* Em algum momento de suas vidas, metade das latino-americanas é vítima de alguma violência (Fonte: Unifem, 1999).
* De acordo com a Organização de Saúde, de 85 a 115 milhões de meninas e mulheres são submetidas a alguma forma de mutilação genital por ano, em várias partes do mundo. (ONU, 1999).
* Estima-se que pelo menos uma vez ao ano, 50% das mulheres árabes casadas são espancadas por seus maridos e 25%, uma vez a cada seis meses (Control Ciudadano, Instituto Del Tercer Mundo, 1999).
* Em 1993 o Banco Mundial diagnosticou que a pratica de estupro e de violência doméstica são causas significativas de incapacidade e morte de mulheres na idade produtiva, tanto nos países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento.
* No Brasil a cada 4 (quatro) minutos uma mulher é agredida em seu próprio lar, por uma pessoa com quem mantém uma relação de afeto.
* O Banco Mundial estima que uma em cinco mulheres no mundo já foram atacadas física ou sexualmente.


Se todos os dados produzidos por corporações não são confiáveis e se eles não traduzem a realidade, o que eles podem nos dizer? Talvez eles consigam colocar em números a violência e dizer que de alguma maneira isso acontece no mundo. Mas será que números, só números falam de pessoas? Claro que não. Estatísticas e gráficos são dizem nada sobre pessoas que diariamente sofrem violência no mundo, no nosso país, estado, cidade, bairro, rua ou casa e é exatamente com esse grande abismo que este projeto pretende acabar. Acabar com o misticismo de que violência contra a mulher só é praticada em barracos sujos, por homens bêbados. Este projeto veio para mostrar que isso acontece muito, muito, muito mais do que imaginamos e principalmente, bem embaixo dos nossos narizes. E para perceber isso não precisamos de estatísticas ou boletins policiais, precisamos simplesmente olhar com mais atenção ao nosso redor. A garota que está sentada ao seu lado no metrô pode ter sofrido alguma violência, sua melhor amiga, a menina que se acotovela no show ao seu lado, sua irmã, mãe, tia, a menina que passa do outro lado da calçada, a balconista, a servente, a diretora da sua escola, sua médica, enfim, todas as mulheres que fazem parte da sua vida ou não podem ter sofrido violência e podem vir a sofrer, isso também tem que ficar claro, nenhuma de nós está "a salvo".

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