| Índio surpreende chefes na reunião de cúpula Por Guaicaipuro Cuatemoc 05/05/2005 às 08:51 A maioria dos países americanos foram colônias da Europa e por centenas de anos foram expropriados de suas riquezas.Podem esses países pedirem reparação pelos danos oriundos das expropriações ? Podem compensar as dívidas atuais com as riquezas que foram roubadas no passado ? Índio surpreende chefes na reunião de cúpula
Sociedade » Globalização Alternativa » 27/09/2002 A conferencia dos chefes de estado da União Europeia, Mercosul e Caribe, encerrada no fim de semana passado, em Madrid, viveu dois momentos surpreendentes. O primeiro por causa da desatenção dos presidentes do México, Vicente Fox, e do Brasil, Fernando Henrique Cardoso.
No intervalo de uma sessão os dois conversaram com franqueza e desancaram os EUA que, segundo FHC "fala muito e faz pouco". Não sabiam que os microfones de uma estacão de TV estavam ligados, e assim, apanhados no contrapé, admitiram a gafe.
Mas surpresa mesmo tiveram os chefes de Estado europeus, que ouviram perplexos e calados um discurso irónico, cáustico e de exactidão histórica que lhes fez Guaicaipuro Cuatemoc, cacique de uma nação indígena da América Central. Eis o discurso:
"Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América ha 40 mil anos, para encontrar os que a encontraram só ha 500 anos. O irmão europeu da aduana me pediu um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financista europeu me pede o pagamento, com juros, de uma divida contraída por um Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse.
Outro irmão europeu me explica que toda divida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros sem pedir-lhes consentimento. Eu também posso reclamar pagamento e juros. Consta no Arquivo das Índias que somente entre os anos 1503 e 1660 chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América.
Terá sido isso um saque? Não acredito porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao Sétimo Mandamento! Teria sido espoliação? Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão. Teria sido genocídio? Isso seria dar credito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirma que a arrancada do capitalismo e a actual civilização europeia se devem a inundação de metais preciosos retirados das Américas!
Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de outros empréstimos amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrario disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas indemnização por perdas e danos.
Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva. Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o inicio de um plano ""MARSHALLTESUMA"", para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra, da poligamia, do banho diário e outras conquistas da civilização.
Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, poderemos perguntar: Os irmãos europeus fizeram uso racional, responsável ou pelo menos produtivo desses fundos? Não. No aspecto estratégico, dilapidaram nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em terceiros reichs e outras formas de extermínio mutuo, sem um outro destino a não ser terminar ocupados pelas tropas estrangeira da OTAN, como no Panamá, mas sem Canal.
No aspecto financeiro foram incapazes, depois de uma moratória de 500 anos, tanto de amortizar o capital e seus juros, quanto independerem das rendas liquidas, as matérias primas e a energia barata que lhes exporta e prove todo o Terceiro Mundo. Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar, e nos obriga a reclamar-lhes, para o seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosa temos demorado todos estes séculos em cobrar.
Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmão europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e ate 30% de juros que os irmãos europeus cobram aos povos do Terceiro Mundo. Nos limitaremos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro fixo de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, com 200 anos de graça.
Sobre esta base, e aplicando a formula europeia de juros compostos, informamos aos descobridores que eles nos devem 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, ambas as cifras elevadas potência de 300, isso quer dizer um numero para cuja expressão total seriam precisos mais de 300 cifras, e, que supera amplamente o peso total do planeta Terra."
Muito peso em ouro e prata...quanto pesariam calculadas em sangue? Admitir que a Europa, em meio milénio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para pagar esses módicos juros. seria como admitir seu absoluto fracasso financeiro e a demência e irracionalidade dos conceitos capitalistas.
Tais questões metafísicas, desde já, não nos inquietam, índios americanos. Porem exigimos a assinatura de uma carta de intenções que discipline aos povos devedores do Velho Continente e que os obrigue a cumpri-la, sob pena de uma privatização ou conversão da Europa, de forma que lhes permita entregar suas terras, como primeira prestação da divida histórica...".
Quando terminou seu discurso diante dos Chefes de Estado da Comunidade Europeia, o Cacique Guaicaipuro Cuatemoc, nem sabia que estava expondo uma tese de Direito Internacional para determinar a Verdadeira Divida Externa.
Agora só resta que algum Governo Latino Americano tenha a dignidade suficiente para impor seus direitos perante os Tribunais Internacionais.
Email:: leonildoc@onda.com.br URL:: http://www.leonildoc.com.br >>Adicione um comentário O Professor Mario Schenberg, um renomado físico da USP, uma vez disse a seguinte frase:
"Eu sou também matemático, até certo ponto, e por isso mesmo sei o quanto a lógica é precária, de modo que não me entusiasmo muito pelas argumentações lógicas. Sei que é muito fácil descobrir uma brecha em qualquer raciocínio (...) Além do mais, uma discussão lógica nunca é uma discussão realista. A gente pode aplicar a lógica a toda e qualquer questão. O difícil é ter o senso de realidade."
O discurso proferido por Guaicaipuro Cuatemoc é legítimo e coerente. Não é apenas lógico, mas também expressa a realidade. Principalmente porque, na maioria dos povos da atualidade, existe a regra jurídica que estabelece o direito à reparação por dano causados.
No Brasil essa regra é enunciada nos artigos 186, 187 e 927 do Código Civil:
"Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo."
Além disso, a reparação por danos passados é uma coisa comum na atualidade. Basta lembrar as reparações obtidas pelos judeus, vítimas do nazismo, principalmente contra os bancos suiços; ou da condenação da Líbia a indenizar as vítimas de um atentado que aconteceu na Islândia na década de 70; ou ainda as tentativas brasileiras de reparar os descendentes das vítimas da escravidão.
Quanto à legitimidade para a propositura da ação, Guaicaipuro sendo um nativo da região e descendente do povo expropriado é parte eficaz no processo, ou seja, tem legitimidade para agir. Os descendentes de outros povos que também habitavam a região possuem o mesmo direito que Guaicaipuro, podendo aderir ao mesmo processo de Cuatemoc.
Portanto, a questão é pertinente, pois temos um fato ilícito (a expropriação, o furto e o roubo de riquezas minerais), ocasionando um dano (ao povo nativo da região expropriada) que deve ser reparado.
Isso, certamente não deve ser analisado à luz do Direito Brasileiro, mas sim do Direito Internacional e do Direito Interno dos Estados expropriadores. Certamente, nenhum desses Estados autoriza, em sua legislação, o direito de expropriar, ou roubar, o mais fracos, inclusive a Bíblia, um livro seguido em todo o continente europeu, impede e pune esse tipo de comportamento.
O que fizeram com as riquezas minerais expropriadas é irrelevante, do ponto de vista do direito à reparação, pois o fato ilícito já aconteceu e repercutiu na esfera jurídica da vítima, ocasionando o dano, ou seja, a expropriação, o roubo e o furto não se tornam menos crime pelo uso da coisa expropriada, roubada ou furtada.
O segundo ponto refere-se às guerras entre os nativos na época da expropriação. Esse é um fato completamente irrelevante para a reparação do dano causado, pois estas guerras e brigas não justificam a expropriação implementada, ainda mais por um terceiro que não fazia parte daquele ambiente.
Isto também se aplica ao produto do roubo ou expropriação. Se os Europeus o aplicaram em guerras, ou na formação do capitalismo, ou se ainda estão com ele. Definitivamente, isso não importa, pois não justifica o que fizeram e como fizeram. Se expropriaram e roubaram, devem reparar o mal que fizeram e o dano que causaram.
(...) Continua  | meu que merda esse discurço do indio, eu já li o mesmo discurso no ano do aniversario, que era muito mais simples e muito mais claro se vc o possuir mande pra mim por favor,  | Discussão sobre a veracidade do Discurso do Cacique Guaicaipuro Cuatemoc O Famoso discurso em qüestão é figura certa em várias listas de discussão e sites sobre política. Apesar de amplamente divulgado, esse discurso provavelmente se trata de uma criação de uma personalidade (ou mais de uma) intelectual, que provavelmente não sendo um índio verdadeiro, usou esse Pseudônimo de um Cacique Mexicano a fim de tornar o seu imponente e bem redigido discurso ainda mais convincente e ousado. A seguir apresento o conteúdo do site: http://www.quatrocantos.com/LENDAS/110_guaicaipuro_cuatemoc.htm Que faz uma análise sobre a suposta veracidade do texto, baseando-se em uma pesquisa razoável. ------------------------------------------------------- Lenda? Discurso do Cacique Guaicaipuro Cuatemoc Ao pesquisar o termo "guaicaipuro cuatemoc" no Google, retornam mais de 840 resultados. Todos eles referem-se a um discurso que teria sido proferido pelo Cacique Guaicaipuro Cuatemoc numa reunião de chefes de estado da Comunidade Européia. O discurso é reproduzido nos mais diversos idiomas. Existem páginas em italiano, espanhol, português, alemão, inglês, francês, holandês e catalão. Quem é ou quem foi o cacique Guaicaipuro Cuatemoc? Onde se realizou e quem estava presente a essa reunião de chefes de estado da Comunidade Européia? A verdade é que não existem maiores informações sobre o cacique, a que tribo ou nação ele pertence, nem qual o seu país de origem. Uma das páginas fala no "cacique de uma nação indígena da América Central". É a referência mais precisa. Até mesmo a data em que o discurso teria sido proferido não é muito precisa. Para L'Espace Citoyens a reunião teria ocorrido no mês de abril de 2002 na cidade de Valência (Espanha). Na maioria das páginas, no entanto, a data informada é 08 de fevereiro de 2002. Página da New Internationalist Publications diz que o discurso foi proferido pelo cacique, um líder indígena mexicano, na Europa em 1992, durante comemoraçòes do descobrimento da América. Segundo essa página, o texto foi reproduzido segundo o original publicado em Renacer Indianista No 7, e da tradução contida na revista Resurgence No 184. Nenhum resultado retorna da pesquisa aos termos "guaicaipuro cuatemoc" na caixa de busca da página Resurgence Magazine On-line. Uma das páginas que reproduzem o discurso tem a data de 29 de setembro de 2002 e diz que a tal reunião teria ocorrido "na semana passada". O texto publicado no site de notícias Virtual Azores se inicia assim: A conferencia dos chefes de estado da União Europeia, Mercosul e Caribe, encerrada no fim de semana passado, em Madrid, viveu dois momentos surpreendentes. O primeiro por causa da desatenção dos presidentes do México, Vicente Fox, e do Brasil, Fernando Henrique Cardoso. No intervalo de uma sessão os dois conversaram com franqueza e desancaram os EUA que, segundo FHC "fala muito e faz pouco". Não sabiam que os microfones de uma estacão de TV estavam ligados, e assim, apanhados no contrapé, admitiram a gafe. Índio surpreende chefes na reunião de cúpula. Veja uma das duas imagens conhecidas do suposto cacique. Um rosto diferente é mostrado no site Aldea Educativa. Afinal de contas, o cacique existe ou não? É pouco provável que exista algum cacique ou índio com esse nome. Tudo não passa da análise de uma mente mais revoltada ou lúcida sobre os 500 anos de exploração, saques, matanças e roubos perpetrados pelos "civilizadores" europeus no Novo Mundo. Espanhóis, portugueses, ingleses, franceses e holandeses cada um deles participou da "colonização" das américas em maior ou menor medida. Aqui no Brasil, por exemplo, alguns passaram rapidamente, saquearam e se foram com o butim. Como Lancaster, o pirata inglês. Outros passaram mais tempo "colonizando" e depois se mandaram. Se foram e até hoje são homenageados como grandes figuras da história brasileira. (Ainda hoje, há os que pilham o país e nem se dão ao trabalho de ir embora ;(( Veja Trechos de cartas enviadas à Espanha por Hernan Cortez nas quais ele narra como aniquilou a civilização asteca entre 1519 e 1526. E mais Brevísima relación de la destrucción de las Indias de Fray Bartolomé de las Casas.  Cacique Guaicaípuro Cuatemoc
| | | |