Às 24 horas da última sexta-feira (dia 14) teve início uma ocupação na divisa de São Paulo com Osasco, no Km 18,5 da Raposo Tavares, rua Vitor Civita. O terreno pertence originalmente à Editora Paulus, empresa relacionada à Igreja Católica, e foi ocupado por cerca de 250 pessoas do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), com o apoio de vários membros e entidades da sociedade civil, tais como estudantes, sindicatos e partidos políticos.

A primeira ameaça ao acampamento foi feita por viaturas da polícia de São Paulo, que quiseram expulsar as pessoas envolvidas com o movimento. A polícia, ao ouvir explicações quanto ao direito das/dos manifestantes de permanecerem na área, por já a terem ocupado por determinado tempo, retirou-se. Mais tarde, com a saída de advogadas/os da ocupação, a polícia retornou ao local, prendendo uma van, cuja função era divulgar o ato para moradores/as das redondezas. Em seguida, tentou fazer um cordão de isolamento da área, o que causou enorme tensão. Tal atitude, não procedente, acabou sendo combatida e evitada.

No entanto, dado o grande fluxo de pessoas para o acampamento, a atenção das forças repressivas estatais só fez aumentar, de modo que 6 viaturas, agora também de Osasco, passaram a exercitar o conhecido “terrorismo psicológico”. Elas se aliaram à empresa de segurança contratada pela Ed. Paulus para articularem ações, cuja finalidade era o fechamento das vias de acesso ao terreno. Essa tentativa de minar a ocupação não vingou: as/os 400 integrantes estabelecidas/os conseguiram evitar que esse projeto se concretizasse.

O MTST espera que no domingo (dia 16) a quantidade de pessoas estabelecidas triplique, o que não será difícil de ocorrer, caso o “processo de massificação” (como disse a Coordenadora Estadual) continue. Em outras palavras, caso a divulgação do acampamento possa se expandir como planejado. É o que a polícia mais teme.