budismo (Rafael Deminicis)
23/02 (Segunda), às 11 h, no Hall
O budismo e suas concepções de mundo. As transformações propostas ao longo dos tempos - as propostas de igualdade dentro das sociedades orientais, holísticas e hierárquicas. Comentários sobre o taoísmo. As discussões do budismo para a sociedade ocidental, individualista. As contribuições para a transformação da sociedade global: a iluminação como signo da construção da liberdade individual, o altruísmo para a construção da liberdade ampla, a não violência como premissa política, a autocrítica individual como premissa moral e a construção da vida em sociedade.
(P08) Espaço Nômade e Espaço Errático (Rita de Cássia Velloso - PUC-MG FUMEC)
23/02 (Segunda), às 14 h, na Sala do Café da Manhã
1. A cidade nômade: a investigação urbana que une Walter Benjamin, surrealistas e situacionistas. A conexão Haxixe. Os lugares banais e o inconsciente. 2. A inevitável interdisciplinaridade ao tratar da cidade contemporânea. Explorar e Transformar. Ação e ocupação. 3. Ao lado de: habitar a cidade da banalidade. Rita de Cássia Velloso é Prof nos cursos de Arquitetura e Urbanismo da PUC-MG e FUMEC.
(P09) Espaço Público na Metrópole (William Rosa Alves - UFMG)
23/02 (Segunda), às 15 h, na Sala do Café da Manhã
As falas e discursos sobre a metrópole contemporânea misturam ufanismos (cidadania, empreendedorismo, voluntariado, solidarismo) e ceticismos (decadência material e espiritual, violência, morte, pavor, horror). Objetiva-se neste diálogo refletir e entender quais espaços públicos se virtualizam e quais se concretizam (como práticas) na metrópole como Belo Horizonte.
(P10) O Brasil e os Refugiados (Associação dos Refugiados Africanos no Brasil)
23/02 (Segunda), às 17 h, na Sala do Café da Manhã
O que é ser um refugiado? As barreiras culturais e jurídicas, a busca pela adaptação e pelos direitos e toda a realidade de quem saiu do continente africano e encontrou uma nova casa no Brasil.
www.arab.org.br
(P11) Pedagogia Libertária (Aneleh - Gato Negro, ACI, CMI-BH; Robledo - CELIP-RJ)
23/02 (Segunda), às 18 h, no Terraço
Exibição do vídeo/documentario: Escolas Modernas, educação libertária no início do século XX em SP. A importância da educação libertária na classe trabalhadora do início do seculo XX no Brasil e a busca de novas possibilidades para uma ação educativa não autoritária na atualidade, que possibilite a manifestação das singularidades e a construção da liberdade individual e coletiva de forma consciente, responsável e irreversível que priorize a autogestão, a autonomia como objetivo de transformação de uma estrutura social. Conhecer experiências vividas em escolas ou educadores/as da atualidade que tomam esta perspectiva educacional como linha pedagógica.
(P12) A Periferia Enquanto Espaço Revolucionário (Mandioca) 24/02 (Terça), às 10 h, no Hall
Abordando desde as manifestações culturais subversivas de antigamente (como o samba) até as de hoje (hip-hop), dando ênfase na construção do espaço urbano dentro do capitalismo e na perda do sentido de público da Cidade. A divisão territorial do trabalho imprime marcas no cotidiano das quais somos vítimas e nem sempre percebemos.
(P13) Sobre o fim da política proposta para destruir a representatividade - primeira especialização do poder (La Revancha - ES) 24/02 (Segunda), às 14 h, no Hall
Desde os meios estudantis, passando pelos bairros, pelas instâncias da família e da propriedade, até os ambientes de trabalho, as funções do poder se figuram como fixadoras das estruturas representativas modernas. O capital, forma social alienada, gerou, através das relações humanas ? mesmo que conscientes ? a própria separação das capacidades, do produto e do trabalho. DCE´s, associações de bairro, igrejas, sindicatos, partidos políticos, são colocados em voga neste debate pela superação da política, enquanto forma de superação das camadas separadas de poder.
www.larevancha.cjb.net
(P14) Drogas: Histórico, proibicionismo e redução de danos (Dri) 24/02 (Terça), às 15 h, no Hall
As drogas na cultura da humanidade, do vinho de Baco, aos opiácios de Baudelaire e a cocaína de Freud. Porque algumas drogas são legais (tabaco, álcool, lexotan, televisão e chocolate), outras são ilícitas (maconha, cocaína, heroína) e outras semi lícitas (ayuasca e peiote). Práticas de redução de danos - filosofia que trabalha com o anti abuso de drogas. (com material ilustrativo).
(P15) Corpo e Sexualidade (Grupo Prisma - USP)
24/02 (Terça), às 15 h, no Terraço
A palestra pretende fazer uma abordagem sobre a opressão da sexualidade enquanto repressão ao corpo. Busca de uma modo ainda bastante abragente, discutir as questões da sexualidade que percorrem desde à reificação da mulher e a rejeição dos comportamentos femininos na vida pública até as razões de porque vivemos frequentemente a repressão e violência à diversidade sexual, sendo aquele resultante desse. Considerando que tal discussão é ainda projeto de discussão inicial, o objetivo da palestra é muito mais levantar questões do que apresentar pontos fechados e acabados sobre a questão._
__________________________________
OFICINAS:
(01) Diário de Viajante (Vanessa Sant'Andre e Ariel)22 e 23/02, após 00 h, em deriva pelas ruas de BH
Um viajante chega à um hotel na primeira hora da noite. Carrega consigo uma bagagem de impressões e vivências da cidade. A partir desse acontecimento ? um viajante em seu quarto de hotel ? se inicia a proposta dessa oficina. A intenção é estimular os participantes envolvidos a tecerem narrativas que tem como ponto central a vivência de nosso personagem no Hotel Bragança. Ambientada no próprio quarto e tendo início na exata hora em que ele lá adentra, os participantes da oficina estarão convidados à produzir literária ou plasticamente expressões artísticas que narram a história desse homem e suas andanças e impressões pela cidade. A ambiência da oficina: o quarto de hotel, visa tornar vívida a experiência dos participantes, a hora em que a oficina se inicia ? exatamente à meia-noite ? reforça suas impressões.
(O2) Apetrechos Carnavalescos (Morgão do Papelão - Puppetista - EUA) 22/02, às 15 h, na Lavanderia
Será realizada durante os três dias do carnaval. Serão utilizados materiais recicláveis, lixo e criatividade para a construçao de apetrechos e bonecos gigantes para o "bloco carnavalesco" que sairá tomando as ruas de Belo Horizonte no ultimo dia do evento.
(O4) Ilustração Digital (Max)
22/02, às 18 h, na Sala do CMI
Ilustrações e colagens digitais utilizando Phostoshop. Uso de pincéis, camadas, efeitos para colorização, envelhecimento para trabalhar com fotografias e desenhos a partir de scanner, camêra digital e tablet.
(O5) Horta Urbana (Igor - FARJ)
23/02, às 10 h, na Lavanderia
Como criar uma horta orgânica utilizando pequenos espaços e poucos recursos.
(O6) Capoeira Angola (Edvaldo)
23/02, às 10 h, no Terraço
Dança, ginga e ritmo, a Capoeira Angola privilegia o sensorial em contrapartida da Capoeira Regional. Com mais de quatrocentos anos, esta modalidade de capoeira tenta levar adiante um pouco da história e da cultura negra. Neste momento de troca de habilidades, teremos canções de roda especiais contra os patrões e o capitalismo.
(O7) Saúde Você-Faça-Mesmo Para Mulheres (Ivanna)
23/02, às 14 h, no Hall
A Saúde Faça-Você-Mesmo Para Mulheres. Saúde, sexualidade, alimentação e outras coisas misteriosas.
(O9) Enclaves: A Revolução do Stencil (Raquel Pinheiro, Maria Fernanda, Joaojose)
23/02, às 15 h, na Lavanderia
Método de grafitte rápido e que permite a utilização de fotografias em alto contraste. Recortando materiais diversos como radiografia, papel cartão, transparências. Nesta oficina você aprende algumas técnicas de Stencil, desde sua escolha de imagens, tratamento até a aplicação na superfície. Esta oficina é parte da programação satélite Enclaves.
(O11) Cultura Eletrônica Contra a Hegemonia (TEMP)
23/02, às 18 h, no Hall
Coordenação em parceria do TEMP e com o Movimento Jovem Zapatista do México do workshop realizado no Fórum Social Mundial 2003.
enemy.drop.to/
(O12) Serigrafia em Casa (Joaojose)
23/02, às 18 h, na Sala do Café da Manhã
Aprenda passo a passo como transformar sua casa em um atelier de serigrafia. Formas improvisadas de criar trabalhos em papel, tecido, plástico, permitindo a criação de camisetas, sacolas, cds, adesivos, etc.
(O13) Enclaves: Detournando campanhas com o photoshop (Raquel Pinheiro) 23/02, às 18 h, na Sala do CMI
A publicidade esta onipresente, onisciente e a nós, meros mortais, não resta muito espaço. Então porque não um pouquinho de sacanagem? Apague frases, coloque palavras na boca da modelo, desloque imagens, mude slogans, crie um inferninho para nossos amigos publicitários. Esta oficina é parte da programação satélite Enclaves.
(O14) Organização e produção de levantes com caráter politico-festivo (TEMP)
24/02, às 10 h, na Lavanderia
"Divirta-se com seu direito de lutar"
enemy.drop.to/
(O15) Desenho e Pintura (Camila Gomes)
24/02, às 10 h, no Terraço
A expressão através do desenho de observação, a linha, a surpefície, o volume. Através de exercícios básicos que utilizam aptidões especiais do lado direito do cérebro (intuição), unidas à razão, que são destinados a liberar o potencial criativo e a percepção visual. Utilizando materiais simples: grafite, borracha, carvão, giz, papel e gouache.
(O16) Enclaves: Sites Plagiados e Mirrors Falsos (Breno - RABH) 24/02, às 10 h, na Sala do CMI
Porque criar se podemos copiar, alterar, falsear e parodiar? Com um computador simples, internet e alguma criatividade é possível criar cópias idênticas de páginas em seu computador e depois modificá-las. Fácil e rápido com softwares crackeados. Esta oficina faz parte da programação satélite Enclaves.
www.riseup.net/rabh/fsb
(O18) Enclaves: Arte urbana, arquitetura, design gráfico, história (SHN)
24/02, às 15 h, na Lavanderia
Atividades espontâneas desenvolvidas longe das formas e regras convencionais da sociedade tomando lugares de subcultura como zonas de independência. Experimentos urbanos e culturais realizados na pratica, sem fins econômicos sob manobras de guerrilha urbana (infiltrar na cidade, se implantando em nichos, ou tomam conta de lugares estabelecidos) desviando-se de obstáculos para penetrar por outras frestas reinventando constantes táticas de ocupação, ativamente desenhando a cidade e seu espaço. Infiltração e absorção de certa arte em nossa vida diária podem ser tão absolutas que seja difícil descobrir a obra de arte, e depois de descoberta seja impossível distingue-la de um objeto comum. transformar não lugares em específicos reintroduzir valores, pois basta a intenção do artista e do espectador para qualificar um objeto como arte e não arte. Esta oficina faz parte da programação satélite Enclaves.
(O19) Improvisação Teatral (Emanoela Gomes)
24/02, às 16 h, no Hall
Serão utilizadas técnicas de expressão vocal e corporal como um suporte prévio para a criação. O Aluno-ator terá a possibilidade de imaginar e se expressar através de instruções baseadas nas lições de "Violla Spolin". Vestir roupas leves e confortáveis e maleáveis.
________________________________
DEBATES:
(D01) Editoras Anarquistas (Achiamé, Imaginario e Index Librarium.)22/02 (Domingo), às 15 h, no Terraço
Das editoras que surgiram para disseminar a cultura libertária, desde os anarquistas clássicos até publicações mais atuais, voltadas para o questionamento e contra-informação, o debate coloca em pauta as diferentes questões de distribuição, elaboração e acessibilidade segundo as condições defendidas pelas editoras.
(D02) A Diferença entre a Academia e a Contra-Academia (Universidade Invisível)
22/02 (Domingo), às 16 h, no Hall
Um breve debate sobre a produção autônoma de conhecimento que nos libere de nossas cadeias de dominação e submissão e privilegie um pensamento da diferença, numa perspectiva do anarquismo tático pós-estruturalista.
(D03) Feminismos Libertários Radicais: Propostas para ação (Ieri - CMI-Brasília, Jou - Gato Negro)
22/02 (Domingo), às 18 h, no Hall
Várias pessoas, várias formas, várias lutas, vários discursos. Também alguns feminismos se preocupam com mais que o liberalismo típico da igualdade dentro do capitalismo. Assim, feminismos extrapolam o ?direito a ter direito? para tomarem os poderes em suas mãos até que ele, ao ser de tod@s, não seja de mais ninguém. Patriarcalismo e capitalismo se apóiam e se sustentam mutuamente. Este é um convite para debater ações de feministas espalhadas pelo planeta que não costumam pedir licença para destruir essas estruturas. ABERTO A PESSOAS INTERESSADAS NO DEBATE SOBRE DISCRIMINAÇÕES DE GÊNERO.
(D04) Desdobramento do Movimento Libertário em Cuba (Org@p)
22/02 (Domingo), às 18 h, na Sala do Café da Manhã
Um resgate do desenvolvimento histórico do movimento libertário em Cuba e as pressões do castrismo pela sua degeneração. A abordagem leva fatos de perseguições, confinamentos, torturas e eliminação física de prisioneiros políticos. Para o Movimento Libertário Cubano, a ditadura de Fidel Castro em muito se assemelha ao franquismo espanhol, por suas táticas de integração das massas na pregação ilusionista do progresso e liberdade. Tema de amplo debate com a colaboração da Organização Anarco-Punk.
www.anarcopunk.org
(D05) Enclaves: Intervenção Urbana e Grupos Autônomos (IAA, SHN, Renúncia, Cruz, Asa, Radioatividade, Ataque Visual Crew.) 23/02 (Segunda), às 16 h, no Hall
Debate sobre a atuação de grupos que buscam intervir com criatividade na paisagem urbana, utilizando-se da ação direta e desobediência civil. Este debate faz parte da programação satélite Enclaves.
(D06) Imprensa Independente (Centro de Imprensa Alternativa, CMI, CCMA.)
23/02 (Segunda), às 15 h, no Terraço
Odeia a mídia? Seja a mídia! Debate sobre experiências de mídias alternativas não voltadas para a informação massiva, mas para o relatar de quem faz. Desde redes virtuais que vêm estimulando as lutas globais contemporâneas até experiências editoriais elaboradas em impressos. Questões como estrutura, meios e diferentes práticas serão debatidas por voluntários de diferentes mecanismos de mídia, envolvendo internet, editoras independentes e impressos.
(D07) Espaços Libertários e Autônomos (Casa da Ponte, Impróprio, Gato Negro, Biblioteca Fábio Luz.)
24/02 (Terça), às 14 h, na Sala do Café da Manhã
Prática constante no cenário da luta libertária dos tempos atuais, os espaços autônomos têm surgido com grande freqüência em várias localidades, colocando em questão formas de organização que vão para além do comunitarismo participativo pregado pelas esquerdas tradicionais, buscando a ocupação e atuação diretas das pessoas sobre meios que objetivam a não-hierarquia, a autonomia, a autogestão e a crítica radical ao sistema de mercados. A troca de informações sobre tais experiências urge, já que temos a chance de concretizar uma verdadeira rede de espaços voltados para a livre-produtividade e intercâmbio.
(D08) Fanzines e a Chegada da Internet (Daniel Villa Verde)
24/02 (Terça), às 16 h, na Sala do Café da Manhã
Se por um lado a vida on line facilitou a comunicação de pessoas que antes trocavam cartas sociais com seus selos de 1 centavo, ou mesmo cartas com despesas postais caras para outras partes do mundo, por um outro lado foi quebrada a magia que tudo aquilo significava. Na falta dos velhos e bons zines de xerox, dos recortes, da cola e da tesoura, o debete tenta propor os prós e contras da internet na vida do fanzineiro (ou ex-fanzineiro nostálgico, bem como depoimento e um pequeno relato histórico dos fanzines do Brasil na década de 90 e outros causos pitorescos.
____________________________________
BANDAS E PERFORMANCES:
(B01) Instinto (Belo Horizonte)
22/02 (Domingo), às 11 h, no Terraço
O último grito da desilusão, a conturbação humana perdida em insanos confins de peso, agressividade e violência. O doce e o amargo dualmente se confundem nessas doses brutalizantes de berros e música bombástica que oscila entre muita truculência e sutil melancolia.
(B03) Negritude Ativa (ES)
22/02 (Domingo), às 16 h, na Sala do Café da Manhã
Muita estrada (e trilhos) já percorreram esses caras. Anos depois retornam às terras mineiras pra mostrar a força do RAP capixaba. Pretos, pobres e revolucionários.
(B04) Mordeorabo (Belo Horizonte)
22/02 (Domingo), às 17 h, no Terraço
Amigo mais pizza mais música mais foto digital mais madrugada mais e ai boneca mais romance mais riso mais stress mais projeto mais sonzeenho mais legal mais preguiba mais elelê mais tem dia que é chato mais tem dia que é bom.
(B06) Massacre em Alphaville (São Paulo)
23/02 (Segunda), às 14 h, no Terraço
Grindcore, antimúsica para uns, música de qualidade para outros... Esse som pode não embalar sua viajem pela Europa, mas com certeza é a trilha sonora de milhões de pessoas que só conhecem o lado brutal da vida.
www.massacremalphaville.cjb.net
(B07) Clandestino (Curitiba/Luanda)
23/02 (Segunda), às 16 h, na Sala do Café da Manhã
A dupla fora da lei (JazzRell e Diamondog) surgida nas quebradas de Curitiba mostra total domínio do "mic" e cantam a solidariedade.
(B08) Chuck Norris (Vila Velha)
23/02 (Segunda), às 17 h, no Terraço
Banda grind violence thrash da mulekada de vila velha. Influências do Yacopsae, Charles Bronson, Vömit för Breakfast, Lärm entre outras.
www.emoviolence.hpg.ig.com.br
(B09) Morte Asceta (Curitiba)
23/02 (Segunda), às 19 h, no Terraço
Bateria coesa, guitarras pesadas e rápidas, um vocal doentio e letras inspiradas. Um ar meio Poison Idea/Black Flag/Discharge temperado com a energia dos anos 70. Apresentações intensas e provocadoras.
(B10) Confronto (Rio de Janeiro)
24/02 (Terça), às 11 h, no Terraço
Som bruto, pesado, gingado. Poesias revolucionárias, flores semeadas em campos devastados; parte da comunidade hardcore que semeia o combate classista desde a base e insiste em fazer alguma diferença num mundo vendido.
www.xconfrontox.com.br
(B11) Are.zona (Belo Horizonte)
24/02 (Terça), às 14 h, no Terraço
Som de bandido. Da ruína 1 chegam os representantes do RAP mineiro desse carnaval. Envolvimento com a comunidade local e muita idéia forte nas rimas.
(B12) Operação Comdor (Belo Horizonte)
24/02 (Terça), às 17 h, no Terraço
Rock sujo feito por mentes confusas ou rock confuso feito por mentes sujas? Casando poesia musical com extravagância brega, desde guitarras rançosas do punk até a sonoridade gótica dos anos 80, essa trupe vai levar qualquer roqueiro que se preze a elaborar novas poses de extrema esquisitice e dançar até o estágio de desidratação.
(DJ01) DJ Bruno Proxima Centauri (São Paulo)
22/02 (Domingo), às 20 h, na Sala do Café da Manhã
Responsável pelo som eletrônico que rola durante a Verdurada - o mais importante evento do calendário faça-você-mesmo brasileiro. A busca pela ruptura com os padrões vigentes de mixagem e uma tendência para o ecletismo na seleção se equilibram em sua performance. O resultado é um som diferente e esquisito. Uma forma muito particular de construir cada set. O espírito punk, presente na seleção, quebra os limites entre os gêneros e reúne o o que há de melhor na música eletrônica contemporânea. Nada escapa e tudo pode ser utilizado.
www.verdurada.org
(DJ02) DJ Diamondog (Luanda - ANGOLA)
23/02 (Segunda), às 20 h, na Sala do Café da Manhã
O MC do Clandestino mostra também sua intimidade com as quadradas. Hip-Hop de todos os cantos do mundo, scratches, free-styles e participações especiais.
(DJ03) DJ Jou (Belo Horizonte)
23/02 (Segunda), às 20 h, no Terraço
Misturas estranhas, barulhos eletrônicos e punk rock. Com um computador e alguns programas craqueados, a música eletrônica se tornou uma forma legal de fugir da indústria cultural. DJ Jou traz algumas fórmulas simples mas fortes de se combater a indústria cultural e a estética padronizada.
(DJ04) TEMP / Radioatividade (São Paulo)
24/02 (Terça), às 20 h, na Sala do Café da Manhã e no Terraço, simultaneamente
Set dos DJs Hidraulico e Reverse Tunes : Em conexão com a cena eletrônica internacional de contracultura. O set contará com a ação direta da Radioatividade e Live Image.
enemy.drop.to
______________________________________
EXPOSIÇÕES E INTERVENÇÕES:
(I1) Sarau Desconforto Social (Leonardo Magalhães e Leonel Ferreira) 22/02, às 18 h, na Lavanderia
Sarau aberto a tod@s. Poesia performática, poesia social, crítica e intervenção poética que irá se desenrolar a partir deste primeiro momento e reverberar durante o Carnaval Revolução.
(I02) Enclaves na Rua (IAA) 22 e 23/02, a partir das 22 h, em deriva pelas ruas de BH
Esse é o momento de colocar em prática nossa visão crítica das cidades e do capital. Culture Jamming, ou apenas deturpação de signos publicitários. Traga material para a ação spray, tinta, rolo, radiografia, cartazes e sairemos todos redesenhando e retomando as ruas como um espaço público para o debate direto. (Abaixo o site da stencil revolution para inspiração!)www.stencilrevolution.com
Bloco Carnaval Revolução 2004 (Tod@s)
24/02, às 18 h, em deriva carnavalesca pelas ruas de BH
O Bloco Invade as ruas, retomando o Carnaval de rua, mas também o colocando de cabeça para baixo. Batucação, bonecos gigantes, faixas, bicicletas, pequenas ações diretas, intervenção visual, urbana, grafitte, neste momento explodem todas as possibilidades de expressão crítica, radical e autônoma. Traga o que achar necessário! Presenciaremos a uma grande carnavalização das contraculturas!
Catadores de Papel (Tooleo)
Os catadores de papel e material reciclável são trabalhadores invisíveis. Presentes em toda parte, eles não têm nome, rosto ou história; se misturam aos carros, à sujeira e ao caos urbano, numa tentativa de transformar o que o resto da sociedade considera lixo em uma tépida forma de sobrevivência. Puxando pelas ruas pesadíssimas carroças, recolhendo tudo o que lhes pareça aproveitável, não são vistos pelos mais favorecidos como pessoas, é enxergada apenas a sua função: catadores de papel (afinal, o que diabos eles fazem com todo esse lixo?), carroças que atrapalham o trânsito. Este ensaio "etnofotográfico" busca despretensiosamente dar um rosto a estas pessoas e mostrar um pouco do ambiente em que trabalham e vivem, uma área ocupada há mais de seis anos no centro de Belo Horizonte, ao lado da linha do metrô.
www.fotolog.net/tooleo
Colagens Digitais (Raquel Pinheiro)
Colagens digitais e infogravuras. Poética visual crítica e que dialoga com a publicidade e poluição visual das grandes cidades.
Manipulação de Imagens (Aeoner.AVC)
Exposição de algumas artes de Photoshop + fotos de sketches de trabalhos de grafitte e intervenção urbana.www.fotolog.net/rgarrell
Projeto Fique Freak (BH)
O trabalho consiste basicamente em intervenções urbanas, que ocorrem tanto em espaços abertos (normalmente sem aviso prévio) ou em eventos de caráter mais alternativo. Tendo já se apresentado ano passado no MIP (movimento internacional de performance) aonde o trabalho teve uma repercussão maior. Outra vertente da trupe teve um espetáculo também performático apresentado no CCBH ( centro de cultura BH) quando o mesmo promovia um dia aberto para intervenções. Tendo também participado este ano da primeira SUSCON Brasil.
__________________________________
Onde?
HOTEL BRAGANÇA
Av. Paraná, 109
Centro. Tel: 3212-6688. Belo Horizonte MG
Quando?
Dias de Carnaval. 22, 23 e 24 de Fevereiro. De 10h às 22h.
Quanto?
R$5,00 por dia. Não inclui hospedagem no Hotel. Quem não puder pagar hospedagem poderá dormir no terraço levando colchonete, saco de dormir, cobertor, etc.
Contatos
carnaval@riseup.net 31 9691.3646
31 9144.0819

Folder completo do CR em formato PDF - 