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Restaurante Universitário da UFG é terceirizado
Por PRIVATIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO 13/04/2004 às 02:35

O Restaurante Universitário da Universidade Federal de Goiás deixou de ser público desde o inicio do ano letivo de 2004. Agora funciona terceirizado administrado pela empresa paulista Real Food. O preço, antes R$1,50, agora é de R$2,50.

Revoltados com a situação estudantes de vários cursos da UFG vêm se mobilizando contra o que consideram o inicio a privatização total da Universidade Pública. As recentes mobilizações se iniciaram no fim do ano de 2003, quando os estudantes tiveram a noticia de que a reitoria iria terceirizar os RU, o da praça Universitária e o do Campus Samambaia. Houve vários protestos, inclusive uma greve de fome de estudantes, que não conseguiram impedir a terceirização decidida em Conselho Universitário, em uma sessão que causou polêmica, pois muitos acusam a reitoria de ter conduzido o processo de forma autoritária.

No inicio do ano de 2004 houve ocupações da reitoria e da Pró-Reitoria para assuntos da comunidade Universitária. Num primeiro momento a reitora se recusava a negociar com os estudantes, que apresentavam uma proposta respaldada pelos antigos funcionários do restaurante que afirmavam poder manter um RU público. As ocupações continuaram, desta vez no restaurante do Campus Samambaia, até que a reitoria resolveu negociar com os estudantes. Mesmo assim, se manteve irredutível em sua postura de manter a terceirização.

As mobilizações se mantêm, com venda de marmitas a R$1.50, macarronadas comunitárias e com a ação de alunos isentos(alunos que atestam não poder pagar pelas refeições) que compartilham sua comida com demais estudantes. Essas ações têm buscado uma maior aproximação entre os estudantes, pois muitos se mantinham alheios às manifestações. A luta pelo RU público e acessível aos estudantes vem desde 2001, quando a reitoria aumentou o preço de 1 real para R$1.70. Nesta época, devido a ocupações no RU, vários alunos foram processados pela reitoria e pela Polícia Federal, por terem consumido picolés do Restaurante Executivo durante uma manifestação.

Nesta quarta-feira, dia 14 de abril, haverá uma plenária para discutir a situação do RU em frente ao restaurante do Campus 2, as 11 horas da manhã.

[ Uma breve História do RU no século XXI | Não precisamos da Real Food - Podemos ter um RU público | Relato de uma semana de protestos | O RU, o Fome Zero e o Neoliberalismo de Lula | Fotos da ocupação da Procom ]

Um apanhado histórico do processo de privatização do R.U. da UFG: A luta continua na UFG | Estudantes ocupam Reitoria | Estudantes boicotam aumento do R.U. na UFG | A luta na UFG contra o autoritarismo | Visão de outro estudante sobre o que ocorreu na UFG

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Comentários


Tá barato
Marcus Aurelius 14/04/2004 21:24

Bom, num mundo normal o almoço custa mais ou menos R$10,00 o quilo.

É, as universidades brasileiras não são normais.


Vamos falar sério!!!
Dark_loser 15/04/2004 00:38

Que o preço aumentou significativamente, aumentou... Mas agora afirmarem que há estudantes passando fome e que não estão conseguindo pagar R$ 1,00 a mais por uma refeição aí é mta palhaçada. Pelo amor de Deus, que babaquice mais sem noção!!!
Se considermos que a grande maioria dos estudantes de Universidades Federais são filhindos de papai que, nunca trabalharam e que passaram no mínimo três anos de suas vidas cursando pré-vestibular para entrar na Universidade pode-se afirmar que a causa da greve de fome é puramente ideológica!!!
Terceirizar não é crime, embora pareça ser para alguns guevaristas de boutique... pelo contrário!!! É apenas atribuir responsabilidade a uma empresa privada,que, na maioria das vezes, administra melhor, otimiza a prestação de serviço e ainda por cima colabora com impostos.
Se analisarmos, a maioria das privatizações no país foram um sucesso: das Telefonias, das Rodovias,instituições bancárias e inclusive da educação(pobres estudam em universidades particulares)Pré vestibular e ensino particular custam caro. E não é só 1 real a mais que os pseudo-socialistas se recusam a pagar e que quase nunca sai do bolso deles...







R.U
simone pv 15/04/2004 18:53

A questao dos restourantes universitarios nao é caso exclusivo da federal de goias isso esta ocorendo em demais universidaes com o aumento ou tentativa de aumento(como o q vem ocorendo na federal do rio grande do sul)isso mostra a total falta de interesse do governo na manutençao de uma boa qualidade de ensino aos estudante.enquanto o mesmo propoe aumento de verbas pras universidades particulares.
pra muitas pessoas pode parecer incrivel como alguem nao va ter mais um real pra pagar seu almoço mas pra muitos alunos ja é sacrificado arranja os 1,70. existem muitos alunos que vivem longe de casa e precisam se sustentar com apenas 150 reais trabalhando na universidade. quem tem mais dinheiro que bom que va comer em outro lugar, se acho q 2,50 é barato. alem do mais a universidade é publica e qualquer tipo de privatizaçao deve ser repudiada por toda a comunidade geral,pois a universidade alem de manter os estudos gratuitos, beneficiam a comunidade em geral.
deixo aqui meu apois a todos aqueles que lutam por um movimento estudantil.


Caro Dark
Capitão Ninja 16/04/2004 17:20

Caro Dark

Vá tomar bem no meio do vosso reto.


Dark_ lose um desinformado mesquinho
Anti senso comum elitista 26/04/2004 20:15

Caro Dark não é verdade que os ricos estão nas universidades pública, isso é uma fálacia. Aqui na UFG a grande maioria é de estudantes da classe média baixa, com uma pequena excessão que não é tão representativa como as pessoas que não conhece a realidade da Universidade Pública pensam. Conheço muitos amigos que não podem pagar esse valor todo dia. Colegas que moram longe, precisam ficar a tarde na universidade, e não tem como pagar dobrado a tarifa do onibus. Por fim, acho que isso é apenas um pequeno exemplo de uma política governamental mais ampla, que ao meu ver, remete a uma irresponsabilidade do governo federal, do PT, com a educação brasileira. Uma falta respeito com o povo, é uma banalização da educação pública e das políticas de assistencia estudantil governamentais, feitas por parcelas elitistas e hipócritas da sociedade brasileira.
 
 
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