| Tsunami: omissão criminosa de acadêmicos? Por José Antonio Meira da Rocha 31/12/2004 às 07:05 Como uma rede mundial de acadêmicos não descobriu o telefone de embaixadas para avisar sobre o tsunami no índico? Não consigo conceber que as populações do Índico não foram avisadas do tsunami porque a rede de prevenção de tsunamis, espalhada por universidades do mundo, "não sabia como avisar". A onda levou três horas para chegar à Índia e ao Sry Lanka. A central de prevenção, então, não tinha o telefone das embaixadas destes países? Por acaso a rede só serve para descendentes de europeus brancos e ricos da Austrália, Estados Unidos e Europa? Os morenos pobres daqueles países (que sustentaram ou sustentam os grandes impérios) não merecem saber disso? Que vergonha para a Academia! A rede sabia das gigantescas proporções do sismo! Sabiam que haveria uma gigantesca onda! Como não avisaram? Vejam o resultados, em vídeos dramáticos... http://www.waveofdestruction.org
>>Adicione um comentário Porque o sistema que prevê Tsunami só está disponível na Austrália, no Hawaii e no norte do Canadá. A Índia terá de pagar 60 milhões de US$$$ se quiser implantar este sistema em mar aberto. Só por isso. Nada tem a ver com estudantes, catedráticos, especialistas. Tudo bem, há os tornados, os ciclones, até o El Niño. Mas o problema agora não é como não preveram, o problema são as 140 mil pessoas que estão fedendo a céu aberto. A Igreja Católica deve matar mais um monte agora graças aos seus valores. A peste negra voltou porque os parentes precisam "enterrar" os corpos conhecidos. Enquanto isso a população local, na maioria budista, incineram imediatamente seus parentes e esperam apreensivos sobreviver à cólera, à pólio, ao sarampo, febre, e outras pragas que vem com os corpos que apodrecem ao ar livre. Isso sim é problema, o Tsunami em si foi uma fatalidade. Não adiante perguntar; Por quê não destruiram o avião guiado por terroristas enquanto ele sobrevoava Manhattan? Fato é que a igreja vai continuar matando. Valeu o ponto-de-vista ou estou errado?  | Dinheiro é importante,mas um telefonema não custa tão caro.As fotos de satelites visualizaram a onda. Não tinha ninguem vendo as imagens? Quanto aos "atentados" do WTC não consigo entender ate hoje porque avião "dissolve completamente" e a grama em volta permanece intacta. Na pauperrima Africa carros com autofalantes salva ram varias vidas. O telefone poderia ser a cobrar para os governos das areas afetadas. Uma vida salva justifica um telefonema. Realmente lugares que so tem plantações de nabo, não tem razão para serem "salvos"pela Cavalaria. Não houve esforços sistemáticos para dar alerta às populações no Sri Lanka e na Índia, onde havia tempo de salvar muita gente. Nem mesmo na África. Omissão, burocracia, ineficiência criminosas, vá lá saber. 150 mil pessoas pagaram com a vida, e milhões perderam tudo. Agora é esperar o dia em que algo similar aconteça nas costas do Primeiro Mundo. Aí a choradeira vai ser geral.  | A SOLUÇÃO FINAL CAPITALISTA Laymert Garcia dos Santos Filósofa francesa defende que método de seleção aplicado nos campos de concentração nazistas está na base da estratégia neoliberal implementada em escala mundial. ...................................................... Há dez anos, o poeta e dramaturgo alemão Heiner Müller deixou claro, numa entrevista, que não via Auschwitz como um desvio ou exceção, mas sim como altar do capitalismo, último estágio das Luzes e modelo de base da sociedade tecnológica. Auschwitz seria o altar do capitalismo porque ali o homem é sacrificado em nome do progresso tecnológico, porque o critério da máxima racionalidade reduz o homem ao seu valor de matéria-prima, de material; seria o último estágio das Luzes ao realizar plenamente o cálculo, por elas inaugurado; e, finalmente, seria o modelo de base da sociedade tecnológica porque o extermínio em escala industrial consagra até mesmo na morte a busca de funcionalidade e eficiência, princípios fundamentais do sistema técnico moderno. O comentário de Müller volta com força total à mente quando se lê o último livro de Susan George, que acaba de ser publicado na França, traduzido do inglês. "Le Rapport Lugano", O Relatório Lugano, mostra que a lógica da "solução final" não se dissolveu com o fim dos campos de concentração; muito ao contrário, ela está aí, mais atual do que nunca, maquinando a estratégia neoliberal implementada em escala planetária. A aproximação pode parecer abusiva, mas não é: Müller sabia que a estratégia nazista de aceleração total, tanto econômica quanto tecnocientífica, obedecia ao princípio da seleção, isto é, do direito do mais forte; George sabe que a estratégia neoliberal repousa sobre esse mesmo princípio, ao colocar a mesma questão totalitária: quem tem o direito de sobreviver, quem está condenado a desaparecer. Ambos odeiam e combatem a seleção porque ela conduz ao genocídio. Perspectiva sem complacência Susan George percebeu o caráter genocida implícito na estratégia global do neoliberalismo quando, constatando que o sistema atual é uma máquina universal de destruição do ambiente e de produção de perdedores, procurou colocar-se na posição daqueles que mais lucram com ela e descobriu que eles estavam inquietos. "(O presidente do Banco Central dos EUA) Alan Greenspan se inquietava com a exuberância irracional do mercado, (o megainvestidor) George Soros se inquietava com os excessos do capitalismo, o principal economista do Banco Mundial se inquietava com o impacto e a severidade dos programas de ajuste estrutural nos países pobres, o diretor responsável pela economia mundial do banco Morgan Stanley se inquietava com "o impiedoso confronto pelo poder entre o capital e o trabalho" que se anunciava, e muitas pessoas se inquietavam com a polarização social e o desmoronamento do ambiente. Entretanto ninguém parecia fazer a ligação entre todos os aspectos dessa situação, pelo menos em público. "Se fosse tão rica e poderosa quanto eles, pensou então George, daria tudo para obter uma perspectiva do processo global traçada sem complacência, já que, por uma questão de sobrevivência, os senhores da terra precisam de um diagnóstico do sistema e de recomendações para assegurar o controle de sua evolução futura. Ora, se tal estudo existisse, seria feito por esses "policy intellectuals" que transitam entre as universidades de prestígio e as altas esferas governamentais. É muito provável que tais análises existam, mas elas, evidentemente, jamais viriam a público. George decidiu então escrever o que precisaria saber, se fizesse parte do seletíssimo clube que decide a estratégia de sobrevivência da "classe express"; e, para poder escrever, concebeu um recurso literário extremamente instigante: imaginou que alguns incógnitos membros da elite global encomendaram a um grupo de trabalho formado por especialistas de todas as ciências humanas um estudo sigiloso destinado a "definir os dados estratégicos que permitirão manter, desenvolver e reforçar o domínio da economia capitalista liberal de mercado e os processos que o termo 'globalização' resume de modo eficiente". Reunido em Lugano, pacato e belo refúgio suíço de milionários, o grupo de trabalho teria então elaborado o seu diagnóstico e, em novembro de 1999, entregue o Relatório Lugano, que tem por título oficial "Assegurar a Perenidade do Capitalismo no Século 21". A encomenda secreta A invenção da encomenda secreta agora tornada pública é o único elemento ficcional dessa avaliação implacável -todo o resto é documentado por meio da massa de dados devidamente ponderados e apresentados na linguagem fria e imparcial da tecnocracia. Mas em vez de criar um efeito literário, a articulação entre ficção e realidade tem o poder de captar a dimensão monstruosa do processo em curso. Com efeito, tudo se passa como se Susan George tivesse recorrido à situação fictícia para pensar até o fim o pensamento dos neoliberais, para levar às últimas conseqüências suas premissas econômicas, políticas, comerciais, financeiras, ecológicas e demográficas. A primeira parte do Relatório é dedicada às ameaças que pesam sobre o sistema, ao papel das instituições internacionais de controle e ao impacto gerado pela atual relação explosiva entre consumo, tecnologia e população. Eis algumas das conclusões do grupo de trabalho: 1) Os governantes tentam convencer os governados de que a ordem econômica neoliberal pode incluir todo mundo em toda parte, por mais numerosos que sejam no presente e no futuro. Mas não há a menor possibilidade de integrar uma população mundial de 6 a 8 bilhões de pessoas. 2) Antes da globalização, os processos econômicos eram sobretudo nacionais e operavam por adição. Hoje, precisamente porque se tornaram internacionalizados, operam por subtração; é o chamado "downsizing", quanto mais se eliminam elementos humanos custosos (mão-de-obra), mais os lucros aumentam. 3) A cultura capitalista se caracteriza pela concorrência e pela "destruição criadora". Mas os países onde a economia mercantil deu forma a uma cultura capitalista dominante durante séculos constituem hoje apenas 10% da humanidade. Tal porcentagem é de muito mau augúrio para o futuro do sistema. 4) As condições mínimas para que o capitalismo global perdure e triunfe não podem ser satisfeitas nas atuais condições demográficas. Não se pode ao mesmo tempo apoiar o capitalismo e continuar tolerando a presença de bilhões de humanos supérfluos. 5) Uma população total do planeta mais reduzida é o único meio de garantir a felicidade e o bem-estar da maioria das pessoas. Tal opção pode parecer dura, mas é ditada pela razão e pela compaixão. Se desejamos preservar o sistema liberal, não há alternativa. Limpeza social Uma vez colocada a questão da redução de população, o Relatório passa a discutir as estratégias para "resolver" o problema dos excluídos por meio do que Müller chama de "limpeza social". De saída os sistemas genocidas como o Holocausto são considerados estratégias ruins por várias razões: apóiam-se em enorme burocracia, são caros demais e ineficientes, conferem demasiado poder e responsabilidade ao Estado, não passam despercebidos, atraem a ruína e o opróbrio a seus autores. Diz o relatório: "O modelo de Auschwitz é o contrário do que precisamos para atingir o objetivo. (...) A seleção das "vítimas" não deve ser responsabilidade de ninguém, senão das próprias "vítimas". Elas selecionarão a si mesmas a partir de critérios de incompetência, de inaptidão, de pobreza, de ignorância, de preguiça, de criminalidade e assim por diante; numa palavra, elas encontrar-se-ão no grupo dos perdedores". Definidos os objetivos e os quatro pilares que fundamentam a ambiciosa empresa, o pilar da ideologia e da ética, o econômico, o político e o psicológico, o Relatório propõe, como estratégias de redução da população, uma atualização concertada dos flagelos configurados pelos quatro cavaleiros do Apocalipse: a Conquista, a Guerra, a Fome e a Peste. Vistos nessa perspectiva, os conflitos regionais, as crises, as epidemias e os desmanches que assolam as economias e sociedades do Terceiro Mundo adquirem uma inteligibilidade espantosa, até então irreconhecível. Mas a produção de destruição não tem apenas inspiração bíblica: há também estratégias que nem São João de Patmos nem Malthus poderiam conceber, porque são preventivas e dependem da política e da tecnologia do século 20: aqui têm lugar os inibidores de reprodução, como as esterilizações em massa, a contracepção forçada etc. Às duas partes do Relatório, Susan George acrescenta um capítulo de comentários sobre as maneiras de reagir a ele e um posfácio, no qual revela como e porque inventou sua ficção. Leitora do antigo estrategista chinês Sun Tzu, ela simplesmente aplicou seu preceito: não faça o que mais gostaria de fazer. Faça o que o seu adversário menos gostaria que fizesse. (Folha de São Paulo, 24 de setembro de 2000) Laymert Garcia dos Santos é professor livre-docente do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e autor de "Tempo de Ensaio" (Companhia das Letras), entre outros. Fontes: Clip Pirata (www.clippirata.com.br). Folha de São Paulo ( http://www1.folha.uol.com.br/fsp/). Rizoma ( http://www.rizoma.net/secao.php?secao=conspirologia)  | A Tsunami ou Tsunamis que atingiram varios paises da Asia na semana pasada nos provam de maneira mais do que direta que o racismo continua a fazer vitimas no mundo. Como é que uma Reden que foi criada para alertar o mundo sobre a aproximação das Tsunamis aos continentes não avisa sobre a iminencia do desastre que ia acontecer na Asia? Ë possivel aqie alguem que se diz cientista e que e financiado pela sociedade tenha se omitido em tamanha tragedia? É possivel que existam seres humanos que nada sentem perante o sofrimento do povo Asiatico que mais uma vez e masacrado pela autoridade do primeiro mundo? Se assim for que Deus nos perdoe e nos proteja ja que não ha de ser a última Tsunami. É sim essa tragedia for aqui no Brasil, como agiria nosso governo que praticamente não se manifestou nesta catastrofe e que está mais preocupado no IBOPE para as próximas eleições do que no sofrimento do povo asiatico? Não devemos esquecer que somos mortais e que fatos como o acontecido na Asia na semana pasada podem se repetir em qualquer lugar do mundo a qualquer hora.  | Esta foi uma das profecias de Nostradamus: Um gêmeo será encontrado num monastério, originário do sangue nobre de um monge muito velho. Seu ruído será grande por seu partido, sua língua e o poder de sua voz; por isso, pedirão que seja levado ao poder o gêmeo sobrevivente. Após a grande celebração A ira de um inimigo sem nome surgirá dos mares Milhares de vidas serão levadas, para um propósito macabro A fome do gêmeo começará a ser saciada Poucos dos muitos retornarão, vitorioso o inimigo sorrirá Os derrotados perderão seus nomes A paz reinará por pouco tempo antes que o outro gêmeo aja E o novo mundo será igualmente atingido.  | Para quem nao sabia antes!!! Reporter: Por que não houve aviso de que um Tsunami estava acontecendo? Há um sistema de alerta para tsunamis no Oceano Pacífico porque há um precedente histórico em que vários maremotos causaram tsunamis como este durante o século 20. Mas não há precedente real para um tsunami como esta no Oceano Índico. Então, esta é a primeira vez que isto acontece e não há sistema de alerta. Caros Srs. Não precisava de telefone para nenhuma embaixada, bastasse que chamassem a imprensa, um reporter da CNN, CBS.... Qualquer grande rede destas, qualquer um está procurando um furo de reportagem e tem alcance mundial. Só faltou uma coisa. BOA VONTADE. Se pelo menos soubesse que lá era região de veraneio e que haviam muitos americanos, europeus e japonese, aí sim, seria outra coisa. Auro
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