Por que viver sob as leis do mercado? Por acaso somos mercadorias? É isso que nos diz a publicidade que expõe imagens do nosso corpo fragmentado e seqüestra nossos sonhos para nos vender mentiras. É isso que nos dizem nossos governos quando assinam acordos em que os interesses das multinacionais valem mais do que a nossa luta histórica por autonomia e democracia. É a tudo isso que dizemos não.

O feminismo é para nós uma maneira de pensar e um movimento real, uma alternativa para entender e transformar o mundo. É mais do que simplesmente observar a desigualdade e conseguir posições de poder. O que nos move é a necessidade de destruir os sistemas que perpetuam o medo e o ódio e justificam a violência, em particular o patriarcado e todos os sistemas que geram exclusão e reforçam a dominação, controlam nossos corpos e roubam nossos sonhos.

Ao contrário de uma campanha que tem uma reivindicação específica e um período definido de duração, a ofensiva é um processo de acumulação de forças e construção de ferramentas de luta. Queremos colocar na rua o debate feminista contra a ordem capitalista e patriarcal e criar formas de ação criativas e radicais...

O dia 17 de outubro é dia de ação global da Marcha. No Brasil houve manifestações em
São Paulo, no Rio de Janeiro, em Curitiba, Porto Alegre, Mossoró, Aracaju e outras cidades.

As ações da Ofensiva devem culminar numa manifestação nacional em São Paulo, no dia 8 de março, em que serão lançadas as ações mundiais da MMM em 2005. No ano que vem, marchas e protestos organizados pelas mulheres vão percorrer os cinco continentes até o dia 17 de outubro, quando todos os grupos do mundo todo organizarão uma hora de ação local das 12:00 à 13:00.

A Marcha Mundial das Mulheres é uma articulação internacional para a ação feminista, que agrega quase 6.000 grupos de mulheres em 163 países e territórios ao redor do planeta e tem como foco principal a luta contra a pobreza e a violência machista. Se criou como uma ferramenta para fortalecer e manter um vasto movimento de solidariedade dos grupos de mulheres de base, como um gesto de afirmação das mulheres do mundo.


fotos da Carol e do Anderson.