Falando em fogões a gás (os de quatro bocas, com forno, que são os mais usados nos lares brasileiros), por que não é instalado neles, obrigatóriamente, um dispositivo que interrompa o fluxo de gás na ausência de chama, como nos fogões importados de países mais “adiantados” ou em aquecedores de água a gás?
Certamente não quintuplicarão de preço. É um dispositivo seguro, barato e eficaz. Impossibilitaria quase os vazamentos.
Sem vazamentos, menos incêndios, explosões, queimaduras e envenenamentos, quem não sabe disto?
Crianças mexem em tudo. Em fogões também. Este dispositivo dificulta o acionamento do fluxo de gás. É mais protetor!
Ora chamas apagam. Pelo vento, por panelas que transbordam ou por motivos fortuitos.
Tenho certeza que brasileiro nenhum deixou de presenciar isto várias vezes em sua vida.
Se não morreu, envenenou-se, queimou-se ou teve sua casa explodida ou incendiada, deve isso exclusivamente, ao fato de Deus ser brasileiro. Só por isso.
Por causa do nosso belo governo é que não é.
Façam essa droga de lei logo de uma vez, seus pseudo-governantes!!!
Essa lei tem que incluir outra coisas também:
As laterais do fogão, ao usar o forno, não podem aquecer-se ao ponto de amolecer ou derreter a mangueira de gás que eventualmente encoste nelas.
A grelha que suporta as panelas deveria ser, menos estéticas e mais voltadas para que panelas, frigideiras, chaleiras e bules tenham apoio seguro. Mesmo as muito pequenas e as muito grandes, Para que não virem com facilidade.
A identificação dos botões de acionamento e bocas correspondentes deveria ser padronizada e de fácil reconhecimento.
Etc., etc., etc.
São medidas simples, altamente compensadoras, só no aspecto econômico, do próprio governo. Gastariam muito menos com os queimados, nos hospitais públicos e com bombeiros.
Se não se interessam pela dor e sofrimento dos queimados, façam-no então pelo FMI. Gastando menos com os queimados sobra mais para o FMI.
As panelas, frigideiras etc., a não ser as mais caras, na verdade caríssimas, pecam também muito, no aspecto de segurança.
Não existe utensílio de cozinha que, com o tempo, não solte o cabo. Fique bambo, sacolejante, soltando-se então completamente. Apertar o parafuso (normalmente com faca fazendo às vezes de chave de fenda) pouco resolve. Se for rebitado pior ainda, nada pode ser feito. O cabo também é normalmente muito pesado. Faz virar o utensílio com facilidade.
O brasileiro não compra panela cara, nem substitui com facilidade a panela defeituosa.
É sabido: “Panela velha é que faz comida boa”.
E “torra” o dinheiro do FMI, na ala de queimados do SUS.
