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| | Paralisações estudantis sacodem estrutura das universidades
Nos últimos meses estudantes de universidades de São Paulo, Sergipe e Bahia estão paralisando as atividades de suas instituições para colocar em questão o atual processo de sucateamento do ensino público superior. Enquanto isso, tramitam no Congresso projetos de leis e emendas constitucionais que interferem diretamente nas universidades públicas: as parcerias público-privadas (PPP), a cobrança de contribuição social para egressos de universidades públicas (PEC 217/2003), a lei de inovações tecnológicas e a isenção tributária para vagas em universidades privadas (PROUNI). Segundo o movimento estudantil, estes projetos são partes de uma reforma universitária feita em doses homeopáticas. Em São Paulo, estudantes das universidades estaduais paulistas (UNICAMP, USP, UNESP) encontram-se mobilizados desde maio. Em junho, estudantes tentaram ocupar a reitoria da UNESP motivados pela discussão da Reforma Universitária, pelo repúdio ao sucateamento do ensino público e às fundações privadas, e pela privatização do espaço universitário. Manifestantes reivindicaram aumento de verbas para as universidades na votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias de São Paulo em 14 de julho, mas foram duramente agredidos pela polícia. A mobilização estudantil continua. Na Bahia, estudantes da UFBA paralisaram as atividades da unversidade no dia 15 de julho e desde então, em assembléias nas unidades e reuniões gerais do movimento, construiram uma pauta geral de reivindicações para as questões internas da universidade e discutem os pontos de pauta sobre a reforma universitária e sobre as demandas específicas das unidades. O movimento, que tem por bandeira "Contra essa Reforma Universitária - por uma universidade pública, gratuita e de qualidade", enviou esta pauta provisória ao reitor Naomar de Almeida Filho para que ele convocasse os conselhos superiores para apreciá-la, mas ele viajou para Brasília na quinta-feira (22 de julho) sem dar resposta alguma. Em Sergipe, os estudantes decidiram em assembléia realizada a 22 de julho paralisar a UFS, por força da greve dos servidores técnico-administrativos e, principalmente, por causa do sucateamento da estrutura física da entidade. O centro cirúrgico da UFS está fechado, falta detergente para estudantes da área de saúde lavarem as mãos depois das aulas práticas e os professores de disciplinas importantes nos cursos são despreparados para ministrar aulas. Greve nas estaduais paulistas: Greve estudantil na UFBA: Paralisação estudantil na UFS: Documentos de apoio sobre reforma universitária:
Ocupação do restaurante universitário da Unicamp Parabéns pessoal pelo editorial!!! Estava fazendo muita falta um texto amplo como esse, dando visibilidade para as diferentes regiões e para as diversas questões que vêm sendo levantadas nas universidades. Os links foram muito bem escolhidos e dão conta dessa amplitude.
Na segunda-feira (26/7) ocorreu na Unicamp a invasão do restaurante universitário. Na terça (27) foi feita a reintegração de posse e hoje (28) circulam pela universidade estadual de campinas panfletos (promovidos pela reitoria) no qual os diretores de unidades repudiam a manifestação. Não tenho muitas informações, mas é legal ficar de olho nisso também. Falou! Pulga
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