Pare de comprar coisas roubadas

Ladrão é aquele que subtrai a coisa alheia mediante mentira ou exploração.

Quando você entra nas lojas e supermercados, já lhe ocorreu que a maior parte das mercadorias expostas nas prateleiras são fruto de trabalho não remunerado, ou seja, produto de roubo que alguém acumulou para si mediante fraude?

A situação econômica atual, com quase todo proletariado privado da terra para obter seu sustento, força trabalhadores a produzir em fábricas e terras que não lhe pertencem, por um pagamento de valor menor do que aquilo que produzem. Um pagamento que se torna ainda menor na medida em que aumenta a quantidade de desempregados.

Conscientemente ou não, concorde ou não, aquele que recebe um valor menor por aquilo que produz é vítima de roubo. Se, por exemplo, um trabalhador produz uma centena de cadeiras por dia e recebe como pagamento o equivalente a apenas uma cadeira, nada menos que 99 cadeiras lhe foram roubadas. Estas mesmas 99 cadeiras, produto de roubo, passam a ser vendidas pelos patrões. Essa mesma lógica, em maior ou menor grau, pode ser aplicada à maioria dos produtos estocados ou expostos nas lojas e supermercados.

É trabalho não remunerado que fica no bolso dos proprietários das fábricas capitalistas, amigos do alheio, ladrões.

Portanto, quase todos os bens, alguns deles úteis e necessários, que abarrotam as prateleiras e vitrines das lojas e supermercados, são exatamente aqueles que faltam nos lares dos trabalhadores que produziram aquelas mercadorias.

Assim, os donos de supermercados como Val-Mart, Carrefour, Extra, Davó, Barateiro, etc. são os grandes e verdadeiros ladrões, e uma pessoa que faz compras nesses locais, certamente compra mercadoria roubada dos seus legítimos produtores, os trabalhadores.

Para evitar ou conter revoltas e para preservar essa situação de impunidade, nebulosa e confusa para a maior parte do proletariado, esses grandes ladrões separaram parte do roubo para criar e manter uma instituição que os defendesse e que invertesse a realidade, o Estado. Dessa maneira, pessoas honestas passam a ser ladrões e os verdadeiros ladrões são tidos como pessoas honestas.

Quando trabalhadores nus e famintos entram em um supermercado para pegar a roupa ou o alimento que precisam, sem passar pelo caixa, não fazem outra coisa senão tomar para si aquilo que outros trabalhadores como eles produziram, quer dizer, a classe proletária legitimamente se apropria de produtos que lhes foram roubados pela classe patronal e dominante.

Não compre mercadoria roubada, exproprie ou compre mercadoria expropriada. Não alimente o Estado, mate-o de inanição!

EXPROPRIAÇÃO JÁ!


Asseb Ramivla