Desde criança, somos incentivados a competir, seja pela família seja pelos professores, buscando um único ideal: estar entre os melhores. Essa busca incitada pelo ato de competir é, em determinados momentos, benéfico, pois contribui até mesmo para uma mudança radical no estilo de vida.
Participei no final do ano de 2004 da Rústica de Natal, promovida pela Prefeitura de Lajeado. Como levava uma vida bastante sedentária antes dessa competição, não cheguei a concluir a prova de dez quilômetros. Nem por isso desanimei. Para não voltar ao sedentarismo, comecei a fazer academia e a jogar futebol, atividades que faço até hoje. Nesse caso a competição se mostrou extremamente benéfica, além de ter feito um enorme bem para minha saúde.
Por outro lado, a competição em excesso e a busca cega para ser o melhor pode trazer doenças, traumas ou até mesmo levar à morte. Na Corréia do Sul, país nota dez em educação, tamanha a competitividade e a pressão sobre o estudante para ser o melhor e se manter no topo que, simplesmente, muitos não agüentam e se matam. Dado esse, que faz da Corréia um dos países com maior taxa de suicídio de adolescentes do mundo. Outro dado que comprova que competição em excesso não é benéfica é a grande procura por técnicas alternativas e remédios para aliviar ou evitar o estresse, considerados por muitos o mal do século XXI.
A vida é uma eterna competição, pois até mesmo antes de nascer nós já ganhamos uma competição importantíssima, fecundando o óvulo. Tendo em vista isso e o dito popular “não se pode ganhar todas” precisamos sempre dar o melhor de nós para chegarmos à vitória, mas, se ela não vier, devemos tirar lições da derrota, já que muitas vezes ela nos faz crescer mais como pessoa do que faz a própria vitória.