| 18 de maio: dia nacional de luta antimanicomial Por Forum Paulista de Luta Antimanicomial 16/05/2004 às 17:49 O Movimento Nacional de Luta Antimanicomial (MNLA) é um movimento social existente há 17 anos e disseminado por todos os estados do Brasil. Tem como metas o fechamento de hospícios e manicômios do país e a promoção de uma cultura de tratamento, convivência e tolerância, no seio da sociedade, para as pessoas com sofrimento emocional de qualquer tipo. Nestes anos de luta foi possível constatar a viabilidade de nossa proposta, através de experiências de tratamento substitutivas ao hospital psiquiátrico, com êxito e sem excluir o indivíduo da sociedade, do convívio familiar, do exercício de direito de sua cidadania. A partir da atuação do MNLA foi deflagrado em nosso país um processo de reforma psiquiátrica, da qual os tratamentos substitutivos são fruto, que se muitas conquistas teve, muito ainda tem a fazer pelas pessoas que se deparam com a experiência do enlouquecimento. Ainda hoje há mais de 60.000 pessoas encarceradas em hospícios no Brasil, em condição de descaso e abandono, trancadas mas não tratadas. Este grave desrespeito aos direitos humanos, como outros tantos em nosso país, passa longe da percepção do cidadão comum, pois que não é notícia, mas continua enchendo os bolsos dos empresários da loucura. A população em geral, incluindo-se aí as classes mais favorecidas, é carente de informação sobre como procurar ajuda em caso de uma crise emocional na família ou na comunidade, e a idéia da internação psiquiátrica ainda é a primeira que aparece como alternativa. Este é atualmente o desafio que nos colocamos: amplificar esta discussão para parcelas mais amplas da sociedade, garantindo acesso à informação e assistência nas necessidades, pressionando governo e iniciativa privada a investirem na transformação desse cenário vergonhoso. O Forum Paulista de Luta Antimanicomial, instância estadual de organização do MNLA, discutindo o atual momento da atenção em saúde mental no estado, propõe a reflexão sobre quais as alternativas em nossa sociedade para as pessoas que, em algum momento de sua existência, se deparam com o fenômeno do enloquecimento - em si, na família, na comunidade. "Enlouqueci! E aí?" é o tema escolhido por este Forum para apontar essa reflexão: o que fazer perante a 'loucura', ou melhor, às pessoas que vivem essa experiência? Quais as respostas da sociedade em tempos de falência do modelo manicomial e insuficiência dos atuais serviços?Além disso, aponta para a possibilidade de qualquer um de nós de "enlouquecer", e que fará a sociedade, ou nossa família, ou o sistema de saúde? Internar-nos? Por que não ser cuidado de forma alternativa? Por que não conviver com a loucura? Na contemporaneidade assistimos à falta de espaço para a vivência da dor, da crise, do enlouquecimento... É preciso repensar o cuidado para com essas 'existências-sofrimento', respeitando as diferenças e ao mesmo tempo combatendo o preconceito. Assim, estamos organizando um grande ato público no dia 18 de maio, Dia Nacional de Luta Antimanicomial, no vão livre do MASP, a partir das 11:00h, que contará com a participação de diversos grupos artísticos ligados às formas substitutivas de atenção em saúde mental, bem como artistas , outros movimentos sociais e apoiadores em geral. Sempre acreditamos na arte como forma privilegiada de troca, encontro e disseminação da convivência entre diferentes como fonte de riqueza, e ela tem sido uma grande aliada neste caminho. Por isso, o ato público terá o caráter de intervenção cultural, estética, política e sobretudo ética - propondo uma nova maneira de se relacionar com o outro, através do respeito, da solidariedade, da beleza. Esperamos poder contar com sua participação nessa luta, ajudando a ampliar a visibilidade e o alcance do movimento e da cultura antimanicomial!! Até o dia 30 de abril estaremos enviando nova correpondência confirmando os aspectos técnicos do evento, que deve contar com carro de som equipado com microfones, captação e amplificação, retorno etc. bem como estrutura para performances no chão e intervenções com o público do ato e passantes da Av. Paulista. Forneceremos ainda transporte e alimentação aos artistas e personalidades convidados. Maiores informações com Patricia Villas-Bôas pelo e-mail patvillasboas@ig.com.br ou pelo fone (11)9154-4984. SAUDAÇÕES ANTIMANICOMIAIS!!! Forum Paulista de Luta Antimanicomial Comissão Organizadora do Ato Público em 18 de maio
URL:: http:// >>Adicione um comentário Meus Parabens a todos da organização do ato e participantes, são nescesarias formas alternativas para tratar e conviver com a loucura, sintoma da propria sociedade. Parabens =)  | Bom dia! Meu nome é Jean, sou ator do Grupo Sótãos e Porões e estou entrando em contato para divulgar nosso espetáculo, Delírio, de Antonio Ravan. Domingo, dia 23/05, haverá uma apresentação especial, às 18h, como parte da programação da Semana Nacional de Luta Antimanicomial. Após a apresentação, palestra / debate entre a platéia, o autor e psicólogo Antonio Ravan e Alessandro Santos, Militante da Luta Antimanicomial. Segue abaixo informações e release do espetáculo: Delírio Gênero: Drama Duração: 100 minutos Texto/Direção: Antônio Ravan Recomendação: 14 anos Quando: Quintas, 21h Quanto: R$20,°° Promoção: "Psico-profissionais", 50% de desconto. (além, claro, de estudantes, aposentados, professores e classe artística.) Internado em um Hospital Psiquiátrico, um homem vive em dois mundos. Um real, sua relação com os médicos e os outros pacientes e outro irreal, suas alucinações e delírios com a Inquisição. A peça foi baseada no livro do Psiquiatra Thomas S. Szasz, "A Fabricação da Loucura", nos pensamentos do filósofo francês Michel Foucault e nas idéias do psiquiatra escocês Ronald Laing, além de outras influencias, como Sartre, Jung, entre outros. Laing, junto com Szazs, criou no início dos anos setenta uma linha de pensamento e abordagem sobre a chamada doença mental que questionava a psiquiatria tradicional. A esse movimento, que com o passar dos anos cresceu em número de adeptos dentro da psiquiatria, como também de opositores, deu-se o nome de "Anti-Psiquiatria". Ela parte do princípio de que não existe, de fato, uma entidade clínica a que se possa chamar de doença mental. O paciente, chamado por Laing de "divergente social" é punido por ser diferente e incomodar a razão da maioria. A questão entre a sanidade e a loucura seria mais de âmbito filosófico, e não clínico. Além disso, para Laing, o paciente esconde-se nesse comportamento, chamado doentio, para evitar o sofrimento que as circunstâncias de sua vida ou sua inabilidade para enfrenta-las impõe. O paciente, dessa forma, não seria apenas a figura passiva e motivo de piedade da sociedade, mas sim personagem principal, atuante na configuração desse comportamento diferente e alienado. Pode-se dizer que o cérebro cria seus meios de defesa para o que pode lhe dar algum desconforto. Alucinações e delírios podem ser esses meios. O autor, Antonio Ravan, utiliza-se dessas idéias, porém, para demonstra-las, questiona o próprio comportamento da sociedade e dos médicos. Ravan não estende-se em longas discussões, seja defendendo ou atacando essa ou aquela linha de pensamento, apenas mostra os dois lados da moeda, mostrando ao espectador o raciocínio do psicólogo enquanto médico e o mundo interno e intrínseco da mente do chamado doente, enquanto paciente. Para Ravan "se existe a loucura então somos todos loucos". "Delírio" trata exatamente disso, questionando a real existência da doença mental, traçando também um curioso paralelo entre a "moderna" psiquiatria e a "antiga" inquisição, mostrando uma certa semelhança no tratamento dos antigos "possuídos" e dos modernos "pacientes". Mudaram-se os nomes mas o tratamento é o mesmo. A peça questiona a razão e o chamado "bem". O "Bem" que os inquisidores tinham absoluta certeza estar fazendo à alma dos "feiticeiros" e o "Bem" que os psiquiatras acreditam estar fazendo à mente de seus pacientes. Ravan espera que o público saia do teatro com dúvidas, que repense a questão da "doença mental". E que nesse jogo da sociedade, repleto de interesses emocionais, onde todos somos jogadores, possamos questionar as idéias de melhor e pior, do bem e do mal, do certo e do errado. Que no final da peça se tenha uma consciência maior das diferenças, que não favorecem ninguém, e sim a todos. Breve currículo do Autor "Delírio", foi escrita e dirigida por Antonio Ravan, Psicólogo Clínico, formado pela Universidade São Marcos, com especialização em psicodrama, tendo atuado por três anos em hospital psiquiátrico. Diretor teatral, possui em seu currículo 18 montagens profissionais em 17 anos de trabalho com teatro. Dramaturgo, estudou com José Renato (fundador do Teatro de Arena), Renato Borghi e Chico de Assis (Missa Leiga e Xandú Quaresma). Membro da SBAT (Sociedade Brasileira de Autores Teatrais) desde 1987, possui 10 peças registradas e encenadas, entre elas: · Delírio (11 prêmios em festivais de teatro) · Quarteto em Rir Maior (6 anos em cartaz na cidade de São Paulo) · Édipo RiRei · Freud no Botequim · Deus e sua Garrafa de Tubaína · Jardim dos Cogumelos, entre outras Como diretor, Ravan lançou nos palcos artistas hoje respeitados, como os atores Matheus Nachtergaele, Marcelo Lahan, Silvio Toledo e o Diretor Sérgio Ferrara (Tarsila, Abajour Lilás, Pobre Super-Homem) Ravan tem sua obra artística voltada para a observação do comportamento do Homem em sociedade. É do seu cotidiano que Ravan fala , expondo-lhe os medos, os sonhos, a prepotência, os desejos reprimidos... Não é a imagem civilizada que este Homem tem em si que lhe interessa, mas sim a sombra primitiva, inconsciente, esta que realmente move seus atos. Outra característica de seu trabalho é a versatilidade com que transita entre os gêneros de humor e drama em suas peças. Elenco Grupo Sótãos e Porões, com: · Antonio Ravan · Jean Pierre · Alexandra Mauro · Sabrina Lavelle · Fabio Hilst · Carlos Faccin · Jefferson Mola Concluindo Gostaria que fosse possível a divulgação do espetáculo através do site, visto que a peça é de interesse dos visitantes deste. Contatos via e-mail, korcsaki@ig.com.br ou por telefone: 9419-7430 Jean Estamos sediados no Teatro do Quarteto, Rua Treze de Maio Nº 830, Bela Vista Atenciosamente Jean Pierre Dumont Teatro do Quarteto  | Olá!!
Eu sou aluna de comunicação (com habilitação em jornalismo) da Universidade Federal do Espírido Santo (UFES). Lá temos uma matéria de jornalismo online em que cada aluno produz um blogg. Eu escolhi como tema para o meu a loucura, sendo esta tratada de maneira positiva e abordada no sentido de provar que no fundo somos todos loucos.... enfim, gostei da idéa da luta antimanicomial, estarei divulgando-a no meu blogg, e também divulagarei o dia internacional, o fórum e a parada que vcs promoverão, assim como informações contidas na página. Espero que não haja problema pra vcs.
Além disso, já que vcs devem ter bastante material sobre o assunto, ficaria grata se recebesse po e-mail também outras informações, textos, relatos, fotos, videos e etc. sobre a realidade dos loucos e dos manicomios, para também divulgar lá no blogg.
Obrigada! Paula Guanaes Varejão.  | Saúdo a todos os militantes deste movimento antimanicomial, no qual temos como principal meta: a desconstrução de conceitos anteriormente cristalizados acerca da loucura e do tratamento das pessoas usuárias dessa Instituição despessoalizante. Uma vez que temos a clara concepção de que somos humanos, munidos de identidade pessoal - física e moral - não podemos assumir papéis "representacionais", não podemos atribuir à loucura uma inscrição de anormalidade completa no indivíduo, porque acima de tudo o louco é ainda mais lúcido do que o proprio cidadão tido como "normal", pois em suas concepções delirantes está comprovado o seu desejo libidinal e seu sentimento de humano, já que para se tornar louco basta ser humano, enquanto que aqueles considerados normais são os mais insanos, tentam tratar um ser humano como um animal domesticado... como afirmar que este sujeito está convicto de suas capacidades cognitivas?? Portanto, sinto-me como parte integrante deste movimento humanizado em que não queremos apenas derrubar a Instituição física dos manicômios, mas descontruir o saber direcionado aos usuários, dando-lhes um mínimo de dignidade e, principalmente, ATENÇÃO!!!!!!!!!!
ABAIXO A DITADURA PSIQUIATRIZADA, ABAIXO AO TRATAMENTO SUB-HUMANO, DESCONSTRUIR PARA CONSTRUIRMOS!! Rodrigo Ribeiro  | Sou portadora de Transtorno Bipolar do Humor e Transtorno de Borderline e sinto muita falta de leis que regulamentem os direitos dos portadores de doença mental. Pois ás vezes é preciso muita ajuda para se pr4estar um concurso público, arrumar um emprego, estudar, e nós precisamos de um tratamento diferenciado. Graças a mim e a Deus eu consegui terminar o terceiro grau, mas até hoje não me adapto a trabalhar normalmente como todo mundo ,pois tenho dificuldade de encontrar emprego que medê uma certa segurança diante das minhas limitações. Obrigado, isso foi um desabafo. Isabella de Souza Barbosa Gadelha  | Sou acadêmico de Serviço Social da Universidade Federal de Juiz de Fora e no meu campo de estágio atuo junto da Associação Pró Saúde Mental - TRABALHARTE. Aqui em Juiz de Fora estaremos com um ato no centro da cidade no dia 16, por acharmos mais estratégico este dia, para alcançarmos um maior número de pessoas. Estivemos discutindo em nossa última reunião a criação de algo para marcar a luta. Assim como a AIDS tem aquele símbolo com a fita vermelha, pensamos em criar algo também, primeiramente resolvi fazer uma pesquisa na internet para saber se já existia isso e até o momento não encontrei nada. Já existe esta discussão no Fórum aí? Alguém sabe de algo sobre isso?
Para conhecerem um pouco do trabalho da Associação visitem o site  | Nesta segunda-feira dia 18 estaremos realizando o primeiro movimento em favor da Luta Nacional Antimanicomial, saíndo do CAPS- Manoel Amaro Freire e percorrendo pelas principais ruas e avenida de nossa cidade finalizando na Pça Desembargador Celso Salles com a participação de Artistas locais e dos Amigos do CAPS. Movimento este que conta com o apoio da Prefeitura Municipal e da Secretaria Municipal de Saúde. Norma Ferreira Caldas Prefeita Municipal Solane Maria Costa Secretária de Saúde Francisco Elielson Urbano de Araújo Diretor Administrativo Oscarlina Adriana F. de Melo Coordenadora Técnica Cristiane Gonçalves Teixeira de Carvalho Coordenadore Municipal de Saúde Mental São José de Mipibu/RN  | Tenho uma dúvida quanto ao movimento anti-manicomial. E no casos de pessoas que por vontade própria buscam um lugar protegido para seu tratamento, como é o caso de algumas comunidades terapêuticas ou clínicas de reabilitação social? Conheço várias histórias de pessoas que não tinham mais controle sobre si, e que depois de diversos tipos de tratamentos em sistema sem internação, decidiram que eram imcapazes de se controlar e que só em um ambiente fechado, ou melhor, protegido, conseguiriam firmar um período de estabilidade para poder fianlmente se tratar. O movimento é contra esse tipo de instituição?
|