Ao me ser pergutado se achava o Brasil um país preconceituoso, lembrei-me de minha "pré-escola", há tantos anos...


PLATEI UMA CEBOLINHA
NO MEU QUINTAL
NASCEU UMA NEGRINHA
DE AVENTAL.

DANÇA NEGRINHA.
NÃO SEI DANÇAR!
PEGA O CHICOTE
QUE ELA DANÇA JÁ!


É uma resposta integral a qualquer um que tenha um mínimo de discernimento, vejamos:
Negro não nasce do útero de uma mulher, surge do insucesso de se cultivar cebolas. Sai da terra, sujo, inferior, próprio para ser pisado...
Por ser mulher a personagem já nasce "de avental", demonstrando a sua finalidade. Aliás o assim chamado "príncipe dos sociólogos", Fernando Henrique Cardoso, já afirmou, em campanha presidencial, ter um pé na cozinha... Seus dois mandatos fazem-nos indagar se junto não havia um braço brandindo uma chibata.
Lembremo-nos ainda de que o "negro da casa" sofria maior inflência ideológica do sistema escravista que o "negro do eito". Fato que reflete-se ainda nas relações paternalistas entre patroas e empregadas domésticas.
Além da função doméstica, fica caracterizada a praticidade de se usar negros para entertenimentos. A negrinha deve dançar, as mulatas devem animar o carnaval, os jogadores de futebol (pouquíssimos brancos nesse meio) devem despertar paixões nos estádios para amortizar nossa conciência... E os negros e negras devem permanecer servindo de ispiração para masturbações com seu requebro e sesualidade à nossa elite ainda escravocrata. Mas caso haja recusa de se sujeitar a tais papéis: "pega o chicote que ela dança já". Implícito aí também o tema da preguiça. Se há recusa em se cumprir ordens não o é por inabilidade, mas por indolência.