A aparição do Presidente Lula demonstrou toda uma prepotência diante de um grandioso público de várias denominações políticas, prós e contras.
Primeiro, uma postura estratégica em desmobilizar os participantes do Fórum Social Mundial pela distância entre o Parque Harmonia, local do evento, e do seu pronunciamento no Ginásio Gigantinho, com quilômetros de distância, dificultando o acesso dos participantes que muitos deslocando-se a pé enfrentando o desgaste do sol e do clima seco.
Além da truculência da segurança orientada pelos executores do evento em barrar milhares de manifestantes insatisfeitos com as políticas desenvolvidas pelo atual governo, contrariando o direito à liberdade de expreção de todo cidadão; participantes do evento foram expulsos do Gigantinho ao expressarem suas indiginações, levando manifestantes de várias organizações estravazarem com palavras de ordem e com base na truculência da polícia do governo Rigotto frente aos manifestantes retirados do local, desencandeou-se uma explosão do comportamento dos manifestantes levando a quebrarem o alambrado e tentarem partir para o enfrentamento com a polícia armada, além de jogarem garrafas plásticas de água mineral.
Para amenizar a situação, integrantes dos partidos do PSTU e P-SOL trabalharam como “seguranças leais do governo” entre os manifestantes e a polícia formando um cordão de isolamento, apesar da contradição de denunciar as políticas paleativas de reformas sociais já que durante toda a formação da figura do presidente está associada à construção da instituição PT ao poder e hoje ingenuamente tentam desbravar uma crítica estéril sem levar em conta serem responsáveis por seu desencandeamento.
O desfecho do protesto deu-se com a queima de um boneco simbólico do Presidente Lula e a completa desmobilização da organização do protesto por parte do PSTU e P-SOL alegando falta de segurança, porém, um protesto pacífico que levantava desproporção de forças diante de policiais despreparados e truculentos, mostrando dessa forma, a diplomacia forjada dos dois partidos diante do oportunismo do Presidente que um dia se disfarçou entre os ecos dos protestos silenciados.

