A festa de rua está sendo concebida como um contraponto às comemorações oficiais do aniversário da rede Globo, que incluem até uma partida da seleção brasileira de futebol. Com a festa, os ativistas querem resgatar o histórico da emissora que foi ao ar pela primeira vez em 1965 e desde então se caracterizou por um jornalismo comprometido com o status quo e pela ampliação do monopólio.

Para o ativista Ned Ludd, do Centro de Mídia Independente, "a festa quer mostrar que o monopólio da Globo impede a diversidade dos pontos de vista necessários numa democracia". Ludd também acredita que "o jornalismo da Globo tem sido abertamente utilizado como ferramenta política para apoiar os poderes estabelecidos (inclusive a ditadura militar) e para calar ou criminalizar a dissidência - como aconteceu com o debate com o Lula em 1989 e como acontece hoje com o MST".

A festa-protesto que acontece na sexta-feira também coincide com a campanha "Desligue a sua TV" promovida pelo grupo Adbusters. Ativistas ligados ao grupo em São Paulo prometem uma interevenção durante o evento.