“Educação Ambiental e a Prática das Religiões de Matriz Africana” é o tema de uma cartilha que será lançada em um evento no dia 13 de abril, às 19 horas, no Salão Vermelho da Prefeitura de Campinas, com participação da socióloga Bete Viana, representante da Fundação Cultural Palmares, ligada ao MinC (Ministério da Cultura).
Trata-se de uma iniciativa da Acadec (Ação Artística para o Desenvolvimento Comunitário), em parceria com o STMC (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Campinas), Mãe Corajacy, Mãe Dango e Instituto Cultural Baba Toloji.
Apesar de ser dirigida à população, a cartilha dá especial ênfase aos freqüentadores de terreiros e seus adeptos, e também aos trabalhadores nos serviços públicos municipais, principalmente os educadores.
Mais que isso: Trata-se de um material em que é empregada linguagem objetiva e de qualidade. Ao mesmo tempo em que os organizadores da cartilha buscaram estimular a preservação da natureza, almejou-se a quebra do preconceito acerca das religiões de matriz africana.
Bete Viana é mestre em História Comparada pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e fundadora, em 1978, do MNU (Movimento Negro Unificado do Brasil), organização que sucede a antiga Frente Negra Brasileira.
Segundo ativista do MNU e coordenador de Assuntos para a Comunidade Negra da Acadec, Mário Marcelo Ramos, o lançamento da cartilha é uma contribuição à lei 10.639, aprovada em 2004 com objetivo de cobrar dos educadores no Brasil e das instituições educacionais a inclusão no currículo escolar da história da cultura política e social dos afrodescendentes no Brasil.
Ainda segundo ele, “é mais uma ação afirmativa construída pela Acadec em parceria com o Movimento Negro e o Povo do Santo que visa colocar para a sociedade como um todo um pouco da história deste povo, que durante 500 anos, vem sendo tratado como parte secundária da história de nosso país. Mesmo tendo contribuído, de maneira decisiva para a construção da riqueza nacional”.
