![]() | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| | CARTA DO EMBAIXADOR DE CUBA AO DIRETOR DE REDAÇÃO DA REVISTA VEJA (14/10/04)
Resposta do Embaixador Cubano a Veja !!
Sr. Diretor de Redação da revista VEJA, Resulta lamentável o artigo publicado sobre Cuba no No. 41, no semanário VEJA: “A revolução no escuro”, assinado pelo Sr. José Eduardo Barella. É lamentável, porque oferece aos respeitáveis leitores da VEJA falsas e destorcidas informações sobre a realidade do meu país. Apenas uma mínima leitura da história de Cuba demonstra que nosso povo tem alcançado a verdadeira e irrenunciável independência no dia primeiro de Janeiro de 1959. Ao final do Século XIX, Cuba deixou de ser colônia da Espanha, se convirtindo diretamente numa neocolonia estadunidense. Antes de 1959, com uma população de seis milhões de habitantes, aproximadamente, Cuba tinha 400 mil prostitutas; era apenas um grande bordel para a máfia e os marines norte-americanos. No país tinha uns 200 mil casebres e choças; 400 mil familias do campo e da cidade viviam em barracões, sem as mais elementares condições de higiene e saúde; 2.2 milhões de pessoas pagavam aluguéis o qual praticamente absorvia a metade da sua renda, e 2,8 milhões de pessoas não possuíam luz elétrica. Antes de 1959, Cuba tinha mais de 600 mil cubanos sem emprego; existiam mais de 500 mil trabalhadores camponeses que apenas tinham trabalho durante 4 meses num ano, só na temporada da safra de açúcar; em Cuba houve dezenas de milhares de pessoas que morreram em cada ano à causa de doenças possíveis de serem curadas. Hoje, Cuba não apenas pode mostrar suas conquistas em todas as esferas da vida, mais as compartilha também com muitos outros países. Meu país tem o maior número de médicos, professores, treinadores esportivos per cápita, mesmo que medalhas olímpicas conquistadas. Nos últimos anos, a economia cubana tem crescido a um ritmo anual de mais de 4%; a moeda nacional de Cuba (peso cubano) tem-se revalorizado por mais de sete vezes; o desemprego está por debaixo do três por cento, e o analfabetismo tem sido erradicado há mais de quarenta anos. A mortalidade infantil em Cuba é inferior à 7 por cada mil nascidos vivos; 85 por cento dos cubanos são proprietários de sua habitação, o cem por cento das crianças vai á escola, cem por cento da população recebe atenção médica gratuita e de qualidade elevada; não existem pessoas morando nas ruas, nem crianças pedindo esmolas para viver. Hoje, 20 mil médicos cubanos oferecem sua solidariedade a mais de 60 países, garantindo aos cidadãos desses países a saúde e a esperança; e tem perto de 20 mil jovens de 100 países estudando como bolsistas em Cuba, de forma gratuita, e deles perto de 10 mil na Escola Latino-americana de Medicina. As conquistas alcançadas por Cuba em todas as esferas são amplamente reconhecidas pelo mundo inteiro, o que faz que o país ocupe uma destacada posição no Indicador do Desenvolvimento Humano das Nações Unidas. Essa realidade não pode ser nem negada, nem distorcida. É importante acrescentar que, além disso, essas conquistas têm-se alcançado apesar do criminoso bloqueio econômico, comercial e financeiro que o Governo dos Estados Unidos da América tem imposto ao meu país ao longo de mais de 40 anos, e do qual nada é mencionado no artigo da VEJA. Esse bloqueio até hoje tem nos causado perdidas por mais de 79 mil milhões de dólares. Na verdade, trata-se de uma verdadeira guerra econômica contra Cuba, na qual o país é privado de recursos para seu desenvolvimento econômico e social, é privado de alimentos, medicinas, fluxos financeiros, e peças para a reparação de equipes e roturas, como é enfatizado no artigo da VEJA. O Sr. acha que algum outro pais do mundo poderia mostrar as conquistas que Cuba tem hoje, em meio de um bloqueio desse jeito, e de uma hostilidade e agressão permanentes de parte da única superpotência que hoje pretende dominar o mundo? O dilema de Cuba sempre tem sido o da independência ou a anexação aos Estados Unidos da América. Hoje, Cuba luta por manter sua independência e soberania, e por construir um sistema de justiça social a qual garante a dignidade plena à todos os cubanos. No meio desta luta, o corajoso, firme e digno povo cubano precisa que seja aberto o passo da verdade dele, e não sejam divulgadas informações falsas e tendenciosas sobre o seu país. Para finalizar, eu lhe solicito, Prezado Sr. Diretor, que publique esta carta no próximo número da VEJA, para o benefício de seus leitores; e coloco-me á sua inteira disposição para oferecer uma entrevista sobre Cuba á Revista, seja em Brasília, ou na minha próxima visita á São Paulo. Atenciosamente, Pedro Núñez Mosquera
Sobre fugas Companheiro: Existe sim o direito de ir e vir. Basta alguém ir ao balcão do aeroporto e comporar a passagem. Os que tentam chegar à Flórida em balsas são os que não conseguem a a passagem. Morre-se sim na travasssia. É um mar agitado essa região do Atlântico. Mas, muito maior que o nçumero de cubanos que tentam a travessia, é o número de latino-americanos, principalemnte mexicanos e brasileiros, que tentam entrar clandestinamente na Yanquilândia através da fronteira em Tijuana, pagando até 5 mil dólares a "gatos", delinqüentes locais que cobram pela travessia do o Rio Grande - ou rio Bravo. O número de imigrantes ilegais mortos no deserto do Arizona ultrapassa várias vezes os que morrem no trajeto Cuba-Flórida. A população cubana é bombardeada 24 horas por dia pela Rádio e TV Martí - herói popular e poeta cubano, cujo nome foi seuestrado e usado pelos mafiosos e grupos terroristas de Miami. Essas emissoras informam maliciosamente aos cubanos sobre as delícias de se viver no imperio. São levados a crer - assim como muitos brasileiros o fazem - que ao chegar na Gringolândia terão ótimos trabalhos, salários altíssimos, casas maravilhosas como as vistas nos filmes e provavelmente uma BMW na garagem. Uma empulhação. Já os terroristas ligados ao grupos que pretendem acabar com a experiència cubana que vivem em Miami vivem confortavelemnte do Serviço Social gringo. São financiados pelo próprio governo yanque. Cuba é sim um caso especial, onde seria impossível apresentar dados como os de expectativa de vida, o amir da América, incluindo-se os EUA por exemplo, se o povo se alimentasse mal. Esse é um argumento - a fome - bastante utilizado pelos que pretendem desmoralizar a experiência cubana. Por outro lado, veja só: enquanto o brasile xporta jogadores de futebol e novelas, Cuba exporta médicos e professores. Percebe alguma diferença? Saudações Uma respostinha... Senhor(a) Acredito que ainda exista pessoas tentando fugir de cuba, pois lá não se fabrica carros de luxo, frigo-bares e outros utencilios indeispensáveis para a vida de alguns. A respeito da falta de liberdade, concordo que lá é bastante limitada. Minha opinião é a seguinte: Eu "trocaria" todo os carros de luxo, todos o caviar, toda a chanpanhe e todos estes utencílios indispensáveis que todos nós conhecemos por educação para todos, saúde, e uma melhor qualidade de vida. Eu "trocaria" a liberdade brasileira (?) e a liberdade que os EUA estão levando para o mundo e seus próprios cidadãos ( "patriot act" ) pela falta de liberdade de cuba... Pergunta rede globo Para responder a sua pergunta em primeiro lugar vamos deixar a opnião da rede globo de lado, afinal é ela que forma pessoas com pensamentos distorcidos no objetivo de se promover, sempre foi assim veja a epoca que ela cresceu e quem apoiou a vida toda. As pessoas que tentam "fugir" de Cuba muitas vezes e para tentar ganhar fama e fortuna. O capitalismo é uma utopia na vida deles, onde Estados Unidos é um país onde todos são ricos e felizes, pelo menos e o que eles assistem nos clipes norte-americanos na TV. Então acontece que ao chegar a gloriosa America eles são tratados como porcos e os programas de ajuda dos Estados Unidos são uma faixada para mostrar a pessoas como você... e acabam na criminalidade. Viva a Revolução Cubana. A Revolução Cubana têm problemas, é inútil negá-los. No entanto, ela apresenta conquistas fantásticas e impossíveis de ignorar. É por isso que a mídia burguesa tendenciosa afirma que a Revolução está morta, mas precisa matá-la todo dia. Se a Revolução estivesse realmente morta ela seria simplesmente esquecida e não atacada diariamente, ou semanalmente como no caso da Revista Veja. É interessante o argumento do Chico Buarque, segundo ele, Cuba deve ser comparada com Nicaragua, Honduras e demais países da América Central, assim é possível visualizar o tamanho do progresso cubano. Para finalizar pergunto: Será que a Veja vai publicar a carta do embaixador cubano? E viva a liberdade de imprensa que temos por aqui! A curiosa "Síndrome de Havana" A psicologia moderna tem estudado vários tipos de fenômenos estranhos que parecem se manifestar em indivíduos e até em grupos inteiros. Entre eles está a “Síndrome de Havana” Tal como a já famosa síndrome de Estocolmo que se caracteriza por um comportamento estranho de pessoas que, ao serem mantidos prisioneiros ou reféns, acabam desenvolvendo uma inexplicável lealdade aos seus captores, a síndrome de Havana também é um fenômeno curioso e merece um estudo mais sério. Nosso objeto de pesquisa tem em comum com a síndrome de pânico, o fato de as suas vítimas avaliarem sempre de forma muito exagerada os fatores com os quais estão lidando. Assim, costumam dar um valor a seus temores de maneira totalmente desproporcional a realidade. Esse curioso fenômeno psicológico costuma atacar preferencialmente pessoas de meia idade ligadas a atividades políticas, jornalísticas e literárias. Vejamos como os sintomas se manifestam: Normalmente o cidadão está desempenhando normalmente as suas funções, tomando decisões razoáveis ou discutindo assuntos importantes como o desemprego provocado pelas novas tecnologias de informação, o perigo de uma globalização descontrolada da economia, etc. Ai ele é exposto a dois nomes mágicos: Cuba e Fidel Castro. Imediatamente as estranhas reações ocorrem. Sua expressão muda. Aparece um brilho diferente em seus olhos. O elemento experimenta uma instantânea sensação de regressão temporal que o conduz aos anos 60. Pensa estar ouvindo um fundo musical misturado com musicas de Celi Campello, Elvis Presley e Ray Coniff. Jura que o rádio esta transmitindo um discurso de Carlos Lacerda ou de Jânio Quadros. A partir dai, os sintomas dependem um pouco do passado do indivíduo. Em militares reformados e funcionários públicos aposentados, surge à idéia de que os comunistas estão por toda à parte. Começam a suar frio e a pensar que um grupo de barbudos logo entrará pela porta de seu apartamento para desalojá-lo dali e colocar dezenas de favelados em seu lugar. Em desespero, costumam recordar as marchinhas de Tom & Ravel, o que os deixa mais tranqüilos. No caso de antigos militantes políticos de esquerda que não viraram neoliberais a muito tempo e/ou não arrumaram um bom emprego em alguma administração do PT, surge a idéia de que precisam agir rápido para defender a revolução, antes que os ianques desembarquem na ilha. Começam a falar em organizar caravanas de solidariedade ao povo cubano. Em casos graves, só se acalmam ouvindo Quantanamera com Mercedes Sosa. Em jornalistas e escritores, a síndrome costuma afetar drasticamente seu senso de proporção. Escrevem artigos inflamados a favor e contra eventos promovidos em Havana para se discutir a ALCA, desconsiderando o fato de que Cuba não foi convidada nem tem interesse em participar dela. Quando atuam em rádio ou TV, costumam dar um enorme destaque aos menores fatos ligados a Cuba. Uma declaração de um escritor português meio excêntrico sobre a ilha, ganha mais destaque que uma fala do secretário geral da ONU ou de qualquer chefe de estado europeu ou americano sobre qualquer assunto. “Carros-balsa” vindos direto do programa “A guerra do ferro velho” passam a ocupar um espaço infinitamente maior que o drama de milhões de refugiados pelo mundo afora. Mas o verdadeiro perigo é que ao contrário das outras síndromes já estudas, essa as vezes pode ser contagiosa. Jovens estudantes que gostam de ouvir Sandy & Junior e nunca ouviram falar nem nos Beatles, uma vez expostos aos adultos portadores do mal, apresentam sintomas ainda mais esquisitos. Alguns que tem em seu quarto, computadores com Windows XP e conexão de banda larga, passam a falar em anarquismo e socialismo científico. Usam camisetas com a cara do “Che”. Compram enormes bandeiras vermelhas com a foice e o martelo e participam de manifestações de camelos, perueiros e funcionários de bingos. Sempre aos gritos de “Fora ALCA” e “Abaixo o FMI”, independente do assunto em questão. Outros, descendentes de africanos se convertem a “Nação do Islã” de Louis Farrakhan e passam a ler livros e artigos anti-semitas. Filhos de imigrantes nordestinos ficam fascinados por escritores gaúchos separatistas, raspam a cabeça, fazem tatuagens com suásticas e perseguem homossexuais. Por enquanto ainda não se conhece uma cura para esses distúrbios. Alguns balconistas de farmácia e raizeiros consultados, sugerem comprimidos de 20 mg de Diasepam seguidos de leitura obrigatória da revista Veja e da Folha de São Paulo. Mas a receita nem sempre funciona (Alguns jornalistas deles também podem estar contaminados). É urgente, portanto, um estudo profundo desse estranho fenômeno. Afinal saúde mental e lucidez também são necessidades fundamentais! Psicologia barata. É óbvio, Lauro, que o teu comentário é ideológico (no sentido marxista do termo) e mal intencionado. Se é para expor psicologia barata e sofismas tacanhos, por que não se limitar ao último parágrafo do teu texto? Todos sabemos que os dois periódicos citados cumprem perfeitamente esse papel.
Com psicologia barata realmente é impossível compreender a Revolução Cubana e qualquer fato a ela relacionado. Mas realmente não é esse o teu objetivo. O ataque americano a Cuba já ocorreu e pode repetir-se, como os próprios meios de comunicação citados divulgam. Será que é a tal “Síndrome de Havana” ou algum tipo de auto-esquecimento da tua parte? Para finalizar, vale lembrar que o tal escritor português meio excêntrico é um mestre da literatura mundial. Na verdade, se a tal “Síndrome de Havana” existe ela afeta principalmente os reacionários em geral, porque aquela ilhota insiste em existir, pregando com o próprio exemplo, apesar de todos os boicotes.
|