Desde tempos remotos o homem procurou, através de inovações e novos métodos de trabalho, produzir mais em menos tempo e com menor esforço. Nos séculos 19 e 20 tiveram lugar grandes avanços tecnológicos como a máquina a vapor, a eletricidade, o telégrafo, o telefone, as ferrovias, o motor a combustão, a aviação, até chegarmos à era da microeletrônica.
Na verdade, a classe dominante, para defender o sistema vigente, tudo faz para difundir a idéia de que o grande culpado pelo desemprego é a tecnologia e que nada pode ser feito para impedir que assim continue, ou seja, cada vez mais tecnologia e menos emprego.
Ao contrário do que propagam todos os interessados na preservação do capitalismo, a tecnologia não é uma inimiga do trabalhador, e, portanto, não deve ser combatida. O grande inimigo dos trabalhadores é um sistema que visa tão somente o aumento dos lucros e não o bem estar e o desenvolvimento do ser humano.
Numa sociedade socialista livre das limitações impostas pela propriedade privada dos meios de produção e pela apropriação individual, o homem, com toda a tecnologia hoje existente, poderia dedicar muito menos tempo ao trabalho alienante e repetitivo do que o faz atualmente.
O desemprego é decorrência de um modo de produção que não pergunta: "O que é precisa fazer?", mas sim, pergunta: "como faço para conseguir o máximo com o meu dinheiro"?
Numa sociedade capitalista, o propósito da empresa privada é o lucro a ser ganho pelos seus donos e não o pleno emprego e bem estar de todos.
Enquanto o capitalismo continuar sendo capitalismo, o capital não será usado para elevar o padrão de vida das pessoas, pois isso significaria uma queda nos lucros dos capitalistas.