A Associação do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT), através da sua Secretaria de Travestis e Transexuais, participou do "Grito dos Excluídos -10 anos", levando ao Museu do Ipiranga cerca de 50 manifestantes no 2° Grito das Travestis.

A bandeira do arco-íris, símbolo do movimento GLBTT e da luta pelo reconhecimento da diversidade sexual, marcou presença. O objetivo da manifestação foi dar visibilidade às demandas das travestis e transexuais e sensibilizar a população em relação às constantes agressões e discriminações a que estão sujeitas no cotidiano. Entre os motivos para ir às ruas estão a necessidade de denunciar a falta de oportunidades de trabalho e as múltiplas exclusões que perfazem a vida dos sujeitos que não se adequam aos papéis e à aparência socialmente esperada para seu sexo biológico. Exclusões que as jogam para fora do sistema educacional, do mercado de trabalho e as afastam, em boa parte dos casos, de suas famílias, amigos, cidades e do acesso a direitos humanos básicos como saúde e integridade física. O grupo de manifestantes homenageou a travesti Pantera, morta na barbárie contra moradores de rua no centro de São Paulo.

A realização do Grito dos Excluídos está na agenda dos movimentos sociais em todo o Brasil como ocasião para expressar o descontentamento com a situação econômica/social, visibilizar demandas e tornar públicos os anseios por sociedade mais justa e solidária, resgatando a esperança e as práticas coletivas populares.

Organizaram o evento: CMP, MST, CUT, Pastoral Operária, CIMI-SUL, MSU, MPM, UMM, Casa da Solidariedade, CDD, SOF, LAC/SP, FCD, Pastoral da Moradia, MTST, MST/SBC, Acat-Brasil, Marcha Mundial das Mulheres.