Por um projeto para o capitalismo
Muito ja foi dito e escrito sobre o socialismo. Nele, estariam dadas
as condicoes para extinguir a fome, a miseria e o desemprego. Verdade.
Varios agrupametos, em criticas nada fraternais, chegam a agressao
fisica devido aos "caminhos" a percorrer para lá chegar.
Acredita-se que as aliancas com a burguesia sao um obstaculo. Tambem
programas rebaixados, direcoes carreiristas, etc. Partidos, grupos e
grupelhos, muitas vezes, elaboraram teorias sem conexao com o real.
Quando, a boa ciencia, manda captar os dados do real e partir
deles construir o conhecimento(no caso, a ciencia politica).
Mas a questao aqui é: "como viver no capitalismo, enquanto
o socialimo nao vem?". Deixe seus dogmas de lado. Nao adianta
fazer propaganda da revolucao. Já sabemos que nao existe saida
"por dentro". A democracia burguesa tem limites e o orcamento
tem fim(ao contrario do que alguns pensam!).
Nao estamos falando de nossos desejos - um mundo sem mercadoria,
sem opressao e fome. Estamos falando de analisar o real por ele
mesmo. Como conseguir mais ganhos para os pobres dentro
do sistema que exclui?
Na atualidade, em especial no Brasil, o Estado passa por uma
crise cronica de Baixa Captação de Recursos. Nao falei de Receita, pois
ja sabemos que uma boa parte dela vai para dividas, folha de pessoal e
outros gastos fixos. Com a explosao do desemprego, do biscaite, do
camelô e do "vendedor de servicos" como podemos falar em
pico de arrecadação? Sem CLT, sem impostos, sem INSS, sem outros
canais de receita. É dificil fazer a matematica desse jogo?
O melhor governo de esquerda recebera um Estado falido. Nao adianta chorar.
Dinheiro é dinheiro, é finito e transitorio. Aumentar ou inventar imposto é
garantia certa de protestos. Taxar as grandes forturnas dentro do capitalismo é
idéia que nao tem respaldo na boa psicologia. Romper com o FMI, sem ter o
amigo do "bloco stalinista", é otimo caminho para o boicote internacional -
seja financeiro, tecnologico ou cultural.
Infelizmente, as rupturas estao em extincao. Temos sim, é que
elaborar uma nova agenda. Dedicada aos pobres, trabalhadores e
excluidos. Mas tambem nunca perder a chance de lembrar que
a saida tem nome: socialismo.
Dialogar com Americanos, Europeus e japoneses. Nao adiante ficar na
redoma de vidro, o mercado é metabolismo social, nem o bloco stalinista
conseguiu isolar-se. Nao duvide, tecnologia e dinheiro serao coisas raras
num pais que resolver viver ilhado. Basta lembrar de Cuba.
O que sobrou para a esquerda foi um esqueleto de Estado. A tática, se é que se
pode falar assim, será um "remanejamento" de verbas - tirar do secundário e por no
principal: saude e educacao. Nao existe um caixa mágico, onde quanto mais se
tira mais nasce. O dinheiro acaba. Um combate sério ao mau uso e a corrupcao
tambem sao palavras bem vindas. Uma séria politica de reducao de tributos é um
bom caminho para gerar emprego e renda. Cada porcentagem a menos de
imposto será mais uma chance de emprego (ver "um olhar sobre a CLT" 30.11.04).
A informalidade é o grande problema social. Sua solucao passa por contratos mais
abertos, onde um contigente, sem escolaridade e profissao, poderao assinar a
carterinha de trabalho.
Por ultimo, vale lembrar que as massas nao estao numa pre-revolucao ou numa
revolucao. Tais caracterizacoes sao pura vontade. O que ocorre, objetivamente
no cotidiano, é a repeticao do dia anterior. As massas estao apáticas - como
estiveram tempos depois da revolucao bolchevique. Nao existe um virus latente
revolucionario na subjetividade da populacao, talvez tal microorganismo só
habite algumas cabecas - ainda saudosas de um tempo que nao voltará.
Por fim, uma boa radicalizacao da democracia, com constantes consultas
populares(plesbicito, orcamento participativo ou qualquer nome que se queira),
até chegarmos a uma máximo, também sera um boa ferramenta.
Nestes tempos de corrupcao, tal bandeira seria de bom agrado.
Ou voce acredita que estamos numa pre-revolucao?!
x20
Fortaleza-CE
