| O funk, minha gente, é o futuro do movimento social. Por Ari Almeida & Marcelo Träsel 02/05/2005 às 19:16 o bonde do tigrão vai anarquizar o bananão o bonde do tigrão vai anarquizar o bananão Eu acho funk carioca o máximo. Um bando de analfabetos funcionais miseráveis e sem o menor refinamento se junta, aprende a operar aparelhos até certo ponto sofisticados, apropria-se de peças da indústria cultural e avacalha com tudo, transformando-as em um batidão irresistível pontuado por letras que falam de suas próprias vidas. Cultura popular é isso aí. Mais do que isso, estes jovens criam um mercado próprio para sua música, inventam festas que reforçam os laços comunitários — muito embora isso em geral envolva tomar posição contra outras comunidades — e criam um sistema de distribuição de renda e ascensão social próprio das favelas. De acordo com reportagem da revista Carta Capital de 20 de abril, por Pedro Alexandre Sanches, não são raros os funkeiros que faturam mais de R$ 10 mil por mês. Além disso, sua música tem um sistema de distribuição independente de fato, passando longe das grandes gravadoras e até mesmo dos impostos cobrados pelo governo. Os intelectuais de plantão, quando poderiam enxergar no funk a manifestação de uma imensa criatividade que, bem canalizada, poderia gerar música popular de excelente qualidade, preferem desqualificar o estilo com base em padrões eruditos. É óbvio que o funk é ruim. Difícil é esperar de excluídos semi-analfabetos que façam música que siga alto padrão, com a qual nunca tiveram contato. Critica-se também a "mensagem" do funk. Mas ora, não se passou décadas exigindo uma cultura verdadeiramente popular no Brasil? Pois aí está ela. As letras falam da vida daquelas pessoas: assassinato e tráfico no horário comercial, sexo e drogas à noite para relaxar. Talvez algumas personalidades mais delicadas sintam nojo ao ver a falta de perspectivas daquela juventude exposta assim, nuazinha. Assim como se chocam ao escutar meninas pedindo para serem "atoladas no cuzinho" ou coisa que o valha. Acham que isso mostra a exploração sofrida pela mulher nas rudes vielas onde mora a escória. Estranho não passar pela cabeça da gente de bem que elas possam realmente gostar disso e, na verdade, estejam levando o feminismo a um ponto mais alto, mostrando que podem encarar o sexo de maneira tanto quanto ou ainda mais fisiológica do que os homens. O principal, no entanto, é que eles parecem estar se divertindo. E muito. No fundo, toda a grita contra o funk pode ser preconceito contra o fato de pobres estarem se divertindo. Da direita — porque, audácia! A ralé não tem o direito de se divertir! — ou da esquerda — porque eles deviam estar sofrendo com suas condições de vida subumanas e preparando a revolução, ou ao menos rendendo material para o Sebastião Salgado. Acho o funk carioca o máximo não tanto como estilo musical — embora admita curtir um pancadão bem pegado em certos momentos —; acho o máximo mais como instituição. O funk, minha gente, é o futuro do movimento social.
Email:: arialmeida2003@yahoo.com.br URL:: http://www.delinquente.blogger.com.br/ >>Adicione um comentário Muito foda o que disse. realmente a produçaõ artistica é espontânea, lúdica e livre. A arte é a essencial expressão no povo. Preciso entrar em contato contigo. é verdade, se for colocada a politica no funk(como eu já vi em uma unica musica), esse acaba virando uma baita musica boa. mas é uma ilusão achar q música faz revolução, esse é um grande erro. qualquer ritmo e estilo é uma forma de expressão, a eficiencia é dada por como ele é usado. abraços libertários bom texto ari, cara a maioria dos funkeiros cariocas falam muito em sexo, drogas, assassinato e gangues, mas mesmo assim fica bem legal, para quem ainda não conhece o funk terroristas, procure por funks proibidos, mc catra, menor do chapa, tati quebra barraco e os grandes classicos como rap das armas, rap da maconha e escravos do pó.... vida longa a cultura popular funkeira. é nóis. Aahahahahahaha...só podia ser coisa do Ari Almeida ! Então o "bonde do Tigrão" é transgressão ? Me parece mais uma forma decadente daquilo q foi um dia a tal "cultura popular",cheia de "indústria cultural" nas veias... Mas a Babilônia cai aos poucos !! ...e com essa trilha sonora tem mais é q cair mesmo ! Queremos imediatamente a revolução proletária para darmos um fim a esse absurdo chamado Funk. Vamos enforcar esses funkeiros desocupados e acabar com esse absurdo. Música permitida só a da " Internacional Socialista"!!!! vai se fuder!!! liga o rádio,a tv e só toca essas porras !!! agora vai dizer o q ? q tigrão,éguinha pocotó é "música revolucionária ??? seu detraquê !!!! E enfia a internacional no rabo também !! Fodam-se !!!  | O FUNK FOI E É UMA MÚSICA BASTANTE CULTURAL. O QUE FIZERAM DELE É OUTRA COISA, É O MESMO QUE FIZERAM COM A MUSICA POPULAR, COM O PUNK, COM O RAP NORTE AMERICANO, COM TUDO, DESDE O POETA "ATÉ" O LIXEIRO. ESSE FUNK NÃO É MERDA NENHUMA DE MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO. VOCÊ FALOU BEM, MOVIMENTO SOCIAL, COMO OS SKINHEADS SÃO UM MOVIMENTO SOCIAL, COMO A TORCIDA DO FLAMENGO É UM MOVIMENTO SOCIAL, COMO OS TRAVECOS SÃO UM MOVIMENTO SOCIAL... EXISTE FUNKS BEM LOKO, QUE SEGUEM A TRADIÇÃO DE JAMES BROWN, PUXAM PARA O BLUES, JAZZ, LOUIS ARMSTRONG... DIFUNÇÃO É UM GRUPO DE FUNK LOKO, E ESSES PROIBIDOS QUE ALGUÉM SITOU TAMBÉM SÃO INTERESSANTES. É O POVO SE VIRANDO, ORGANIZANDO, FAZENDO CASEIRO MESMO. MAS COMO VOCÊ MESMO DISSE, TEM OS TUBARÕES, TEM OS CARAS QUE SÃO PATROCINADOS PELO TRÁFICO. É BOM SALIENTAR QUE O FUNK DO ESTILO BONDE DO TIGRÃO É UM LIXO E DEVE SER DENUNCIADO COMO TAL. É UMA ALIEANAÇÃO E A BURGUESIA JÁ TOMOU CONTA SIM, COMO O TRÁFICO, NINGUÉM DA BURGUESIA TÁ LÁ NO MORRO COMANDANDO MAS É ELA QUE PERMITE ELE EXISTIR. SÓ FALTA FALAR QUE A TELEVISÃO É O FUTURO DA SOCIEDADE, POIS ELA TAMBÉM É ADORADA PELO POVO. ACHO QUE NEM TODO MUNDO DO POVO É BURRO, É IGNORANTE, EXISTE O SAMBÃO DE RAIZ, PRINCIPALMENTE O RAP, E ESSE MOVIMENTO É DA PERIFERIA, DE PESSOAS DA PERIFERIA PARA A PERIFERIA, SEM ESTARDALHAÇO, SEM CARNAVAL, E JÁ É, DEPOIS DO SERTANEJO, O SOM QUE MAIS TEM GRUPOS NO BRASIL. ISSO É O FUTURO DO MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO, SÃO PESSOAS OPRIMIDAS QUE NUNCA MAIS TIVERAM MEDO E VERGONHA DE SUA PELE, QUE NUNCA MAIS SE ENVERGONHARAM OU SE RECALCARAM POR MORAR NA FAVELA, QUE ORGANIZAM, QUE PROMOVEM SUBJETIVAMENTE UMA VERDADEIRA REVOLUÇÃO, A REVOLUÇÃO ATRAVÉS DAS PALAVRAS, DEIXANDO O CRIME, DEIXANDO AS DROGAS, SE UNINDO E DENUNCIANDO O DESCASO PARA COM OS "ESFARRAPADOS DO MUNDO".  | O lance do funk carioca é o seguinte : surgiu na favela,como um fenômeno local. Com apelo popular legítimo. Um som de gueto. A mídia e a indústria cultural,trataram de promover como cultura de massas. Aí virou mercadoria. Playboys e patricinhas dançando as coreografias das músicas nas boates de todo país. Aliás,isso ocorreu também com o Rap. E daí ? O QUE HÁ DE "REVOLUCIONÁRIO" NISSO ??? Bonde do tigrão é excrescência como Latino,Kelly Key, Dogão,Daniel,Sandy&Junior....  | FUNK, MOVIMENTO SOCIAL!!! Alessandra Bessa Nos dias atuais vejo o movimento funk, como um movimento social de grande abrangência nacional, envolve aqueles das classes menos priorizadas pela sociedade, e tenta transmitir uma forma de interação entre a comunidade de uma forma geral, e não posso negar que tenta difundir coisas boas. Observo que hoje ele é a bola da vez no comercio televisivo, estava em baixa, mas bastou uma novela para mostrar uma pessoa da alta sociedade curtindo tal movimento que ele se torna Rit nacional. Pergunto? Se ela (artista da novela) não tivesse aparecido no baile Funk esse movimento deixaria de ser bom? A musicalidade é ótima? O ritmo é contagiante? Mas não posso deixar de dizer que a letra me decepciona. Mas não culpo os Funkeiros, nem mesmo os Mc´s, pois as letras são feitas conforme o publico, que vai se afeiçoando com as letras e basta a primeira emplacar que a segunda, terceira e conseguintes se torna fáceis. Pois entendo que na maioria delas são letras sem imaginação alguma, de baixo escalão e repetitivas. A população carente de tudo clama por uma diversão, essa que os bailes Funks conseguem dar, porem a partir do momento em que param de contar a realidade do morro e as dificuldades dos moradores que lá residem, e começam a falar de sexualidade, palavrões que não trazem nenhum tipo de enriquecimento ou cultura, e sim simplesmente passam a ser uma fonte de dinheiro, ao meu ver para os meios televisivos. Vejo também que existem funkeiros que realmente utilizam nosso riquíssimo vocabulário para, tentar passar boas informações para a comunidade, buscam também passar conhecimentos gerais, com letras que espera-se sejam engrandecedoras, baseadas em nossa valiosíssima língua portuguesa. Porém, fico horrorizada, diante de barbáries que tenho notado, com as letras de alguns funks por ai, que aterrorizam. Hoje assistindo um programa local, vi umas “funkeiras” denominadas de "As panteras", que cantavam em uma de suas músicas a história de um cara bacana, que anda de celular e carro importado, mais que para elas, não passam de um "caga sangue", assim denominado pelas mesmas, isso é um afronto aos direitos e garantias individuais de qualquer cidadão, pois além de uma letra desta transmitir a discriminação, gera interpretação dúbia, pois podemos por exemplo imaginar, que o cara possui alguma doença, ou que não vale nada, ou que é mau caráter, sem contar que não engrandece de forma alguma o ouvinte, com uma letra tão sem sentido como esta, que insita a discriminação. Em suma, entendo que o funk tem tudo para se concretizar como um excelente meio de caracterizar-se como um movimento social das classes menos priorizadas, e tem o poder de ajudar toda uma população carente, com sua forma de entretenimento e informações através de suas músicas, através de sua maneira de atrair multidões, mas priorizo, que devemos nos atentar mais às letras que circulam por ai, letras que não fazem com que movimento social nenhum se restabeleça, mais sim, que se tornem formas de exteriorizar discriminações, desrespeito aos cidadãos e a soberania nacional. Analiso que o movimento é de suma importância para a população carente, mas também tento através deste artigo demonstrar que se deve priorizar mais o respeito mútuo, os direitos e deveres de todos, através de letras mais sadias, e que realmente tragam ao povo informações saudáveis e que tenham o papel fundamental de ajuda ao bom desenvolvimento deste movimento social de grande importância para a população carente, e que a meu ver é uma ótima forma de exteriorizar que não se deve existir diferenças entre classes sociais e que todos devem e podem se divertir da maneira que lhes convier, pois todos temos o livre arbítrio para fazermos o que desejarmos. Colaboradores: katherine Jorgensen Rosely Amaral Ricardo Melo Fernando Costa Simone Leite
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