Caça no Rio Grande do Sul
Fonte: Ambiente Brasil
 http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&id=14683

Leia a notícia veiculada pelo Ambiente Brasil sobre a caça do
marrecão e da marreca-caneleira

"Caça/RS: Ibama libera caneleira e marrecão, mas reduz cotas

AMBIENTE BRASIL 19/05/2004

Depois de cinco anos de moratória, o Ibama - Instituto Brasileiro do
Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis decidiu autorizar o
abate do marrecão e da marreca-caneleira na temporada de caça no Rio
Grande do Sul, que começa nesta quinta-feira, 20.
Desde 2002, as pesquisas indicavam a possibilidade de incluir as
duas espécies na legislação que regulamenta a caça no estado, mas o
instituto preferiu a cautela. Além de esperar mais um ano para
confirmar o dados científicos e autorizar o abate das duas espécies
somente em 2004, o Ibama também reduziu pela metade a cota
sugerida pelos estudos da Fundação Zoobotância e do Centro Nacional
de Pesquisa para a Conservação de Aves Silvestres - Cemave.
Para o marrecão, a sugestão era a de autorizar o abate de até 40
indivíduos por caçador durante a temporada deste ano. O Ibama
liberou apenas vinte e uma aves para todo o período e cota semanal
máxima de três aves por caçador. A cota de abate para a marreca-
caneleira na temporada será de quinze aves por caçador.
Semanalmente, cada caçador poderá abater apenas três aves.
A medida reforça a posição de precaução do instituto em relação à
sustentabilidade das populações do marrecão e da marreca-caneleira.
Para este ano, estão autorizados ainda o abate da perdiz, do pombão,
da pomba-de-bando e da marreca-piadeira.
Pela primeira vez, a Instrução Normativa que autoriza o abate de
animais no estado inclui apenas espécies destinadas à caça
amadorista. As espécies consideradas "problemas", tais como a
caturrita e o javali têm agora o abate regulamentado por
legislações específicas. A medida tem o objetivo de facilitar o
controle e o manejo das espécies cujo descontrole populacional
provoca danos à agricultura gaúcha.
Outra novidade é que este ano o Ibama limitou em quatro mil o número
de caçadores autorizados para participar da temporada. Os caçadores
deverão, obrigatoriamente, ser cadastrados na Gerência Executiva do
Ibama mediante o pagamento de taxa única no valor de R$ 300,00. As
cotas permitidas para cada espécie".


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Tanto o IBAMA quanto o Ministério do Meio Ambiente não têm intenção
de proibir a caça no país.
Regulamentar, reduzir o número de animais abatidos ou de caçadores é
uma tentativa de amenizar a opinião pública, que é, em sua maioria,
contrária à caça. Trata-se de satisfazer os interesses de uma minoria favorável
à caça.

A nomeação da Ministra Marina Silva foi comemorada entre defensores
dos animais e ambientalistas em geral pelo seu interesse na causa.
Até hoje, porém, não tomamos conhecimento de que alguma ação tenha
sido realizada a favor do meio ambiente, principalmente no que diz
respeito à fauna.

Se você é contra a caça de qualquer espécie, escreva para as
autoridades expondo seus motivos, educadamente, e pedindo que esta
seja proibida de uma vez em nosso país.

E-mails:

* CEMAVE - Centro Nacional de Pesquisa para Conservação das Aves
Silvestres  cemave@ibama.gov.br (ibama.gov.br)

* Fundação ZooBotânica - Acesse:  http://www.fzb.rs.gov.br e clique
em "contato".

* Ministra do Meio Ambiente ? Marina Silva:
 gab@mma.gov.br (mma.gov.br)
ou
Pela página do Ministério do Meio Ambiente:  http://www.mma.gov.br e
clique em "Fale Conosco"